(Imagem - Tempestade - óleo sobre tela -Elisabete Maria Sombreireiro Palma)

Terça-feira, 20 de Fevereiro de 2007

TRISTEZA

(trabalho em computador de Célia Silva)

 

TRISTEZA

MARIA CÉLIA SILVA

 

Pedaços de água no olhar...

De sonhos desfeitos em nada

Cabelos em desalinho

Onde brilham em torvelinho,

Pérolas de pranto ao luar....

 

Olhos tristes de quem sofreu

Na vida, tormentos mil

Silêncios a quem doeu,

Um amor que já morreu,

Ainda por começar...

 

Embalada nos braços fortes

De uma recordação,

Vai tropeçando em pedaços

Vazios de um coração...

 

Sonha, menina triste,

Limpa as lágrimas, sorri

Também eu vivi morrendo

E morri, vivendo em ti....

 

Por ser tão belo reedito este lindo poema

É com redobrada felicidade que vejo nascer uma grande poetisa.

A Célia faz parte dos meus amigos pessoais e mesmo assim fui apanhado de surpresa.

À minha amiga Célia os meus agradecimentos por querer partilhar connosco este tão lindo poema e imagem.

Parabéns Célia e não rasgue ou esconda a sua poesia.

Deste seu amigo

Rogério Martins Simões

ano do poema: Poema da Célia
publicado por poetaromasi às 00:00
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Comentários:
De poetaromasi a 20 de Fevereiro de 2007 às 00:52
TRISTEZA!
Sabe Célia. O sofrimento por vezes prega partidas e antes de partir descarrega o sofrimento transformado em lindas flores. Gosto muito. Ou cria um blog ou vai parar aos poemas de amor e dor. (assim escrevia ontem à poetisa Célia)
Cabe-me a mim dar passagem a uma grande poetisa. Parabéns por poema tão belo.
Magnífico momento de poesia. O melhor entre todos os que me remeteu, se alguma vez seja possível comparar o incomparável. Em si a poesia brota, caminha lado a lado com o sofrimento. Uma verdadeira delícia.
Os seus poemas engrandecem a poesia portuguesa.
Um beijo deste seu sempre e verdadeiro amigo
Rogério Martins Simões
De akila a 9 de Março de 2010 às 18:56
Quando escrevo,
não escrevo por escrever...
Quando escrevo,
È uma forma de tentar libertar
Os meus pensamentos mais obscuros
È uma forma de descarregar
Os meus pensamentos mais duros
Como se cada corte
Que faço na minha alma
E que por vezes me acalma
E alivia a minha dor
fosse a resolução para tudo...
Reajo sempre
Como se fosse o fim do mundo.
Cada cicatriz que fica no meu corpo
E gravada na minha pele
Tem um sentimento triste
Amargo e gravemente cruel.
Palavras...
Que são ditas ao acaso
E que denunciam
Um grande fracasso...
Disfarçado por uma grande vitória
E por falsos sorrisos
Que me saem do corpo
E não da mente.
Na minha cabeça
Se repete todos os dias
A minha estúpida história
Como se o meu corpo
Se deixasse levar
E se entregasse à minha memória.
Quero livrar-me destes pensamentos
Que me enchem de tristeza e solidão
Quero ultrapassar este momento
Pois só sinto na minha alma
Um forte trovão
Que me eletrifica todos os dias
E me corta como se ficasse
Sem coração
Um corpo moribundo
Que existe por existir
E que vive por viver
As vezes sinto.me
Sem vida e a morrer..
Sinto sempre
Que algo havia a fazer
E que isto não passa de um pesadelo
Que passará um dia
Quando alguém me vier dizer
Que tudo não passou
De histórias da minha cabeça
Mas eu sei que tudo faz parte
De uma dura realidade
E que não querem ver
O que aconteceu de verdade
Assim me engano todos os dias
Tentando-me convencer
Que já não há saída
Que a solução
Virá um dia
Quando eu morrer.
Pois para sempre
Ficará no meu corpo
Um odor a podridão
Uma repugna disfarçada
Um nojo oculto
Um frio coração...
Será que é egoísmo?
Será egocentrismo?
Mas acho que egocentrismo
Não será de certeza
Porque tento desviar sempre
Todos os olhares de mim
Para não perceberem a minha tristeza.
Todos os dias
Morre um pouco de mim
Como uma flor que não é regada
E se torna feia
No meio de um lindo jardim.
Mas ficando sempre a esperança
Que amanha será um dia melhor
E que da minha cabeça
Desaparecerá
este triste horror...
De LISBOA DA SILVA a 16 de Agosto de 2010 às 23:38
Adorei o poema e a música, fiquei apaixonado.
Lindo, lindo de morrer
De leonardo a 29 de Outubro de 2010 às 05:37
olha
as minhas portas estao aberta pra vc
e as que entrava se fexo
num paro de te esqueçe
se pelo menos tentasse
num consigo pensa en te esqueçe
so penso no t olha
nada mais nada menso
so t sentir
a
se tudo num fosse uam miraje
ou sombra de um olha
poxa
quanto te magooo
e me laskei
so acho que
me fudi
penso na minha dor e no t sofrimento
nso temos cicronia
t beijo me constr
s ira me derruba



me adc no orkut estou muito triste encontri esse site escutei as musicas e fiz um poemas chorando cidy_grafiti@hotmail.com
De Paula Raposo a 20 de Fevereiro de 2007 às 17:39
Bonito poema. Para ti, Rogério, mil beijos.
De debora a 23 de Fevereiro de 2007 às 10:25
parabens aos dois este poema é muito bonito agradeço-lhes por nao privarem as pessoas de lerem um poema tao belo... beijinhos para voces
De juhly a 1 de Outubro de 2011 às 03:24
adorei os poemas e gostaria que lese o meu


eu estou sozinha sem ningem para conversar
o sol esta tao longe da terra
que seu brilho não pode me alcançar
eu estou triste em meio a escuridão
a luz não se acende
deixando minha vida sem razão
as vezes penso no suicídio
mais não adiantaria de nada
o que sera da minha vida
sem futuro sem razão
ficarei vagando na terra
sem amor no coração
passo pelas pessoas
e elas não me percebem
estou viva respiro
mais não parece
De Beatriz a 6 de Fevereiro de 2014 às 17:53
Nossa que lindo , peguei para postar no meu Blog espero que não se importe, darei os devidos créditos (:
De poetaromasi a 6 de Fevereiro de 2014 às 18:03
Muito obrigado por gostar deste poema da minha amiga Célia. Para mim este poema é um dos poemas mais belos da poesia portuguesa.
De Maria Valadas a 21 de Fevereiro de 2007 às 23:16
Que lindo Poema!

Parabens aos dois...ao poeta que escreveu e ao poeta que lhe fez esta homenagem!

Obrigada aos dois!

Beijos da
Maria
De M. Célia Silva a 24 de Fevereiro de 2007 às 10:47
Agradeço a todos os que já comentaram o poema, mas acreditem que tem mais mérito quem o publica e faz o primeiro comentário, que propriamente quem o escreve.
Contudo dá-me uma alegria imensa concluir que alguém gosta dos meus escritos e será com a mesma alegria que trarei mais aqui, se a vossa generosidade o permitir....
Bem hajam!!!!
De lumife a 18 de Março de 2007 às 21:07
Amigo Rogério será desta vez que nos vamos encontrar...?

Abraços

II ENCONTRO DE BLOGS EM ALVITO


21 DE ABRIL DE 2007
De SP a 24 de Março de 2007 às 23:00
Absolutamente Fantástico. estou sem palavras.
Poema Lindíssimo.
De Tânia a 14 de Junho de 2007 às 11:08
É sem sombra de dúvida um poema lindissimo.
Um dos mais bonitos que já li.
De mayara a 6 de Abril de 2008 às 22:14
Adorei esse blog
amei a musica de fundo
alem de ela acalma e tranquilizar
ela combida com cada poema

De SANDRA RAQUEL LOPES TEIXEIRA a 12 de Dezembro de 2009 às 13:39
CÉLIA AMO ESTE POEMA, POIS ELE É A DESCRIÇÃO PERFEITA DA MINHA PESSOA.
De Marystella a 11 de Maio de 2011 às 17:26
Amei minha vida nao tem mais semtido vivo em momentos de tristeza e dor o sonho nos da o que a realidade nos nega

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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

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