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Quarta-feira, 28 de Março de 2007

Teu corpo ausente...

 

TEU CORPO AUSENTE

(Romasi)

 

Jogo meus braços

Entrelaçados de nuvens.

Beijo o ar

E o travesseiro de lã.

Quebro o silêncio da cama

Num ranger de molas.

Abro náuseas de prazer

E percorro

Em volúpia arrepiante

Teu corpo ausente.

 

20 de Janeiro de 1974

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página
ano do poema: 1974
publicado por poetaromasi às 01:26
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Comentários:
De Viktor a 28 de Março de 2007 às 13:03
O corpo por vezes está ausente porque o mesmo não se encontra em total sintonia e harmonia com o pensamento.
Isso é uma situação demasiado comum nos dias que correm, pois a sinceridade cada vez se encontra mais abalada pela falta de ideais e pelo decréscimo da moral comum.
Conselho: Quando assim estiverem entreguen-se de corpo e alma, mas sem grandes "estravagâncias", pois poder-se-ão arrepender mais tarde.
Um conselho de um "velho" solitário.
Nota: Um bom dia a todos os blogistas...
De cindamoledo a 28 de Março de 2007 às 16:28
L
indo!!! lindo o que posso dizer mais... quero ler mais
cumprimentos
De aspalavrasnuncatedirei a 4 de Maio de 2007 às 15:18
Porque insistimos em nos agarrar aos "corpos ausentes"? Será para os tornar reais? Ao idealizarmos com aqueles que amamos e desejamos, tornamo-los sonhadoramente nossos? Bonito poema.
De analimão a 18 de Junho de 2007 às 21:36

Mais do que um corpo ausente, está a ausência de ti ,do teu olhar, do teu sorriso, dos teus gestos, do teu cheiro...da vontade que tenho de te abraçar..ou simplesmente admirar, a aquilo em que te converteste: a minha razão de viver!!

Identifico-me com a escrita, com as imagens tão bem legendadas com a música..não me apetece acordar...

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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

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