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Terça-feira, 9 de Setembro de 2008

Pára

   

 

 

 

 

 

 

PÁRA
Rogério Martins Simões
 
Segredaste-me tantas palavras,
Esta noite meu amor,
Quando no quarto imperava o silêncio!
E disseste tantas coisas,
Em silêncio,
Que nada ficou por dizer!
 
Tu sabes que eu gosto do silêncio!
De respeitar o silêncio,
Mesmo que ele incomode.
 
Incomodam-me
Mais os estados de “não alma”,
Que perturbam o silêncio,
Com palavras ditas de forma não calma.
 
Eu sei que não conheces
As “não palavras:
Que me ferem os tímpanos,
Que não acalmam!
Que me pulverizam o silêncio
Aniquilando o alento!
Que me cortam a respiração
E me deixam frustrado,
Cabisbaixo,
Adiando ou extinguindo
Para sempre a inspiração!
 
Que génio teriam os poetas
Se lhes parassem a respiração,
O pulsar e a pena?!
 
De que forma?
Com que sentido,
Teriam estas palavras,
Se as minhas palavras
Fossem desprovidas de qualquer sentido.
 
Sentidas foram as tuas palavras
Quando me disseste,
Sem falar,
Estas palavras:
Pára de escrever!
Porque as palavras te fazem sofrer!
Pára, vem descansar!
Para o corpo retemperar!
 
Mas meu amor
O meu descanso
Está nas palavras que não comando!
E se sofrer eu sofro
Escrevendo
Pior sorte seria
Não escrever chorando.
 
17/05/2004
Poemas de amor e dor conteúdo da página
ano do poema: 2004 Favorito
Notas: Karunesh\sky's beyond\Indian summer Karunesh
publicado por poetaromasi às 01:00
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Comentários:
De vieira calado a 23 de Outubro de 2007 às 14:30
Estou a comentar o poema sobre os trocadilhos da vida.
A vida, em si, já é um trocadilho difícil de destrinçar.

Achei muito interessante este blog, nesta minha 1ª visita.
Boa semana para si.
De poetaromasi a 7 de Fevereiro de 2008 às 18:53
Vieira Calado, obrigado.

Embora tarde quero agradecer o seu testemunho
Rogério Simões
De rui caetano a 6 de Fevereiro de 2008 às 10:01
Um poema profundo e cheio de sensibilidade.
De poetaromasi a 7 de Fevereiro de 2008 às 19:00
Rui Caetano, obrigado

Também gosto e muito deste poema que dediquei à minha esposa. Agradeço o seu comentário e apresento as minhas desculpas por, por vezes, não visitar os meus amigos e quem me deixa comentários. A falta de saúde impede-me de o fazer. Sabe amigo! Parkinson condiciona, e tudo o que se faz leva o dobro do tempo.
Um abraço
Rogério Simões
De gora a 6 de Fevereiro de 2008 às 15:21
tem um prémio do coração no meu repensando
abraço
De poetaromasi a 7 de Fevereiro de 2008 às 19:02
Gora e agora - que prémio?
Bjs
Rogério
De mcorreia a 7 de Fevereiro de 2008 às 23:22
ehehe
vai ao meu blog e vê ! abraço
De mcorreia a 6 de Fevereiro de 2008 às 15:23
aqyuela gora ali antes sou eu aqui (www.intervalos.blogspot.com)
De poetaromasi a 7 de Fevereiro de 2008 às 19:04
M Correia boa noite

Não percebi a mensagem. Mesmo assim gostei do seu olá. obrigado pela visita
Rogério Martins Simões

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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

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