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Quinta-feira, 24 de Maio de 2007

Dizer para quê?

 

(Óleo sobre tela Elisabete Sombreireiro Palma)

 

 

DIZER PARA QUÊ?

Rogério Martins Simões

 

Dizer para quê?

Falar para quê?

Sentir para quê?

Viver para quê?

Faço perguntas:

Sem falar!

Sem sentir!

Sem viver!

 

Solto o meu ouvido

E o meu olhar de lince

À procura de resposta:

Sem falar!

Sem sentir!

Ou viver!

E por mais que pergunte

Sem dizer

Não consigo ver…

Falar!

Sentir!

Ou viver!

 

1979

 

 

 

 

www.PRchecker.infowww.PRchecker.info Poemas de amor e dor conteúdo da página
ano do poema: 1979
publicado por poetaromasi às 19:36
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Comentários:
De Intemporal a 25 de Maio de 2007 às 00:32
Abafando GRITOS...vivendo TORMENTOS
Não te percas no INFERNO dos QUEIXUMES
"Agarra-te" aos mais doces momentos
Amaina a colera olhando o MUNDO e seus LUMES

Intemporal
De poetaromasi a 25 de Maio de 2007 às 14:33
Amiga
Obrigado por me dizeres olá.
Os poetas, muitas das vezes, erguem-se através da poesia que lhes serviu de catarse. Este poema, que não era para o editar mas para rasgar, cumpriu à data a sua missão. Por vezes se não me socorro da poesia, morro.
Prefiro renascer dum poema que morrer por não escrever.
Obrigado pelo teu testemunho sobre teu pai.
A vida continua e todos temos momentos de felicidade ao nosso alcance que não descortinamos. Tenho fé que o futuro me seja um pouco mais sorridente.
Afinal tudo isto é poesia…
Obrigado, saudades
Rogério Simões
De Cris a 26 de Maio de 2007 às 13:48
És um encanto, Rogério!
Não pares nunca de enriquecer a poesia com as tuas palavras, por tudo te peço.
Obrigada por me teres respondido, Amigo.
A vida é por vezes madrasta mas com arte e engenho, tu consegues moldá-la e torná-la bonita de se ver.

Gosto de ti e havemos de dizer poesia, juntos, seja virados ao Tejo, seja virados a uma quinta do Minho, mas havemos de declamar poemas como quem troca um mimo.
Beijo no teu coração e parabéns à tua companheira mais do que bela!
Por ela, por ti, por cada um a quem te dás, não pares nunca de escrever o que sentes, ainda que doa.

Com muito carinho,
Cris
http://osmeusencantos.blogs.sapo.pt
De H. Vicente Cândido a 27 de Maio de 2007 às 11:19
O que é a vida senão uma constante procura do porquê da morte?

Podes por vezes perder o gosto de falar, sentir e até viver... mas nunca percas o gosto de escrever.

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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

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