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Quinta-feira, 22 de Junho de 2006

Lisboa virada ao Tejo

 (Óleo sobre tela BETE - Elisabete Sombreireiro Palma) 

 
 
 
Amo-te Lisboa virada ao Tejo
(Rogério Martins Simões)
 
Dizem que um dia alguém cantou…
Que por amores Lisboa se perdeu!
Por amores se perde quem lá voltou.
De amores se perde quem lá nasceu.
 
Dizem que um dia alguém contou.
Que uma moira cativa no Tejo desceu.
Por amores, Lisboa, a moura libertou,
De amores, por Lisboa, a moira morreu.
 
Juntaram-se os telhados enfeitiçados,
Apertadinhos os dois e entrelaçados,
Num fado castiço, numa rua de Alfama.
 
E o Tejo, que é velho, beija a Cidade:
Morre-se de amor em qualquer idade,
Perde-se por Lisboa, quem muito ama!
 
Lisboa, 20 de Junho de 2006
 
 
 
 
 
 
Olá, poeta.
Mil perdões, mas minha mania é responder poemas de amigos e tendo passado por Lisboa em Abril , sei o que é apaixonar-se pela cidade.
Ao ler teu poema, não resisti, espero que não te zangues.
Saudações.
Carvalho Branco
Desculpa poeta, como isto é dueto, dou a conhecer o teu lindo soneto.
Saudações
Rogério Simões
 
PAIXÃO POR LISBOA
(Carvalho Branco)
 
Se é verdade que um dia se cantou
amores que Lisboa concebeu,
é vero que a Lisboa quem amou,
da tal Lisboa jamais se esqueceu..
 
Se uma moira encantada padeceu,
por Lisboa, cidade a qual amou,
por quem sofreu horrores e morreu,
encarnação da moira acho que sou!...
 
Velhos telhados, juntos, que a suste-los
tem baluartes - Pau Brasil - revê-los,
é a esperança de quem tanto a amou...
 
Sendo velho, o Tejo beija a cidade;
eu, beijo-te, Lisboa, em minha idade,
em mim, chama do amor não se apagou!...
Brasil, 21/06/2006
ano do poema: 2006 soneto
Notas: Faluas Do Tejo\Adoro Lisboa - Madredeus
publicado por poetaromasi às 18:28
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Comentários:
De rui reis a 12 de Janeiro de 2008 às 05:00
Vim aqui ter por causa da Escola Republicana Fernão Botto Machado.
Foi a minha escola durante toda a primária, as minhas professoras foram a dona Virgínia e a D. Susana, que já mereceu referência neste site. Entrei na escola em 1967, ia fazer sete anos em Novembro. Não se fui da sua época ( a dona Susana atravessou várias) sei que morava na Calçada dos Cesteiros e brincava na rua do hospital da Marinha. Sei que chegar aqui foi como um choque eléctrico, jamais pensei encontrar na net a escola, a d. Susana, a memória dos tempos que aí vivi e dos jogos de carica na borda dos passeios e dos outros jogos de "cowboys" nos pátios dos prédios da Calçada do Cardeal, com o amigo da época, o Formiga!
Obrigado!
De Pedro Domingos Rodrigues a 11 de Maio de 2009 às 12:22
Interessante
Procurando por Fernão Botto Machado aqui fui chegar
Penso que também somos da mesma época e tivemos as mesmas professoras.
O meu nome completo é Pedro domingos Custódio Alves Rodrigues, e na escola Centro escolar Republicano Fernão Botto MAchado eu era chamado pelo "Custódio".
Penso que este Rui Reis será um antigo colega meu de seu nome completo RUI MANUEL RAMALHO DOS REIS que morava julgo na CAlçada dos Cesteiros, perto da Feira da Ladra
Fica o meu contacto 933709070
De poetaromasi a 13 de Janeiro de 2008 às 02:04
Amigo e companheiro, obrigado pela visita.

Tudo o que escreveste se relaciona com a minha pessoa, só que num tempo diferente.

Nasci em 1949 e frequentei a escola Republicana de Fernão Botto Machado em 1956. A minha professora primária foi a Dona Esmeralda e depois a Dona Susana.
Também passeai muitos anos nos mesmos locais que frequentaste. Debaixo das árvores, na Calçada dos Cesteiros e do Cardeal. EU morava na Rua do Mirante e como tu brincava por ali. Os tempos eram outros e a saudade das pessoas boas é recordação positiva.
Em 1967 já andava na Patrício Prazeres e corria no Sporting Clube de Portugal - 400 e 800 metros. FOI naqueles sítios que citaste que aprendi a correr brincando ou escapando à polícia que não nos deixava jogar a bola de trapos.
Saudades
Rogério
De alfacinha a 9 de Agosto de 2016 às 05:17
Caro Senhor Rogério Martins Simões ,
Em breve podia ler de novo o seu poema no meu blogue . Pois esse poema lindo mereça uma apresentação melhor.
um amador da língua Portuguesa

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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

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