Este blog nasceu em 6 de Março de 2004

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Segunda-feira, 20 de Dezembro de 2004

Ecos da Póvoa

 

 

 

ECOS DA PÓVOA

Uma aldeia, um ideal que nos une

 

De vez a vez, tenho por hábito rever os papéis que guardo no meu armário. Hoje, quando cheguei a minha casa, resolvi reler os poucos exemplares de uma pequena publicação a que a direcção da comissão de Melhoramentos da Póvoa deu corpo. E se digo poucos é porque sabem a pouco - tão ricos o são

“Ecos da Póvoa” tinha uma periodicidade – Trimestral – e contava com a colaboração de todos os que, como eu, temos um amor muito grande por esta pequena aldeia.

O 1º “jornal” foi publicado no 1º trimestre de 1999 e era dirigido pelo meu parente e amigo César Oliveira.

É um regalo reler a coluna principal, intitulada “ Alpendre de Santa-Eufémia”, da autoria do ilustre Dr. António Ramos de Almeida, escritor e poeta.

Existiam, ainda umas colunas: “Coisas de Antigamente”; “Gente com Passado”; “Nós e os Outros…o Olhar de quem visita a Póvoa”; “O meu testemunho”; “Nós…e a história”; “ O retiro dos Poetas”; “Coisas de Antigamente”; “Pequenos escritores”

Hoje resolvi trazer da coluna “ Coisas de antigamente” uma recolha popular de duas orações, ambas da memória de Maria Nunes da Veiga Casalinho:

 

“Oração para a cura de ossos partidos”

“Este      (braço) da (o)      foi partido, rangido, ou estrangido. Por parte de Deus te requer que volte ao mesmo sentido.

Padre-nosso e Ave-maria”

“Oração e receita para cura da erisipela”

3 gotas de água

3 pedras de sal

3 paus de oliveira

3 gotas de azeite

(junta-se tudo para esfregar)

Pedro e Paulo foram a Roma, Nossa Senhora encontraram, Nossa Senhora lhes perguntou: - que viste vós Pedro e Paulo?

-Vimos erisipelas e erisipelões.

- Vão para casa e curem em meu nome: com água da fonte, sal da marinha e azeite da oliveira.

Padre-nosso e Ave-maria

Em nome de Pedro e de Paulo

(Feito 3 vezes ao dia durante nove dias)

 

Na coluna “ Coisas de hoje” do “ECOS DA PÓVOA” nº 6, encontra-se um artigo assinada por “ Maria da Fonte”, também foi publicado em “ Comarca de Arganil de 18/03/2000.

Desse artigo retirei um diálogo fabuloso, à luz dos nossos dias, ora vejam:

“O tempo tudo altera, e muito se repete. Num ainda próximo passado, em que imperava a ditadura, a “badministração” do País caracterizava-se pela dureza da autoridade e por leis muitas vezes iníquas, muito mal aceites pelo Zé-povinho e que, apreciadas hoje, parece impossível terem existido.

Na pacata vivência do aldeão serrano, homem livre de leis, a não ser a adua das águas e quinhões de moinhos, apareceu de repente a GNR, para fazer cumprir a lei!

- Lei? – Perguntou um pobre boleiro, abordado pela autoridade, que lhe mede o pico da aguilhada e o multa porque entende que tem um cagagéssimo a mais.

Qual não é o espanto do mesmo, ao puxar um pobre isqueiro de torcida com pederneira, para acender o cigarrito, feito pelo próprio com papel de murtalha reles, lhe pedem a licença do mesmo.

- Licença de quê? – Respondeu o humilde homem não percebendo patavina o que ele queria.

-Ah! Não tem licença? Então ou paga a multa ou vai preso para o posto!

Impunha-se a lei do espartilho, e por tudo e por nada o pobre povo daquela altura era penalizado por imposições e multas absurdas.”…

Desconheço o seu autor. Foi escrito sob o pseudónimo de “Maria da FONTE”

Termino com o lema da aldeia

“VAMOS TODOS COMO OS DA PÓVOA”

 

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publicado por poetaromasi às 00:02
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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

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