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Sexta-feira, 24 de Agosto de 2007

Piso a areia da praia

 

 

 

Piso a areia da praia

Rogério Martins Simões

 

Piso a areia da praia!

Que peso pesam os pés!

Parecem mesmo uma raia

Presa nas marés.

 

Transporto a toalha

Levo comigo o jornal

Lembro-me de jogar a malha

Levo a dor no bornal

 

Piso a areia da praia!

Vou pela borda da água.

Onda amena que se espraia

Leva contigo a minha mágoa...

 

Queria de novo ter saúde

Seria novamente tão feliz

Tremer não é virtude

Tremer eu nunca quis

 

Deito-me!

Penso!

Mesmo deitado no chão

- Mulher! Porque me aturas?!

Não te queria dar razão

Mas és tu que me seguras!

 

Como esta areia brilhante

A que a praia chamou de sua

Areia que da praia és amante

Oh mar salgado a praia é tua!

 

Um perfume paira no ar…

A vida a Deus pertence

O sol quente esconde a lua…

A maresia não veio para ficar...

A Parkinson não me vence

Vou continuar a lutar!

 

Piso a areia da praia

A maresia sofre um revés

A areia parece cambraia

Sacudo a raia dos pés…

 

Aldeia do Meco

 

 

ano do poema: 2004
publicado por poetaromasi às 00:23
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Comentários:
De divaclaudio@sapo.pt a 18 de Novembro de 2007 às 02:49
Desculpe a minha abelhudice.
Gosto dos seus Poemas. Alguns com muita dor.
Também piso a areia do Meco, abraço o mar, e sinto toda a sua força percorrer pelo meu corpo.
A junção do som das ondas, com o chilrear dos passarinhos, é uma sensação maravilhosa .

Oh! Meco selvagem
Como, me sinto livre quando estou contigo!

um beijo amigo

Diva Maia

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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

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