Sábado, 8 de Setembro de 2007
MORANGOS

 

 

 

 

 

Morangos

Efigenia Coutinho

Dedicado ao meu amigo

Rogério Simões

 

MORANGOS

Efigénia Coutinho

 

É a temporada

do tempo dos morangos

dos sonhos de inverno

de noites de luas cheias

do aconchego ao pé duma lareira

do bom vinho e queijos

de sonhos risos e beijos

de dançar em seus braços

de amar... amando...

da beira mar...andar descalça

dos sorvetes com

calda quente de morangos

o inverno se instalou

este é o meu tempo

e dos morangos que me

adoçam a boca

adoçando a vida...

longe... muito longe

tem um olhar clandestino

há um sonho à deriva

esperando que as sementes

dos morangos despertem

para olhar o Amor ao

tempo dos Morangos...

 

11/07/2007

Balneário Camboriú

Brasil

 

 

 

 

Morangos

Rogério Martins Simões

 

É o tempo dos corpos estendidos

Das praias vestidas - cor de morango

Dos peitos nus; dos corpos aquecidos

Num aconchego, laçados num tango.

 

Vem minha amada

Este é o nosso tempo à beira-mar

Candeias iluminam a tua fronte.

 

Defronte às ondas, na praia deserta

Onde o deserto não cobre as dunas

Tinhas na duna, a duna entreaberta

E na descoberta esquecemos as runas…

 

É a temporada dos sonhos

De todas as estações - verbo e amar

Do sémen… do belo horizonte…

 

Vem minha amada

Sorvete de morango na hora doce

Quando, no calor, os calores apertam…

 

É a temporada

Do beijo indiscreto - agridoce

Memórias que os morangos despertam…

 

(Campimeco)

Aldeia do Meco, 13-07-2007

Portugal

 

 

 

Agradeço à poetisa brasileira, Maria Efigénia Coutinho Mallemont, o lindo poema, morangos, que me dedicou.

Como não podia deixar de ser, retribuo este seu lindo gesto com a minha versão de morangos.

Este é um “dueto” entre dois poetas, da língua portuguesa, separados no tempo, por dois dias, por duas estações: Inverno –Verão  e irmanados pelo enorme amor à poesia.

Foi um prazer partilhar convosco este nosso momento de poesia.

Rogério Martins Simões

 


ano do poema: 2007 Julho
Notas: DUETO Efigénia Coutinho - Rogério simões

publicado por poetaromasi às 00:10
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comentários:
De NETMITO a 8 de Setembro de 2007 às 08:34
BONITO SEMPRE O AMOR!*


De Artdesigner a 8 de Setembro de 2007 às 17:46
Bom dia.

O Blog "Poemas de Amor e Dor" está em destaque na Homepage de Artdesigner (http://artdesigner.com.sapo.pt)

Parabéns e boa continuação. :)


De poetaromasi a 8 de Setembro de 2007 às 23:21
Quero agradecer a distinção concedida ao meu humilde blog.
Gratidão é a palavra que uso nestas situações e recordo uma outra recebida do blog BEJA que concedeu a Poemas de Amor e Dor o certificado de qualidade.
E para vós todos os que gostam da minha poesia e da poesia de alguns amigos do peito que me confiaram os seus versos, OBRIGADO
Saudades
Rogério Martins Simões


De Cristina Valério a 17 de Outubro de 2007 às 22:05
lindo.
ao ler este poema, identifico-me com ele.
despertame a saudade, a esperança.
mais uma vez parabens.


De Efigênia a 12 de Junho de 2008 às 04:25
Boa noite Rogério, aqui estou , como já de costume, ao fim do meu dia, já inicio da madrugada, muito fria aqui. relembrando os MORANGOS, agora ao Brasil, é o começo da colheita dessa florzinha delicada e muito saborosa, onde aprecio pura, ou em deliciosas tortas com nata a cobrir. Obrigada por mais está edição em seu Blog. Uma vida, é pouco para lhe agradecer tanta amizade, minha imensa gratidão, até amanhã, um dia dedico aos namorados!? Efigênia


De poetaromasi a 12 de Junho de 2008 às 15:28
Que sorte tem a ventura quando se encontra alguém como a poetisa Efigénia. Foi em Março de 2004? Já nem sei. Recordo a forma como a Efigénia me recebeu no seu lindo site. Foi um tempo lindo esse em que o este meu blog, graças à Efigénia, a outros poetas e aos amigos de Almada, andava pelas bocas do mundo… Bastaram 3 meses para atingir o top do Sapo e por lá andei durante 18 meses.
Nesse tempo que me parece ser ontem pensava que o Daniel Cristal era um poeta brasileiro e foi com ele e por ele que me aventurei a criar sonetos, ainda que imperfeitos.
Efigénia nem calcula a minha alegria quando a poeta colocava poemas meus no seu site e me incentivava a escrever. Foi assim que, naturalmente, voltei a escrever e já não queria.
Amiga do peito, EFIGÉNIA. Foi a amiga, a minha querida esposa BETY e a amiga Ermelinda de Almada, as responsáveis por não mais rasgar o que escrevo.
Como já disse à Efigénia atravesso uma fase pouco criativa – não sai! – tantas são as mágoas por este mau estado de “coisas”, por sentir que o Socialismo já não é meta. Que os políticos desconhecem a palavra solidariedade. Estamos todos a passar por um mau momento e para não escrever palavras arranhadas mais vale reeditar poesia.
Obrigado Efigénia pelas suas palavras e agradeço também a todos vós que me visitam.
Saudades
Rogério Martins Simões


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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

Todos os poemas deste blog, assinados com pseudónimo de ROMASI ou Rogério Martins Simões, estão devidamente protegidos pelos direitos de autor e registados na Inspecção-Geral das Actividades Culturais IGAC - Palácio Foz- Praça dos Restauradores em Lisboa. (Processo 2079/2009). Solicita-se a quem os copiou alterando o nome, não respeitando o texto ou omitindo o seu autor que os apague ou os reponha na fórmula original com os respectivos créditos. Se apreciou algum destes poemas e deseje colocar em blog para fins não comerciais deverá colocar o poema completo, indicando a fonte. Obrigado

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Venho dos limites do tempo)

De uma galáxia qualquer

Já fui mar, já fui vento

Agora sou pensamento

Aparado em dado momento

No ventre de uma Mulher!


Meu corpo é magistral!

Brutal! Perfeito! Soberbo!

De início não era verbo

Agora sou o verbo ser


Tenho comigo segredos

Segredos do universo

Transporto no corpo recados

Escrevo em forma de verso.


Venho dos limites do tempo

Não sei o que fui e sou:

Deserto? Nascente?

Já fui Norte, já fui Sul

Pó astral, mar azul!

Luar, estrela cadente.


Eu me vou!

Partirei num cometa qualquer

E serei novamente pôr-do-sol.

Cor-de-rosa, aloendro, malmequer!


Voltei...Já cá estou…


Agora sou pensamento

Nascido em dado momento

Do ventre de uma Mulher!


23-09-2004 18:39


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    E JÁ NÃO QUERIA

    Voltei a escrever e já não queria

    Pensava ter esquecido este meu versejar

    Ser poeta é criar e sofrer todo o dia

    Passar ao papel o que a alma encontrar.



    Este estado de alma que já não ousaria

    Que nos faz sofrer, para me encontrar,

    Deixa o meu corpo quando escrevo poesia,

    Nos poemas que ela cria, para me libertar.


    A ti que mais amo e sem querer

    Se fico triste e te faço sofrer

    Rosa eu te quero, rosas eu te dou.


    E se tu me vires distraído ou disperso

    Uma única coisa eu imploro e peço,

    Espera! A minha alma não regressou.


    Rogério Martins Simões


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