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Domingo, 18 de Novembro de 2007

Quando o teu corpo adoçava o tempo

 

(Além de  nós havia um tempo...)


 

 

Quando o teu corpo adoçava o tempo

Rogério Martins Simões

 

Quanto no teu olhar

reluzia a sedução,

cristais acenavam

 em teu corpo

descoberto

E o meu corpo

Em teu corpo

Adoçava.

 

Era um só corpo

que abraçava

a todo o tempo

quando o tempo

contigo dançava…

 num sémen,

onde o desejo

não era abstracto

e recomeçava.

 

Além de nós,

havia um tempo

que anunciava

um vento criador

e uma ligeira brisa

separava

nossos corpos do fogo…

 

Depois eras a diva

num período de advento

e trazias no teu corpo

 estrelícias

de chuva e vento

 

E a terra revestia-nos

 de volúpia

para que

recomeçássemos:

Suspiros

da procriação

misturavam-se

em cores férteis,

nos corpos nus

- cio da natureza,

entreaberto…

 

Depressa a natureza

 descobriu

desvarios

sem tempo

de um tempo

de germinação

e não mais o vento

te esfriou o calor

que te avermelhou

o rosto...

em contratempo.

 

Que rápido

passou o tempo

através de nós:

momento

a momento

quando no teu corpo

adoçava o vento…

Lisboa, 05-11-2007 22:44

 

www.PRchecker.infowww.PRchecker.info Poemas de amor e dor conteúdo da página
ano do poema: 2007/11/05
Notas: Within Attraction - Yanni - Live At The Acropolis
publicado por poetaromasi às 20:00
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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

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