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Segunda-feira, 6 de Junho de 2005

Sou funcionário público

 

 

 

SOU FUNCIONÁRIO PÚBLICO

Pertenço aos quadros da função pública de que tanto me orgulho. Não me chamem nomes. Os funcionários públicos, quase totalidade, merecem o respeito e a admiração de todos.

Que culpa eles têm que lhes imponham dirigentes e chefias incompetentes. Quem serão os culpados pelo aumento do número de funcionários públicos e pela sua má gestão senão o poder político.

Senhor Ministros onde estão os meus direitos adquiridos – a reforma aos 60 anos?

Qual a razão que vos assiste: reformarem-se, mantendo os vossos altos direitos adquiridos enquanto nós, (eu) com 36 anos de descontos terei de trabalhar mais 10 anos?

Tenho quase com 56 anos, e assumo que estou diagnosticado com Parkinson sem “lamechas”.

Amanhã voltarei de novo ao meu trabalho com um pensamento que me assusta: só me posso reformar aos 65 anos!

Restam-me poucos anos para ainda segurar a faca (mesmo com dificuldade).

Quisera voltar a não ter a minha letra miudinha, desalinhada, desarticulada para acertadamente continuar a dar pareceres.

Quisera tomar banho num minuto e arranjar-me num instante para chegar ao trabalho a horas, como sempre o fiz, mas não consigo. Por isso levanto-me mais cedo e fico mais cansado.

Perco-me a apertar os botões da camisa e a fazer o nó da gravata.

Tinha por meta reformar-me daqui a pouco mais de 4 anos, aos 60, para iniciar a fisioterapia que tanta falta me faz.

Afinal vou ser obrigado a trabalhar mais 10 anos deixando de ter esperança de viver, durante alguns anos da reforma, com um mínimo de dignidade.

Quantos mais funcionários públicos não estarão na minha situação ou pior?

Estes são os lamentos de mais um funcionário público a quem vão retirar o direito á reforma aos 60 anos.

Rogério Martins Simões

 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página
publicado por poetaromasi às 02:10
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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

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