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Sexta-feira, 23 de Novembro de 2007

RICARDO!

 

 

(RICARDO FILIPE PALMA FERREIRA)

Em 2002 encontrei no meu computador estas simples e muito significativas palavras:

 

“Sentou-se em frente ao computador para escrever.

E escrever o quê?

Sobre quê?

Sabia tão-somente que sentia uma imperiosa vontade de escrever.

E se escrevesse sobre o que estava a ver no momento?

Claro que estava a olhar para o teclado, mas por breves segundos o olhar desviava-se um pouco, talvez para pensar em que tecla ia carregar a seguir, esse olhar vagueava por entre o cortinado que...”

Lisboa 3/9/2002

Elisabete Sombreireiro Palma

 

(Resposta

(Óleo sobre tela Elisabete Sombreireiro Palma)

 

SENTADA AO COMPUTADOR

(Rogério Martins Simões)

 

Sentada ao computador,

deambulando por outra paragem…

parei o tempo…

E se o tempo não fosse dor

e tudo não passasse de uma aragem.

Afinal o que estou a dizer?

Será que não sei escrever,

o que estava a ver

na outra margem?

 

Respiro fundo,

no fundo me torno…

Entorno a minha angústia

nos cortinados das janelas…

Olho novamente o teclado,

levanto a cabeça

e desvio o olhar.

E neste reflexo avisto as mazelas:

Com que me revejo!

Com que me adorno!

E vou por aí a vaguear…

 

03-09-2002 19:54:20

 

(Óleo sobre tela Elisabete Sombreireiro Palma)

 

RICARDO

18 longos anos a morrer de saudade!

“Sabes Rogério – Por muitos ou poucos anos que viva, nem um só momento esqueço a morte do meu filho”

Elisabete M. S. Palma.

 

No dia 1 de Julho de 1989 os filhos da minha companheira sofreram um terrível acidente de mota, nos acessos à ponte sobre o Tejo, e o Ricardo não sobreviveu.

Era sábado, estiveram os dois na praia da Caparica, e o irmão mais velho, o Pedro, quis mostrar ao Ricardo o Pôr-do-sol - na Lagoa azul - na serra de Sintra, e de repente a tragédia aconteceu.

O Ricardo era uma casa cheia: divertido, irradiava simpatia e fazia muitos amigos.

- Eu sei Ricardo que viajaste em cima da cor azul do arco-íris e sempre que eu vejo um pôr-do-sol tu lá estás, com um sorriso.

18 anos de muita saudade deste teu amigo,

Rogério Martins Simões

 

Desvendo nesta data a razão por que escolhi

POEMAS DE AMOR E DOR

para este blog.

Rogério

 

 

 

 

 (Óleo sobre tela Elisabete Sombreireiro Palma.

Animação da autoria da poetisa Anne Müller)



Poemas de amor e dor conteúdo da página
ano do poema: 2002
publicado por poetaromasi às 17:50
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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

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