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Sábado, 1 de Dezembro de 2007

Real Bordalo Convida.

 

Real Bordalo

Tem a honra de convidar V. Exa., e sua família, para visitar a sua Exposição de Pintura que tem lugar no 2º piso do “Amoreiras Shopping Center” em Lisboa, até ao próximo dia 16 de Dezembro de 2007.

Lisboa, 1 de Dezembro de 2007

 



 

(Arco do Marquês do Alegrete - Real Bordalo)

 

 

 

 

Passaram alguns anos que não visitava o “Amoreiras Shopping Center” - em Lisboa. Hoje, revisitei-o e apreciei bastante as remodelações introduzidas – continua espaçoso (sem atropelos) e muito mais atractivo.

Bom! Mas não é disso que quero falar. Quero dizer-vos que encontrei no “Amoreiras”, por acaso, uma exposição de aguarelas e óleos do meu amigo e mestre - o pintor Artur, ou melhor Mestre Real Bordalo.

Sempre que me cruzo com Real Bordalo sei que estou perante uma lenda viva da cultura portuguesa.

Falámos de pintura - a sua! Da contrafacção das suas aguarelas, expostas para venda em plena Baixa, mesmo nas “barbas” da Polícia Municipal. Falámos de pintura que não conhece – a da minha esposa! Falámos de poesia – a minha e do soneto que lhe dediquei que seguidamente reproduzo e que conserva em sua casa! Recordámos amigos comuns e por fim disse-lhe, o que muitos por certo lhe dirão – O Artur irá ser sempre lembrado, lado a lado com os grandes pintores, enquanto houver memória e pintura sua para se ver!

Despedi-me do Artur e de sua esposa sempre com a promessa adiada de nos juntarmos - em sua ou na minha casa. Resta a promessa que cumpro neste instante – divulgar neste blog a sua grande e bela exposição de óleos e aguarelas!

VISITEM A EXPOSIÇÃO NO “AMOREIRAS” E CONHEÇAM O “PINTOR DE LISBOA” – MESTRE REAL BORDALO.

Rogério Martins Simões



 

 

REAL BORDALO

Rogério Martins Simões

 

Apanho o eléctrico amarelo à pendura.

Agacho-me para o condutor não ver:

O que as tintas, e pincéis de seda pura,

Imortalizaram numa tela sem perceber.

 

Miúdo traquina pendurado na pintura…

Brincando às escondidas sem saber

Que um pincel o apanhou com ternura.

Viaja de graça num quadro sem o ter.

 

E salta para o chão em andamento.

Abala, embalo, travo e não me estalo…

E o Mestre pinta na tela o movimento.

 

E ficam as cores arco-íris nas telas.

Os putos, os eléctricos e as vielas

Lisboa é toda sua! - Real Bordalo.

 

Lisboa, 30 de Janeiro de 2007

 

 

(Aguarela Elétrico na Estrela por Real Bordalo)

 

 

 

O ARTISTA, MESTRE REAL BORDALO

 



Real Bordalo – Nome completo: Artur Real Chaves Bordalo da Silva nasceu em Lisboa em 1925. Cedo mostrou vocação para o desenho e para a pintura mas, obrigado a interromper o curso que lhe daria acesso à Academia de Belas Artes, exerceu diversas profissões e, admitido aos 16 anos de idade na Fábrica da Cerâmica Constância Faiança Bastitini, onde privou com João Rosa Rodrigues e Francisco Franco, artistas talentosos não só da cerâmica, mas também pintores de óleo e aguarela.

Frequentou a escola António Arroio e, mais tarde, trabalhou com Leitão de Barros na modalidade de cenografia para diversos filmes portugueses.

Ao longo deste tempo, Real Bordalo foi manifestando um crescente interesse pelas artes plásticas, facto este que o impulsionou a inscrever-se como sócio da Sociedade Nacional de Belas Artes. Frequentou as aulas nocturnas de desenho, tendo como mestre Álvaro Duarte de Almeida. Domingos Rebelo foi também seu mestre no pastel e na aguarela teve os mestres Alberto de Sousa e Alfredo Morais.

Motivado não só pelo seu talento e vocação, como também pelos contactos que foi estabelecendo, Real Bordalo obteve êxito em vários salões a que concorreu, como por exemplo, os Salões Anuais de Inverno e Primavera da Sociedade Nacional de Belas Artes, entre outros. Os vários prémios concedidos levaram-no a dedicar-se de alma e coração a esta actividade artística.

A sua primeira exposição individual de trabalhos em aguarela e pastel realizou-se em 1952, no Salão Nobre do Casino da Figueira da Foz, tendo-se seguido outra em 1953 na Sociedade de Belas Artes. O êxito e a notoriedade alcançados permitiu-lhe continuar a realizar exposições em diversas cidades do país concorrendo aos diversos Salões Nacionais.

Real Bordalo é conhecido por muitos como o pintor de Lisboa, desenhando com minúcia os rios com os seus barcos, as ruelas e os imensos traços característicos desta cidade. Fundamentalmente, Real Bordalo coloca na sua pintura a magia das paisagens, integrando o homem no seu meio social de forma harmoniosa. Para João Soares, Real Bordalo fascinou-se por Lisboa desde cedo. "As suas aguarelas percorrem as arquitecturas da cidade, os seus recantos, arcos e escadinhas, as suas gentes e os seus ambientes. Às vezes é a cidade luminosa, outras as cidades nos dias de inverno, marcada por nevoeiros nostálgicos que uma paleta colorida e variada ajuda a registar."

(Fonte: catálogo da exposição e Site do “Amoreiras Shopping Center”)

Poemas de amor e dor conteúdo da página
ano do poema: 2007
publicado por poetaromasi às 22:31
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Comentários:
De manolo a 13 de Abril de 2010 às 09:31
não será tanto uma questão de inveja dos demais...(uma saida fácil do egocentrico que não se "enxerga" bem), a verdade é que apesar do gosto óbvio pela actividade a que se dedica, a Real Bordalo lhe falta o talento. Assim a classificação mais justa será a de amador esforçado. o "jeito" para o desenho existe, mas não passa disso. Claro que o comentário assertivo e não bajulador do trabalho de amador provoca neste, a sensação de que estará a ser tão incompreendido como o foram os pintores consagrados de outros tempos e de que tal como eles ele é tão bom como eles o foram. :) neste caso é obvio que não...o trabalho é mesmo mau e pretensioso. Bom para umas exposições de autarquia e regionais. A mancha de aguarela não chega para disfarçar o mau desenho e a mediocridade de tudo. já viu (por exemplo) as aguarelas de Antonio Cruz? (sabe quem foi?) consegue ver porque as suas são tão amadoristicamente más? hum... aposto que não, depois de tantos anos a pensar em si como artista e a levar palmadas nas costas de outros tão amadores na opinião como o artista que pensa que é. Duvido. ser-lhe-à mais fácil e consolador pensar que se trata de mais um ataque de inveja.
congelado

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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

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