Este blog nasceu em 6 de Março de 2004

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Sexta-feira, 7 de Dezembro de 2007

DARFUR - SUDÃO

 

 

 

DARFUR - SUDÃO

Rogério Martins Simões

 

Era uma noite, tão noite,

nem uma só luz existia,

as velas, acesas, não brilhavam.

Lá fora nem luar havia…

 

Metia medo!

Ninguém dizia!

Ninguém murmurava…

O silêncio era gélido!

Esperavam o dia

e os corações sangravam…

Medrosa agonia,

Metia medo!

Ninguém diria…

 

Vieram os cavaleiros de negro…

Despedaçaram as portas!

Violaram! Mataram!

Derramaram o sangue!

Verteram-se as lágrimas!

Levaram os moços!

Incendiaram o chão!

Queimaram os corpos em pira!

Envenenaram os poços!

E partiram sedentos de ira!

Que tragédia é essa - Sudão?

 

Voltou o dia!

Fez-se noite!

Viram-se de novo as estrelas!

Que é do teu povo Sudão?

4/4/2005

(Dedicado a João Paulo II)

 

 

 

 

(Vila de Bir Kanji

FOto d Human Rights Watch)

 

 

 

Decorre em Lisboa entre 8 e 9 de Dezembro de 2007 a Cimeira EU-ÁFRICA

 

 

Província ocidental do Sudão, o Darfur é palco, desde Fevereiro de 2003, de uma guerra civil que fez cerca de 200.000 mortos e mais de dois milhões de deslocados, segundo as organizações internacionais.

 

Vigília por Darfur

Esta Vigília tem como objectivo demonstrar a solidariedade com as populações refugiadas do Darfur a braços com um drama humanitário de grandes proporções e promover a divulgação de projectos concretos de ajuda humanitária de emergência em desenvolvimento no terreno.

A iniciativa será uma reunião pacífica em que se pedirá a cada pessoa para trazer uma pequena luz (lanterna, isqueiro ou vela) que será acesa como símbolo de desejo de Paz e Solidariedade.



Lisboa, 8 de Dezembro, 19h

 

Parque das Nações, na praça entre a Gare do Oriente e o Centro Comercial Vasco da Gama.

http://darfur.blogs.sapo.pt/

 

 

ano do poema: 2004
publicado por poetaromasi às 00:07
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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

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