(Imagem - Tempestade - óleo sobre tela -Elisabete Maria Sombreireiro Palma)



Quinta-feira, 24 de Janeiro de 2008

TARIK Morreu o meu lindo e amigo cão

 

 

Hoje, dia 23 de Janeiro de 2008, o nosso inteligente e lindo cão morreu!

 

 

Há anos ofereci um lindo cão – podengo anão – à minha esposa. O cão era tão lindo!

Hoje estamos muito tristes - estranha tristeza, dirão tantos! Não! Quem decide ter por companhia um cão deve estimá-lo e nunca o abandonar.

Hoje poucas palavras conseguirei escrever, porém, farei questão que a minha esposa e grande mulher, que tão bem escreve contos e pinta, escreva aqui os contos, bem reais, do nosso tão querido TARIK

 

 

 

Lamechas dirão alguns! Seja! O nosso Tarik embelezou e contribuiu, em muito, para a nossa felicidade. Tarik lia os nossos pensamentos, adorava o Meco, e limpava sempre as patas, no tapete, antes de entrar em casa.

Tarik foi sempre o meu companheiro até altas horas da madrugada enquanto escrevia meus versos.

Se estava triste dava-me uma lambidela nas mãos e eu sorria.

Hoje choro! Porque choras poeta?

A Parkinson doravante é e será a tua única companhia nas altas horas da madrugada.

 

 

É tarde, a minha companheira já secou as lágrimas e está a descansar. O dia foi longo, resta-me a certeza da companhia da minha grande companheira, mas estou só, já não tenho o meu velho cão que tanta alegria nos deu. Parkinson, quer queira ou não, significa solidão e dependência. Hoje estou mais só entre as quatro paredes do escritório.

 

 

 

 

 

 

Olho para o lado, parece-me ouvir ressonar o nosso velho cão. Estás a ouvir-me Tarik!  Parece que não!

 

Sabem um segredo – se eu chamar pelo seu nome em inglês ele uiva!

Tarik, my little dog – dizia a sua tratadora quando ele ficou detido em Londres e estava em quarentena.

Já passaram tantos anos e a memória está fresca.

Tarik, my little dog! O silêncio mete medo! Vou também descansar.

Rogério Martins Simões

(óleo sobre tela Elisabete Maria Sombreireiro Palma)

Soprei numa pena

Rogério Martins Simões

 

Soprei numa pena

Que se anichou à janela

Aí está ela, agarrada à empena.

Sem pena, partiu à vela….

 

Valerá a pena ir atrás dela?

 

Deu a volta e reentrou,

Parece serena!?

Soprei na pena e a pena voou,

Aí vai ela! Pela porta pequena…

 

Valerá a pena partir com ela?

 

Vem um passarito

Apanha-a no bico

Ouve-se um grito

Aí vai ela, a caminho do pico…

 

Valerá a pena ter pena dela?

 

Vem um gavião com asas de granito,

Devolve-me a pena, com penas na sela…

São do passarito que passou a goela

Parte gavião! Leva as penas maldito…

 

Regressou a pena!

Não voltei a soprar mais nela…

Parece serena,

A pena,

Que pena reencontrar-me com ela!

 

Hospital dos Capuchos, 19/9/2007

(Concluído em 02/10-2007)

 

Video com os óleos da minha esposa:

http://www.youtube.com/watch?v=iokb8FXy3Gw

 

 

http://video.google.com/videoplay?docid=8291487629655378595&hl=en

ano do poema: TRISTE
publicado por poetaromasi às 00:28
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Comentários:
De gora a 26 de Janeiro de 2008 às 00:49
um beijinho e a saudade da ausencia
De seila a 26 de Janeiro de 2008 às 00:50
ali a gora sou eu rs
De elsa a 9 de Agosto de 2008 às 17:14
Meu lindo companheiro de 10 anos deixou-me na 5ª feira passada, tão meigo, com seus caracois pretos, sempre de bola na boca, não fosse seu nome Bolinhas.
Tanto carinho, lembro os dias em que me esperava à hora certa quando chegava a casa para almoçar.
Não sei como irei superar esta perda, o Bolinhas era meu amigo, meu confidente, e nas minhas horas más meu porto seguro, Espante-se quem quiser mas ele entendia a minha tristeza, e pulava na minha alegria
Meu querido amigo nunca te esquecei
De poetaromasi a 9 de Agosto de 2008 às 20:36
Amiga boa noite,
Como eu a entendo! Ainda hoje choro o nosso cão. Ainda hoje não escrevo como escrevia poesia. Os animais deixam cicatrizes a quem os ama e entende. Um beijo, sempre
Rogério
De MARINA a 14 de Novembro de 2008 às 18:53
agora chorei e lembrei o meu GUSS,Gugu como as minhas filhas o chamavam carinhosamente,um podengo português médio,tão inteligente que entendia tudo e falava conosco das mais variadas formas. Matararam-mo á 3 anos e ainda hoje é lembrado. Tenho mais 4, 3 deles abandonados que levei para casa,feridos e maltratados e que por lá ficaram. Enfim o mundo é assim!
De JANAINA a 16 de Dezembro de 2008 às 19:30
Hoje tb estou muito triste, pois estava eu no trabalho e recebi uma ligação as 10:30 era a minha secretaria de casa, avisando que meu lindo caozinho bob tinha sido atropelado e morto.
Não sei como explicar o que estou sentindo, só sei que é uma dor tremenda, ele era meu companheiro de anos, semrpe estava por perto...desculpa não consigo continuar.
Abraços meus amigos.

Janaina Santos
De selmarubick a 1 de Março de 2010 às 00:10
oi, estava curtindo hj a miha dor, pela perda da minha BELINHA, e apesar de achar q só eu no mundo estava sentido essa perda, resolvi procurar (apesar de duvidar) se existiam pessoas q já tinham sentido isso. Qual foi minha surpresa ao ler lindos e comoventes depoimentos sobre nossos queridos e inesquecisveis melhores amigos. Talvez agora depois de 2 dia sem parar de chorar e sem dormir eu consigo um pouquinho de paz. Apesar de jamais esquece-lá.
Semprei a amarei...
De Rose a 18 de Agosto de 2010 às 18:23
Como entendo tanta dor por que tambem perdi minha Katharina uma Kooquer bege era tudo em casa eu sempre dizia se algum dia a katharina falar não vou estranhar por que ela era demais sabia de tudo e sentia tudo inteligente amavel companheira dengoza era tudo de bom morreu com cancer no utero sofreu 2 mezes com a doença e numa tarde de quinta feira apóz eu ter chegado do serviço ela foi me encontrar no portão era seu adeus horas depois ela partiu sinto tanta falta dela que choro toda vez que dela me lembro Adeus minha nega minha Katharina.
De izabel a 17 de Julho de 2012 às 03:59
perdi minha gabi ontem,com 16 anos foi o caozinho mais amigo do mundo,sei que fiz ela muito feliz assim como ela me fez tbm,estando nos piores e nos melhores momentos de minha vida..ggabi te amo p sempre
De Anónimo a 6 de Fevereiro de 2014 às 09:34
hoje perdi lilica a alegria da casa dormia ao lado da cama o falta estou muito triste ,o saudade...

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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

Todos os poemas deste blog, assinados com pseudónimo de ROMASI ou Rogério Martins Simões, estão devidamente protegidos pelos direitos de autor e registados na Inspecção-Geral das Actividades Culturais IGAC - Palácio Foz- Praça dos Restauradores em Lisboa. (Processo 2079/2009). Solicita-se a quem os copiou alterando o nome, não respeitando o texto ou omitindo o seu autor que os apague ou os reponha na fórmula original com os respectivos créditos. Se apreciou algum destes poemas e deseje colocar em blog para fins não comerciais deverá colocar o poema completo, indicando a fonte. Obrigado

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VOLTEI!

(Rogério Martins Simões)

Venho dos limites do tempo)

De uma galáxia qualquer

Já fui mar, já fui vento

Agora sou pensamento

Aparado em dado momento

No ventre de uma Mulher!


Meu corpo é magistral!

Brutal! Perfeito! Soberbo!

De início não era verbo

Agora sou o verbo ser


Tenho comigo segredos

Segredos do universo

Transporto no corpo recados

Escrevo em forma de verso.


Venho dos limites do tempo

Não sei o que fui e sou:

Deserto? Nascente?

Já fui Norte, já fui Sul

Pó astral, mar azul!

Luar, estrela cadente.


Eu me vou!

Partirei num cometa qualquer

E serei novamente pôr-do-sol.

Cor-de-rosa, aloendro, malmequer!


Voltei...Já cá estou…


Agora sou pensamento

Nascido em dado momento

Do ventre de uma Mulher!


23-09-2004 18:39


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    Passar ao papel o que a alma encontrar.



    Este estado de alma que já não ousaria

    Que nos faz sofrer, para me encontrar,

    Deixa o meu corpo quando escrevo poesia,

    Nos poemas que ela cria, para me libertar.


    A ti que mais amo e sem querer

    Se fico triste e te faço sofrer

    Rosa eu te quero, rosas eu te dou.


    E se tu me vires distraído ou disperso

    Uma única coisa eu imploro e peço,

    Espera! A minha alma não regressou.


    Rogério Martins Simões