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Segunda-feira, 11 de Fevereiro de 2008

Lisboa é a minha cidade & ARMANDO FIGUEIREDO - DANIEL CRISTAL

 

(Lisboa)

 

 

Lisboa é a minha Cidade!

Rogério Martins Simões

 

Mote

 

Minha terra é a mais bela

É bela e não tem idade

Vigio-a da minha janela

Lisboa é a minha cidade

 

Glosa

 

Coração apaixonado

Morro de paixão e amor

Apraz-me ver-te em flor

No Castelo enfeitiçado

Perdido, vivo em pecado…

Viajo na canoa à vela

Vejo Alfama aguarela

Rio acima com ternura

Subo o Tejo na ventura

Minha terra é a mais bela!

 

Mouraria vem navegar

À desgarrada partir

O meu amor não quer ir

É tarde! Vamos marchar,

Se partir hei-de voltar.

No chão flores de jade

Madragoa é qual saudade

Doce encanto, sacro mel,

Nunca me soubeste a fel.

É bela e não tem idade.

 

Coração foi bem levado

No trinar duma guitarra

Está frio, veste a samarra!

Bairro Alto, meu pecado

Boémias e noites de fado

Cravos rubros na lapela

Não passes por mim sem ela…

Voltei e já fui à Graça

Por São Vicente se passa,

Vigio-a da minha janela

 

Subi à Bica e vou a pé

A pé desci ao Rossio

Carícia do Paço ao rio

E ao Santo António da Sé.

Entrei e rezei com fé!

Sete morros de amizade

Vivendo em liberdade

Resguardam estes tesouros:

Latinos, Godos e Mouros,

Lisboa é a minha cidade!

 

Lisboa, 23 de Janeiro de 2008

 



 

CIRANDA EM DÉCIMAS COM MOTE « A MINHA TERRA» E GLOSADA EM DÉCIMAS

 

Fui “desafiado” pelo grande poeta português Armando Figueiredo, para participar nesta ciranda. Armando Figueiredo, não precisa de apresentação e tem sido editado diversas vezes neste blog com o pseudónimo de Daniel Cristal.

A minha contribuição, nas décimas foi uma verdadeira aventura e tive a ventura de ser ajudado na metrificação pelo mestre, Armando Figueiredo.

Confesso a dificuldade de espartilhar um poema, com 44 versos, ou metros, em versos de sete sílabas. Irei conservar o original, escrito sem a preocupação da contagem das sílabas, para quem um dia se interessar pela minha poesia.

Esta tertúlia poética tem já a participação de diversos poetas brasileiros e portugueses, tais como:

Humberto Rodrigues Neto, Eugénio de Sá, Alfredo dos Santos Mendes, Luiz Poeta, Carmo Vasconcelos, Daniel Cristal e Rogério Martins Simões.

 O meu poema, em décimas, com MOTE « A MINHA TERRA» E GLOSADA EM DÉCIMAS, a que dei o título LISBOA É A MINHA CIDADE, é inteiramente dedicado a duas pessoas:

1) Ao poeta DANIEL CRISTAL, ARMANDO FIGUEIREDO, hoje 14 de Maio de 2008 por ser dia especial reedito, desejando SAÚDE e MUITA FORÇA...

2) Ao meu avô paterno, António Simões, natural da Pampilhosa da Serra, exímio guitarrista que, segundo meu pai, terá ensinado guitarra ao grande Armandinho. Quanto à minha primeira construção poética em décimas espero de que gostem.

Rogério Martins Simões

ano do poema: 2008
publicado por poetaromasi às 00:00
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Comentários:
De Armando Figueiredo a 11 de Fevereiro de 2008 às 22:35
Querido Poeta Romasi,
agradeço muito as palavras elogiosas que me dedica, atribuindo-me atributos que não mereço, mas aceito-os por vir de quem vêm. Sou um Poeta em construção, e costumo chamar Poeta a quem sente a minha Poesia, porque reside na empatia todo o segredo e mistério das almas que se revêem num signo, num sintagma, numa composição, numa alegoria.
Pois bem, meu Amigo, edite a Ciranda, acrescida com o seu trabalho, que felicito neste momento como sendo uma composição que na companhia nos prestigiará a todos os que partilharam a iniciativa, que pela sua beleza excedeu todas as minhas expectativas.
Creio que ainda haverá mais um ou outro Poeta que irá enriquecer este espaço, e aguardo a sua remessa para acrescentar às já editadas.
Um abraço para todos com forte amizade e indispensável amor anímico,
Armando Figueiredo
De Efigénia Coutinho a 13 de Fevereiro de 2008 às 00:07
Estava precisando ler você, para ter a coragem de continuar nesta estrada da "FELICIDADE"sem passado, sem presente e talvez sem futuro, obrigada, editei na sua página, ao sentir tão belos versos na alma, Efigênia
http://www.avspe.eti.br/avspe/rogerio/index18.html
De poetaporkedeusker a 13 de Fevereiro de 2008 às 23:27
Não tenho muito tempo livre, mas, sempre que surge uma oportunidade, "navego" em busca de poesia...
encontrei-vos assim. E porque sempre acreditei que "navegar é preciso"... vou registar o vosso link e visitar-vos sempre que possa. Afinal também sou poeta e também eu gosto (e não só) da poesia vestida a rigor...
Bem hajam!

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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

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