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Quarta-feira, 13 de Fevereiro de 2008

A minha terra - Alfredo dos Santos Mendes -Ciranda em décimas com quadra e glosa

CIRANDA EM DÉCIMAS COM QUADRA E GLOSA

 « A MINHA TERRA»

Uma iniciativa do Poeta Daniel Cristal

 


(Pintura de Tarsila do Amaral)

 

A MINHA TERRA

CIRANDA EM DÉCIMAS COM QUADRA E GLOSA

 

A poesia é a maior manifestação de arte que o ser humano dispõe para emoldurar o mundo. Poetas somos todos nós e até na guerra, na miséria há poesia, mas só é mesmo poeta quem nasce com o dom.

O verdadeiro poeta manifesta-se com a alma e se seguir as métricas e todas as leis na sua composição esta ganha foros de sabedoria aliada ao bem estar de quem os lê.

Armando Figueiredo, Daniel Cristal, Eugénio de S.Vicente e muitos outros heterónimos foi o poeta que organizou esta ciranda em décimas com o tema A MINHA TERRA.

Deixo ao leitor a apreciação deste grande documento de raro valor.

Victor Jerónimo

 

MOTE

de

Armando Figueiredo

 

CIRANDA COM O MOTE «A MINHA TERRA» - UTILIZE ESTA ESTRUTURA FORMAL : A DÉCIMA - ESCOLHAM UMA QUADRA PARA SERVIR DE MOTE NA FORMA DE QUADRA, E EM QUATRO DÉCIMAS (ESTROFES COM DEZ VERSOS), REPITA NO FIM DE CADA ESTROFE UM VERSO DO MOTE (PRIMEIRA QUADRA) PELA MESMA ORDEM.

 

POETAS

 Alfredo dos Santos Mendes,  Daniel Cristal, Célia Lamounier de Araújo, Benedita Azevedo, Carmo Vasconcelos, Humberto Rodrigues Neto, Mercília Rodrigues, Eugénio de Sá, Paulo Gondim, Rogério Martins Simões.

***

 

Seguem-se décimas  de Manoel Virgílio, Luiz Poeta, Efigênia Coutinho e um exercício poético de Lino Vitti

 

 

Querido Poeta Romasi,
agradeço muito as palavras elogiosas que me dedica, atribuindo-me atributos que não mereço, mas aceito-os por vir de quem vêm. Sou um Poeta em construção, e costumo chamar Poeta a quem sente a minha Poesia, porque reside na empatia todo o segredo e mistério das almas que se revêem num signo, num sintagma, numa composição, numa alegoria.
Pois bem, meu Amigo, edite a Ciranda, acrescida com o seu trabalho, que felicito neste momento como sendo uma composição que na companhia nos prestigiará a todos os que partilharam a iniciativa, que pela sua beleza excedeu todas as minhas expectativas.
Creio que ainda haverá mais um ou outro Poeta que irá enriquecer este espaço, e aguardo a sua remessa para acrescentar às já editadas.
Um abraço para todos com forte amizade e indispensável amor anímico,

Armando Figueiredo

Nota Final: 

Com a devida autorização, começa hoje a ser editada em Portugal esta linda Ciranda. Quero agradecer ao Victor Jerónimo por ter publicado as minhas décimas na sua bela página no Brasil e aproveito para reproduzir suas palavras.

Gostaria de colocar aqui, de uma só vez, toda a Ciranda. Porém, não é possível dado o tamanho dos poemas. Visto isto, inicio a divulgação da Ciranda com um muito obrigado ao Mestre Daniel Cristal e aos poetas aqui divulgados.

Rogério Martins Simões

 

 

(Baia do Seixal

foto de Romasi)

 

A MINHA TERRA

CIRANDA EM DÉCIMAS COM QUADRA E GLOSA

 

 

MINHA TERRA

Minha terra é o Seixal
Parece que tem virtude.
Acolhe a terceira idade
E apoia a juventude.


Quadra de: Germana M. Saúde
Glosado por: A. Mendes

Eu nasci juntinho ao Tejo,
Nas suas águas brinquei.
E quantas horas fiquei
Alimentando o desejo
De lhe dar um terno beijo!
Recitar-lhe um madrigal,
Mavioso, musical,
E lhe dizer com carinho:
Ó Tejo sou teu vizinho,
Minha terra é o Seixal!

Repara como é vistosa.
Olha bem a nossa gente.
O porte altivo, valente,
Dos seus costumes briosa,
Porém sempre carinhosa!
É toda solicitude
Ao tomar uma atitude.
Como sabe receber...
E como é bonito ver,
Parece que tem virtude!

Tem ares de realeza
Com cheiro a maresia.
Tem tanto encanto, magia,
Que creio que a natureza
Quis fazer dela, princesa.
Óh minha bela cidade,
Tu deves sentir vaidade
Da nossa Associação.
Que com amor e paixão,
Acolhe a terceira idade.

Gente ordeira dedicada,
Amiga do seu amigo.
Traz sempre o amor consigo
Para na hora indicada
Dar tudo, em troca de nada!
A adversidade ilude,
Com magnânima atitude.
Acarinha seus velhinhos
P’ra que não fiquem sozinhos...
E apoia a juventude!

Lagos, 3/09/01
Alfredo dos Santos Mendes

 



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ano do poema: A MINHA TERRA
publicado por poetaromasi às 00:56
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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

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