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Quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2008

A Minha Terra - Eugénio de Sá - CIRANDA EM DÉCIMAS COM QUADRA E GLOSA

CIRANDA EM DÉCIMAS COM QUADRA E GLOSA

 « A MINHA TERRA»

Uma iniciativa do Poeta Daniel Cristal

 

 

Terra minha
(Eugénio de Sá)

 

(Lisboa - Vista do Castelo de S. Jorge)

 

Terra minha
(Eugénio de Sá)

Lisboa me viu nascer
e no seu seio dormir
se um dia dela partir
lá voltarei pra morrer


Glosa:

D' Ajuda sou filho inteiro
Desse bairro onde se vê
Mais lindo em cada maré
Correr o Tejo ligeiro
Reconheço lisonjeiro
Desse amor tudo colher
Porque é fonte do meu crer
Mesmo de longe eu almejo
Voltar de novo ao meu Tejo
Lisboa me viu nascer

E de Lisboa meu Deus
É dela a minha saudade
Dessa urbe sem idade
E os meus ais são todos seus
São dela os meus apogeus
Se um dia dela partir
Terá de ser como a aurir
Pois sei que vou ter saudade
De sentir minha cidade
E no seu seio dormir

Visito regularmente
os bairros mais populares
respirando aqueles ares
Vendo de lá o poente
E ao Castelo alegremente
Sempre lá vou pra remir
Remorsos de lá não ir
Rever a minha Lisboa
Só de pensar me atordoa
Se um dia dela partir

Hoje está tudo mais novo
Mas Lisboa é mesmo assim
É sempre mulher pra mim
Muda a vida, muda o povo
E dela a visão renovo
E lá a faço entender
Que mesmo sem eu o querer
A vida pode mudar
Mas se eu um dia a deixar
Lá voltarei pra morrer
 



 


No próximo dia 28 do corrente mês, quinta-feira, pelas 21h 30m, no Salão de Festas da Sociedade Filarmónica Incrível Almadense, vamos proceder ao lançamento do livro de poesia Tempo Meu, de Alexandre Castanheira, um dos mais conceituados escritores da nossa terra, comendador da Ordem da Liberdade (uma forma de reconhecimento público e institucional pelo seu empenho na conquista dos valores da Democracia). Mas esta é, também, a data do  80.º aniversário deste "poeta da liberdade" e, por isso, ocasião para festejar este facto. Junte-se a nós e venha passar um serão poético e musical que, decerto, não esquecerá. E traga um amigo consigo (ou vários)... cá estaremos para os receber. A terminar, peço-lhe: ajude-nos a divulgar este evento, reenviando esta mensagem aos seus contactos. Obrigada. Ermelinda Toscano  Poetas Almadenses  (Almada... a poesia está na rua!)   Poetas Almadenses (Almada... a poesia está na rua!)

 

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ano do poema: Eugénio de Sá
publicado por poetaromasi às 00:01
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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

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