(Imagem - Tempestade - óleo sobre tela -Elisabete Maria Sombreireiro Palma)



Sexta-feira, 21 de Março de 2014

A POESIA É ETERNA

A POESIA É ETERNA

Rogério Martins Simões

 

Às vezes fico para aqui a pensar...

como a poesia é eterna!

Fico a imaginar

quantos poemas foram perdidos,

rasgados,

queimados

esquecidos!

 

Que importa quem os rasgou?

Não importa quem os esqueça,

Versos que um poeta libertou,

Se a poesia sempre regressa!

 

É na palavra, pela palavra,

feita em verso que me alimento.

É na palavra, feita de pranto

riso ou encanto, que me sustento!

Sou um simples poeta!

 

Venham comigo viajar

num beijo doce roubado!

Venham comigo provar

a noite, o mel e o pecado.

 

Deixem-me recriar a poesia

que escrevo e que canto,

horas dentro,

em abrupta calma:

O riso,

o silêncio

ou o pranto

que me abraça

Que me beija

Nesta alma infinda.

 

Olhem esta folha de papel,

Este favo de mel:

A poesia é eterna

 

- Poesia! És tão linda!

 

15-10-2004 1:27:41

(Registado no Ministério da Cultura

- Inspeção-Geral das Atividades Culturais I.G.A.C. –

Processo n.º 2079/09)

 

publicado por poetaromasi às 21:03
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Comentários:
De maria a 1 de Abril de 2014 às 22:14
E linda o amor eterno

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amrosaorvalho.gif

MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

Todos os poemas deste blog, assinados com pseudónimo de ROMASI ou Rogério Martins Simões, estão devidamente protegidos pelos direitos de autor e registados na Inspecção-Geral das Actividades Culturais IGAC - Palácio Foz- Praça dos Restauradores em Lisboa. (Processo 2079/2009). Solicita-se a quem os copiou alterando o nome, não respeitando o texto ou omitindo o seu autor que os apague ou os reponha na fórmula original com os respectivos créditos. Se apreciou algum destes poemas e deseje colocar em blog para fins não comerciais deverá colocar o poema completo, indicando a fonte. Obrigado

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VOLTEI!

(Rogério Martins Simões)

Venho dos limites do tempo)

De uma galáxia qualquer

Já fui mar, já fui vento

Agora sou pensamento

Aparado em dado momento

No ventre de uma Mulher!


Meu corpo é magistral!

Brutal! Perfeito! Soberbo!

De início não era verbo

Agora sou o verbo ser


Tenho comigo segredos

Segredos do universo

Transporto no corpo recados

Escrevo em forma de verso.


Venho dos limites do tempo

Não sei o que fui e sou:

Deserto? Nascente?

Já fui Norte, já fui Sul

Pó astral, mar azul!

Luar, estrela cadente.


Eu me vou!

Partirei num cometa qualquer

E serei novamente pôr-do-sol.

Cor-de-rosa, aloendro, malmequer!


Voltei...Já cá estou…


Agora sou pensamento

Nascido em dado momento

Do ventre de uma Mulher!


23-09-2004 18:39


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    VOLTEI A ESCREVER
    E JÁ NÃO QUERIA

    Voltei a escrever e já não queria

    Pensava ter esquecido este meu versejar

    Ser poeta é criar e sofrer todo o dia

    Passar ao papel o que a alma encontrar.



    Este estado de alma que já não ousaria

    Que nos faz sofrer, para me encontrar,

    Deixa o meu corpo quando escrevo poesia,

    Nos poemas que ela cria, para me libertar.


    A ti que mais amo e sem querer

    Se fico triste e te faço sofrer

    Rosa eu te quero, rosas eu te dou.


    E se tu me vires distraído ou disperso

    Uma única coisa eu imploro e peço,

    Espera! A minha alma não regressou.


    Rogério Martins Simões