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Sábado, 19 de Abril de 2014

ALELUIA!

Aleluia!

 

Escrevo em quinta-feira Santa, memórias de um tempo passado na Igreja de S. Vicente de Fora e eu era tão feliz.

Basta olhar para as fotos que tenho no álbum, de S. Vicente de Fora, para se perceber que a amizade era e é um bem ao alcance de todos – basta querer.

Memórias dos diversos anos quando, chegados à sexta-feira Santa, se desnudavam os altares, sob os nossos olhares, enquanto os santos de cara e corpo tapado com pano roxo assistiam...

Recordo-me de uma cena interessante. Certa Sexta-feira Santa uma paroquiana activa, devota, queria lavar os santos com vinho. Estão mesmo a ver a cara do nosso prior que recusou a oferta. Que era tradição lá da terra dela… Que desperdício! Mas que risadas ganhámos naquele instante.

Hoje quando me lembro desse dia, passado recente mas não longínquo no tempo, vemos que muito mudou. Páscoa feliz! Que Páscoa? Aquela que nos abona uns quantos feriados? Ou aquela cuja razão se torna hoje quase imperceptível?

Bom! Depois de amanhã para a tristeza e lá vamos nós, antigos amigos e paroquianos, em pensamento recordar aqueles instantes, aqueles momentos, quando à porta de S. Vicente o Padre Cunha acendia o Lume Novo seguido de acto religioso solene a que o povo dava o nome da “Missa do Galo” (E o galo cantava três vezes enquanto Pedro renunciava a Jesus).

Tempos inesquecíveis que a memória não esquece! E tudo terminava alta madrugada em casa do Padre Cunha, bebendo uns cervejinhas e petiscando o que tinha, enquanto ficava no ar o belo canto perfumado da Amália, ou de uma boa música clássica aqui e além explicada pelo querido e saudoso Padre Cunha: Agora os fagotes! Agora respondem os violinos, as tubas, os tambores ou os violoncelos.

 

Depois percorríamos em grupo as ruas proibidas, mas não despidas de segurança, cantando com alegria: Aleluias.

Pelo meio-dia, do dia de Páscoa, voltámos a vestir as túnicas brancas, símbolo da nossa pureza, em comunhão com os paroquianos muitos dos quais já partiram na esperança da ressurreição.

Aleluia!

SANTA PÁSCOA PARA TODOS

Rogério Martins Simões

publicado por poetaromasi às 00:10
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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

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