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Sábado, 20 de Setembro de 2014

Ando léguas parado

ANDO LÉGUAS PARADO

Rogério Martins Simões

 

Sinto-me fraquejar.

Já nem sei se sinto.

Existo numa existência reduzida,

Fraquejada, sofrida.

Ando léguas,

Parado

Num morro de silêncios soletrados

Sou um corrimão sem utilidade

Onde tropeço e tombo

 

Cortinas adensam o meu corpo.

Biombos e labirintos terei de percorrer.

Percorro, quase sempre, as mesmas palavras

Acrescentadas aqui e além com traços

Descontínuos

Como a água onde lavamos

As lágrimas tristes do nosso olhar.

 

Meco, Praia das Bicas, 20/09/2014 11:31:24

 

publicado por poetaromasi às 21:31
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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

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