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Quinta-feira, 23 de Abril de 2015

MESTRE E MARINHEIRO

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MESTRE E MARINHEIRO

Rogério Martins Simões

 

Descias o Tejo e olhavas Lisboa,

Chinelas aos pés da Madragoa,

Blusa de chita, corpo de gazela;

Sempre tão bonita; sempre tão bela.

 

O mastro altaneiro vai engalanado.

Sobe o gajeiro na letra dum fado.

Sorriso malandro, calha ou não calha,

Assim fui passando: que Deus nos valha.

 

Pinga a maresia, ardem os joanetes.

Contam-se os anos restam alfinetes.

Dos desenganos não tenho mais pressa:

Vão os verdes anos, assim, tão depressa.

 

Mestre marinheiro tua mão não treme.

Teu timoneiro é S. Vicente ao leme.

Quero ir à Bica com corvos à proa,

Comer fava-rica a dentes de broa…

 

Meco, 22/04/2015 23:56

(Ao Meu Mestre – Padre José Correia da Cunha)

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publicado por poetaromasi às 17:52
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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

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