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Quinta-feira, 26 de Setembro de 2013

AS CIDADES SÃO ARMADURAS...

Foto de ROMASI

AS CIDADES SÃO ARMADURAS…

Rogério Martins Simões

(Tomo 1)

 

As cidades são armaduras

Fatigadas e forjadas

Em línguas, mitos e ritos

Combinadas de cimento e tijolo.

 

As cidades são avenidas seguras

A cidade é a minha rua também

As ruas por onde andava são inseguras

Já lá não mora ninguém

Mas numa rua nasci

A minha rua era a cidade

Na minha cidade cresci

E agora com mais idade

Voltei trazendo a saudade

À rua onde ainda não morri

 

As cidades são armaduras

Fatigadas e forjadas

Em línguas, mitos e ritos

Combinadas de cimento e tijolo.

 

A minha rua tinha um casario

Numa dessas casas nasci

Da casa espreitava o rio

E o rio era o meu navio

Para onde aprendi a espreitar

E só tinha os olhos no mar

 

Por isso da minha casa espreitava

Olhava através dum postigo

No dias em que vento acoitava

Tudo à frente levava

Colocando a barra em perigo

E para o navio não encalhar

Quatro vezes viravam

Duas vezes para o mar

As proas destes navios

E até o guindaste parava

Não descarregando mais nada

No cais da minha cidade

Onde muito perto morava,

De onde tudo isto espreitava

E mais por agora não vos digo

 

Da minha rua parte um caminho;

Um caminho que me conduz ao destino;

Que destino me traz o caminho;

Que me conduziu à minha rua…

 

As cidades são armaduras

Fatigadas e forjadas

Em línguas, mitos e ritos

Combinadas de cimento e tijolo.

 

(A PUBLICAR: POEMAS DE AMOR E DOR)

Meco, 26/09/2013 00:08

 

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Domingo, 17 de Fevereiro de 2008

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Segunda-feira, 11 de Fevereiro de 2008

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Terça-feira, 22 de Janeiro de 2008

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Sexta-feira, 26 de Janeiro de 2007

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Quarta-feira, 29 de Novembro de 2006

FALA-ME DE AMOR

(foto de 1989) Falando de amor! Com amor e por amor eu vivo Que brilho tem nosso amor, tardio e lindo. Obrigado ...

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ano do poema: Poema de 2006
Notas: contemplation - Yoga & Meditation
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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

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