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Terça-feira, 28 de Fevereiro de 2017

PARKINSON E POESIA ou ESTARÁ A CURA DO PARKINSON MAIS PRÓXIMO?

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PARKINSON E POESIA

“ANTIBIÓTICO DEIXA CONTROLO DO PARKINSON MAIS PRÓXIMO”

Rogério Martins Simões

 

O texto que escrevi há uns anos, e que seguidamente transcrevo parece uma premonição do que, a ser verdade, deixa o controlo do Parkinson mais próximo.

Vejamos agora as primeiras palavras deste artigo que pode e deve ser lido neste link: http://jornal.usp.br/ciencias/ciencias-da-saude/estudo-com-antibiotico-deixa-controle-do-parkinson-mais-proximo/

 “Foi ao acaso que pesquisadores brasileiros descobriram que o antibiótico doxiciclina – usado há mais de meio século contra infeções bacterianas – pode ser indicado em doses mais baixas para o tratamento do Parkinson. O estudo foi publicado na revista “Scientific Reports”, do grupo Nature.”

 

RETOMO AO ARTIGO QUE ENTÃO ESCREVI: PARKINSON E POESIA

 

 

Tendo por certo a morte, é na vida que nos vemos e revemos. Então, com fé ou esperança, movemos montanhas, por vezes de ilusões, mas movemos esperando que um milagre qualquer aconteça

 

Acredito que a minha fé ajude a encarar os momentos mais difíceis, com mais tranquilidade, sempre à espera de um milagre. Mas, também, fico na esperança de conseguir que, num dado momento, sobre por aí uma pílula milagrosa que nos cure.

 

No século passado, todos que estavam diagnosticados com o bacilo da tuberculose, antes de ter sido descoberta a penicilina; quanta esperança em alguns; quanto desalento para outros e, afinal, no limiar da descoberta do tal antibiótico muitos dos que tinham esperança morreram e muitos dos que não acreditavam na cura sobreviveram.

 

Quiçá, muitos, na esperança, não desistiram da vida - pela vida, e viveram mais uns anos na terra, graças à ciência, mas, sobretudo, ficaram vivos por não terem perdido a esperança.

 

Acredito com firmeza que alguém me dê a notícia que tanto anseio: A cura para a doença de Parkinson.

 

Que difícil é mostrar os “estragos” visíveis que a doença de Parkinson causa em nós.

Que mais não seja, que os meus tremores e os temores sirvam para vos incentivar a não desistirem de viver e de lutar pela cura.

Quanto à poesia: irei continuar a escrevê-la e a declamá-la mesmo que chore...

 

Amanhã estarei melhor

Rogério Martins Simões

 

Hoje continua o lastro

do meu estado de alma

do dia de ontem.

 

Estou envolvido

numa teia que enleia.

 

Estou como que pregado

a um madeiro

sem pregos ou cordas.

 

Solto uma terrível agonia

e, sem dar conta,

nem vómitos dão a perceber.

 

Sou uma represa invisível

num turbilhão de água

pesarosa.

 

Se ao menos chorasse.

Se ao menos morresse.

 

Sou um ser solitário

acompanhado

com a mulher mais presente

- O amor da minha vida.

 

Será do tempo?

 

Hoje meu corpo

nem o Tejo espreitou!

Sinto-me agarrado a nada,

e nem mesmo a lua

terá saudades em me ver.

 

Este vazio imenso

parece furtar

as palavras do coração.

 

Parece levar a alma,

que renascia,

quando noite fora partia,

pelo Tejo,

em busca de uma bruma de saudade.

 

Será do Inverno?

 

Não! O Inverno esquivou-se

nas estações esquecidas,

onde nem as carruagens

de terceira classe param.

 

Amanhã estarei melhor!

2008

 

Termino formulando um desejo: que tão depressa quanto possível nos seja prescrito essa pílula milagrosa.

Deixem-me sonhar!

 

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publicado por poetaromasi às 22:35
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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

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