(Imagem - Tempestade - óleo sobre tela -Elisabete Maria Sombreireiro Palma)

Quarta-feira, 15 de Agosto de 2007

Museu Municipal de Arqueologia e Etnografia de Barrancos

 

 

 

MUSEU ARQUEOLÓGICO E ETNOGRÁFICO DE BARRANCOS

Travessa do Arco nº 2, Barrancos.

Vai ser inaugurado no próximo dia 24 de Agosto de 2007, pelas 18 horas, o Museu Municipal de arqueologia e etnografia de Barrancos

Quero desde já agradecer ao meu amigo e Arqueólogo, Dr. Fernando Rodrigues Ferreira, o honroso convite para a inauguração.

Dado que a inauguração decorrerá a uma sexta-feira, dia de trabalho, não poderei estar presente. Todavia, por que não conheço Barrancos, reservarei uns dias de Setembro para visitar o museu e a Vila e revisitar a Cidade de Beja onde nasceu a minha companheira.

Quero convidar todos aqueles que estão de férias para visitarem Barrancos e este novo museu no Alentejo.

Tratando-se de um museu generalista, contém peças epigráficas islâmicas e ibéricas, bem como uma invulgar escultura púnica.

Passará a estar aberto ao público todos os dias, com fecho para descanso do pessoal à segunda-feira

Mais umas palavras. Rodrigues Ferreira é o Arqueólogo que me “aturou” desde os 14 anos de idade e durante 30 anos fiz parte do grupo de arqueologia em S. Vicente de Fora, em Lisboa. O espólio arqueológico do nosso trabalho, e desta minha grande paixão, está exposto no Mosteiro de S. Vicente de Fora e merece, também, a vossa visita.

Conhecendo como conheço o trabalho meticuloso e o rigor científico do Fernando, garanto-vos que vão dar por bem empregue o tempo despendido, na vossa visita, ao Museu de Barrancos.

Um povo só é povo quando tem história. Visitem o Museu Municipal de Arqueologia e Etnografia de Barrancos.

Todo o sucesso para o responsável, Dr. Fernando E. Rodrigues Ferreira, para o Presidente da Câmara Municipal de Barrancos, Dr. António Pica Terreno, e parabéns ao povo de Barrancos.

Meco, 15 de Agosto de 2007

Rogério Martins Simões

 



Alentejo, debruado a Arraiolos

Rogério Martins Simões

 

Na dourada planície alentejana

Onde o sol penetra e em tudo teima

A falta de água mísera e insana

Quebra a vontade abate e queima

 

Nessa imensa e dourada pradaria

O vento de suão seca a cortiça

Leva consigo, numa lenta agonia,

O suor a que chamam de preguiça.

 

Mas o Alentejo é belo e majestoso

Quem o ama chama-lhe de formoso

Quem parte volta; nunca diz adeus

 

Por isso há sempre vozes em coro

Canto alentejano em vez de choro

A alma alentejana tem força de Deus

19-04-2005

 

ano do poema: 2005
Notas: CONVITE
publicado por poetaromasi às 19:02
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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

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