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Quarta-feira, 24 de Setembro de 2014

Fala-me de amor

FALA-ME DE AMOR

(Rogério Martins Simões)

 

Fala-me de amor - disseste,

quando nos recantos dos jardins

as barreiras nos impediam de pisar a relva.

 

Rompiam as memórias

e um ligeiro vento

arrastava as folhas secas do velho plátano.

Era tão tarde…

e ainda agora despontavam as histórias...

 

Olhei sem desvario.

Antes, quando me debruçava no teu peito,

eras rio,

eras só rebuçado!

E trazíamos nos pés alpercatas,

com asas,

que reluziam por cima dos muros

e o chão era mais leve que o algodão…

 

Sabes?

A cidade fede devaneios

e as árvores crescem nos telhados das casas.

Não te vou falar de amor, não!

Reservo para mim as sensações dos velhos tempos.

Agora, restam umas quantas folhas que vêm ter comigo:

Somos dois silêncios!

Dois estranhos castanheiros perdidos na cidade…

01-02-2006.

 

Simões, Rogério, in “GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO”,

(Chiado Editora, Lisboa, 1ª edição, 2014)

 

 

 

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publicado por poetaromasi às 00:06
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Domingo, 17 de Agosto de 2014

No labirinto das rolas

NO LABIRINTO DAS ROLAS Rogério Martins Simões A primavera bateu as asas Esculpindo cedros de areia Um bichinho de c...

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publicado por poetaromasi às 20:46
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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

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