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Terça-feira, 14 de Agosto de 2007

Foi numa madrugada de Julho

(A Dama com arminho Leonardo da Vinci)

 

 

 

FOI NUMA MADRUGADA DE JULHO

Rogério Martins Simões

 

Foi numa madrugada de Julho

Quando as estrelas

se juntaram nos céus,

quando o sol teimava

em não arrefecer a noite,

e a lua irradiava

confundindo

as mãos dos namorados…

 

Andara embalado

no colo de minha mãe.

E ouvia serenamente

Na fusão das águas

O canto ameno que me embalava.

 

-Lembra-se minha mãe

dos pontapés que eu lhe dava?

 

-Recorda-se minha mãe

de me ouvir chorar,

Quando sem ver

me reconfortava

Passando docemente

a sua mão na barriga.

 

Ai como eu me sentia feliz

com as suas carícias.

Ai como era feliz

escutando o seu cantar.

 

Foi numa madrugada de Julho

Quando a lua espreitava

Quando a mãe terra

me chamava,

Rompi as águas,

E tinha à espera estrelícias

Majestosamente

espalhadas por seu corpo…

 

Foram tempos luminosos

quando a natureza me pariu

E me trouxe de volta os olhos

com que abracei de novo o Sol.

 

Lisboa, 29 de Janeiro de 2007

 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página
ano do poema: 2007
publicado por poetaromasi às 14:45
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Quarta-feira, 17 de Janeiro de 2007

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A DOR QUE SE TENTA ESQUECER ROMASI Quantas vezes Dizes esquecer, Mas não podes esconder: A traição que me rasgou o...

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ano do poema: 1979
publicado por poetaromasi às 18:08
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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

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