Quarta-feira, 18 de Janeiro de 2012
O QUE O VENTO NÃO LEVOU…
O QUE O VENTO NÃO LEVOU…
(poema a duas mãos)
AnaMar e Rogério Martins Simões
Já não levantas a terra das suas entranhas.
Não desbaratas, nos morros, o pó lamacento
Que se crava no rosto, no peito e na garganta.
Partiste!
Todos os cavalos estão parados…
Que fizeste da picareta,
da marreta e do guilho?
Olha essas mãos que sulcaram as montanhas;
Esse teu rosto sem brilho;
O bolso vazio,
O frio
Em teu olhar perdido de vista…
Encaminham-se os pés num suave delírio,
No brilho da lua escondido pela montanha:
Rito do pão que o diabo amassou.
A memória da tua voz é eco da minha força.
Ensaia um gesto:
Grito rouco de conquista
Que o vento não levou.
Meco, 23-06-2011
Quarta-feira, 12 de Outubro de 2011
A minha poesia de hom...
A MINHA POESIA DE HOMEM SOLTO
Rogério Martins Simões
Lancei ao vento,
O meu pensamento emigrante,
A minha poesia d...
Segunda-feira, 22 de Maio de 2006
Sempre mulher
Sempre mulher
(romasi)
Maria mijona
A caminho da horta
Abre as pernas
E mija sem cuecas
- Rosa do campo!
Maria fe...
ano do poema: 1976
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Quinta-feira, 15 de Dezembro de 2005
Coveiro
COVEIRO
(romasi)
Cava coveiro
Ganha o teu pão
Não desanimes e cava
Levanta a terra do chão.
Tapa
Enterra
S...
ano do poema: 1968
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Segunda-feira, 6 de Junho de 2005
Sou funcionário públi...
SOU FUNCIONÁRIO PÚBLICO
Pertenço aos quadros da função pública de que tanto me orgulho. Não me chamem nomes. Os fu...
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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975
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