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Sexta-feira, 11 de Maio de 2012

Quando nas mãos de amor me vi sujeito

Quando nas mãos de amor me vi sujeito

João Xavier de Matos

 

Quando nas mãos de amor me vi sujeito,

A razão em mil erros consentindo,

Jurei de nunca mais, em lhe fugindo,

Sujeitar-me a seu bárbaro preceito.

 

Ora pude escapar-lhe, e ver desfeito

O duro laço, que me andara urdindo,

Até que pouco a pouco fui sentindo

De novas chamas inflamar-se o peito.

 

Olhando então por mim, achei quebrada

A ligeira promessa, a um brando rogo,

Por minha própria mão sacrificada;

 

Que juras contra amor, por desafogo,

São votos de tormenta já passada,

Que depois de serena, esquecem logo.

 

(tomo I de Rimas)

João Xavier de Matos, nasceu entre 1730 e 1735 numa povoação designada por Ribeirinha do Tejo e faleceu em 1789, em Vila de Frades

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publicado por poetaromasi às 00:54
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Quinta-feira, 17 de Janeiro de 2008

Brincando com as tint...

Segredos, meu amor (Rogério Martins Simões) Segredos, meu amor Hoje te quero revelar! Se pudesse te daria o mundo: A e...

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ano do poema: Pintura de Elisabete M. S. P.
Notas: Fados gentilmente cedidos pela fadista MARINA
publicado por poetaromasi às 00:00
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Quinta-feira, 18 de Outubro de 2007

RECORTE NA PLANíCIE

(óleo sobre tela Elisabete Sombreireiro Palma) RECORTE NA PLANÍCIE Rogério Martins Simões Venho de um tempo de I...

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ano do poema: 2006
publicado por poetaromasi às 22:16
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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

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