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POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda




Rogério Martins Simões

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29.06.04

 

 

 

ESPREGUIÇO-ME

(Rogério Martins Simões)

 

Espreguiço-me,

Acendo o rádio

E vibro com a música do meu tempo.

Contemplo os recortes

Colados nas paredes:

Que dançam!

Que gritam!

Que namoram!

E a minha cama desaparece

Sem saber para onde.

Que importa…

Se a dança e a música

É a alegria do meu quarto.

 

Por cima da porta

A Marilyn Monroe

Encontra o meu olhar

- Vamos dançar…

Os outros sorriem…

Batem palmas

Pela nossa alegria…

 

Alguém ralha…

- Apaga a telefonia!!!

Dói…

Que fiz de errado?

E no silêncio assombrado

Do meu quarto

Chorei meu fado...

 

Lisboa, 5/1/1969

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

19.06.04

 

 

 

Chegaram pela manhã de uma longa jornada.

O tempo era ameno e de repente lembraram-se do Verão onde tantas manhãs foram suas.

Pararam, nada disseram um ao outro, como esperassem que algo acontecesse e de repente toda a Aldeia fosse ao seu encontro.

Já tardam tão cedo as manhãs, que ainda só agora começam, e os seus pés, tão pesados, já não são da viagem…

Finalmente quebraram o silêncio:

- Lembras-te Isabel da queda… no musgo que crescia à beira do curral!

Olharam em redor!

Tudo parecia demasiado pequeno, distante, ao alcance de um braço.

Notei, na quietude, as fragilidades com que tentavam disfarçar a insegurança daquele breve momento.

Então, vi no rosto dos meus pais:

“olhos de água cristalina,

da mais pura nascente da serra,

correndo em levada”

Cheios de recordações, como se mais nada existisse que os fizesse ficar, partiram.

(A meus pais: Isabel Martins de Assunção e José Augusto Simões)

Rogério Martins Simões

 

Regresso à Aldeia foi escrito há muitos anos numa antecipação ao dia de ontem (18/6/2004).

Tal como versei num soneto, chegou o tempo de concretizar a profecia:

“E regressaram à aldeia no final do caminho”.

Os meus pais, para quem a palavra amor é para mim insuficiente para lhes expressar o que por eles sinto, foram visitar as suas aldeias: A Malhada (Colmeal) e a Póvoa (Pampilhosa da Serra).

Meu pai com 82 anos, não visitava a sua Aldeia há quase meio século,

Hoje, mais que em qualquer momento, faltam-me as locuções e sobram-me as glorificações.

Lisboa, 19/6/2004

Rogério

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

18.06.04

 

Três grandes amigos na recruta, SANTO TIRSO, PORTO, LISBOA.

Cada um seguiu o seu destino

O Lisboa está aqui, sou eu, ROMASI

 

 

GUERRA QUE ME ESPERAS
 
ROMASI
 
Arma ao ombro
Ombro de lado
Bala na testa
Na testa do morto
Limpa espingarda
Agarra canhão
Atira no sangue
sangra irmão…
 
Espada na mão…
Corta, segura
Espalma, atira,
Mata, coze,
Opera.
 
Decepa videira
A videira do sangue
Cai no chão
Morre para o lado…
Lado sem nada
Nada sem chão
Perde-te no vácuo
Morre canhão!
 
Lisboa 1969
 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

07.06.04

 

(Óleo sobre tela Elisabete Maria Sombreireiro Palma)

 

 

 

Por favor não me filtrem as nuvens
Rogério Martins Simões
 
Por favor não me filtrem as nuvens,
Que eu quero passear à chuva
E atravessar a tempestade cantando!
 
Por favor não levem
As tempestades para vossas casas!
Deixem-me ao menos louco,
Despido de preconceitos abstractos,
Com meu corpo molhado,
Sem trapos,
A minha face lambida de água pura.
 
Olhem! Meus cabelos molhados,
Pingando ao som da chuva,
E esta denúncia de homem…
Encolhida num cacho de uva…
 
Por favor não me filtrem as nuvens!
Deixem-me, agora, só com a chuva!
Como um amante febril
Percorrendo de beijos
O ermo da sua loucura,
Como o quente da água pura
Que escorre do meu corpo,
Vaporizando liberdade.
 
3/03/1979
(Publicado no “Index poesis”, caderno n.º75,
Almada, Abril de 2009)
 
(Registado no Ministério da Cultura
- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.P. –
Processo n.º 2079/09)
Poemas de amor e dor conteúdo da página

02.06.04

 

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Tenho deparado com contadores que utilizam os nossos blogs para introduzirem publicidade enganosa e mal-intencionada. Um bom contador não pode ter frames ou configurações complicadas, o código se molda de acordo com sua configuração e caso esteja em manutenção ele simplesmente não aparecerá.
Estou a falar do meu actual contador de visitas on line que pode ser recolhido aqui sem registos. http://www.opromo.com.
Desaconselho o geovisitas que colocou sem minha autorização frames incomodativas. O Opromo tem outros tipos de utilidades para blogs. Deixo este post em aberto e sempre que possa darei pistas novas ou indicarei sites promocionais para blogs.
Cumprimentos a todos
Rogério Martins Simões
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    MEIO HOMEM INTEIRO
    Rogério Simões
     
    Meia selha de lágrimas.
    Meio copo de água
    Meia tigela de sal
    Meio homem de mágoa.
    Meio coração destroçado
    Meia dor a sofrer.
    Meio ser enganado
    Num homem inteiro a morrer.
    11/4/1975

    Todos os poemas deste blog, assinados com pseudónimo de ROMASI ou Rogério Martins Simões, estão devidamente protegidos pelos direitos de autor e registados na Inspecção-Geral das Actividades Culturais IGAC - Palácio Foz- Praça dos Restauradores em Lisboa. (Processo 2079/2009). Se apreciou algum destes poemas e deseje colocar em blog para fins não comerciais deverá colocar o poema completo, indicando a fonte. Obrigado

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