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POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda




Rogério Martins Simões

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27.10.04

 

 

 

Destruo os meus poemas

Romasi

 

Destruo o "amor a dois"...

E todos os poemas embriagados

da minha vida….

Rasgo! Mas não todos! …

pois os sei de cor e não tenho saída….

De tristeza,

Só me resta o poema do esquecimento

E selar todos os poemas abstractos

Da minha vida.

 

01/1971

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

16.10.04

 

 

 

INQUÉRITO

(Romasi)

 

A vida é uma monotonia

E a um passo fica distante.

É um momento que foge

É o preto, é o branco…

 

Encontro um tísico

Que me diz:

Que a vida é um escarro

Sugador de sangue…

Olha para o chão

E cospe a vida…

 

A vida é como uma flor

no jarrão

Secará

se faltarem as raízes…

 

O rico diz que a vida

É uma manhã cheia de sol

Que ele encontra quase sempre.

 

E vem o lavrador

Diz que a vida é um arado

Sabe que vive

Que importa isso?

Se tem um arado e um caniço

Um filho na guerra, seu desgosto,

Umas quantas vacas

E uma cor terrena no rosto

 

O senhor General

Diz que a vida

É comandar exércitos

P´ra defender horizontes fechados…

Saiu e oiço vomitar um canhão…

pum!

 

E o hippy dedilhando uma viola

Canta que a vida é uma flor

É uma canção de amor

É a viola dele

Que é minha também!

 

Paro,

frente a uma multidão

Todos querem falar

Poucos querem ouvir

Então, afasto-me,

Espero pelo amanhecer

Para que a noite venha depressa!

 

Lisboa, 21/02/1969

 

 

 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

14.10.04

 

 

Dupla tela

Óleo sobre tela

Elisabete Maria Sombreireiro Palma

 

 

 

Encalhei meu barco
Rogério Martins Simões
 
Remeto a tristeza
Para o fado
Pois quero chorar
Esta chuva de lágrimas.
 
Não! Não choro meu choro.
Nem canto meu canto.
Eu canto com as aves…
Na raiva pela minha lealdade!
 
Nas colinas
Magoado
Canto torrentes de fama:
- Eu sou a mágoa,
Não serei a lama.
Desabafo na pedra da muralha
Para que não se esfume o amor
Eu sou a virilidade
Eu sou o mosto
Encalhei este meu barco na dor.
 
1988
 
 
 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

04.10.04

(Foto Padre pedro)

 

 

 

EIS, AQUI, UM HOMEM!
Romasi
Rogério Martins Simões
 
Eis, aqui, um homem,
nos passos vazios da história,
na penumbra do esquecimento,
objecto, e falsa lamúria,
dormitando numa toca de rato…
 
Eis, aqui, o homem:
Estátua nocturna;
abandonado à chuva,
fruto desta sociedade moderna,
que o transforma num pato…
 
Eis, aqui, e por todo o lado,
seres humanos sem idade,
(iguais na desigualdade),
vergonha da indigesta sociedade
que na ganância engole o prato…
 
E se ao fim do dia
sobrarem os jornais,
com que se cobrem os indigentes,
e os demais,
que desçam dos pedestais
oh insanas gentes:
- P´ro relento como dorme o gato!!!
 
Lisboa, Fevereiro de 1975
(Registado no Ministério da Cultura
- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –
Processo n.º 2079/09)
 
 
Poemas de amor e dor conteúdo da página

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    MEIO HOMEM INTEIRO
    Rogério Simões
     
    Meia selha de lágrimas.
    Meio copo de água
    Meia tigela de sal
    Meio homem de mágoa.
    Meio coração destroçado
    Meia dor a sofrer.
    Meio ser enganado
    Num homem inteiro a morrer.
    11/4/1975

    Todos os poemas deste blog, assinados com pseudónimo de ROMASI ou Rogério Martins Simões, estão devidamente protegidos pelos direitos de autor e registados na Inspecção-Geral das Actividades Culturais IGAC - Palácio Foz- Praça dos Restauradores em Lisboa. (Processo 2079/2009). Se apreciou algum destes poemas e deseje colocar em blog para fins não comerciais deverá colocar o poema completo, indicando a fonte. Obrigado

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