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POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda

POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda




Bale o cordeiro zumbe o mosquito

(Foto do World Press Photo Contest 2004)

 

 

 

BALE O CORDEIRO ZUMBE O MOSQUITO
Rogério Martins Simões
 
Bale o cordeiro, zumbe o mosquito.
Chia a doninha, uivam os chacais.
E no meio de tanto canto e grito:
Uiva o leão que é rei dos animais.
 
Grita o pato, o pavão e o periquito.
Trina o rouxinol, piam os pardais.
Assobia o melro bem forte e aflito,
Está a chegar o terror dos pombais…
 
Pata sobre pata vem a velha raposa,
Que regouga assustando o estorninho.
- Asas que te quero, grita o passarinho!
 
Palra o papagaio rompendo a prosa:
- Só no reino da fábula a paz é duradoura.
Trr; tac tac tac ouve-se a metralhadora…
20-04-2005

 

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La boule

 

 

 

Nos anos 60 do século passado, talvez em 1965, frequentei, em Sagres, o “Curso de Formação e Cultura Portuguesa” e, durante o tempo que permaneci naquele promontório, tive a felicidade de conhecer, na praia, um casal de franceses que tinham uma filha linda.

Finda a formação diária corria à praia para rever estes novos amigos. Foi assim que fiz esta amizade, misturado com um amor passageiro, impossível e adolescente. Mas foi tão lindo!

Certo dia recebi um postal de França convidando-me a visitar o seu castelo que assinalava no postal. Sim! Um castelo e não era sonho! Não fui! Nem podia ir!

Passados poucos anos revisitei Sagres e de lá escrevi esta mensagem que, então, remeti ao Sr. Max para França.

Os amores de estudante passam! As mais belas e puras recordações permanecem para sempre.

 

 



 

La Boule

 

(Romasi)

 

Bravo, Rogério, tu as gagné bien mes amitiés

« Max »

 

Et avec une boule

Nous avons fait amitié !

Si tous le monde

Joue la boule

La boule d’amour

d´amitié

nous serions toujours amis

et dans la vie ferions

un nouveau lien d´amour.

 

Nous jouerons encore la boule !?

OUI !

 

Je vais jouer avec vous,

toujours !

 

Parce que je vous aime

Et j´aime la boule.

 

Sagres, 30/01/1969

 

 

 


 

DESEJO

Rogério Martins Simões

 

Fui ver o pôr-do-sol

As ondas do mar

Fui e encontrei

Em cores de arco-íris

Com que sonhei

O teu amor.

Fui e encontrei

A tua vida.

 

Era noite

Olhei teu manto

De virgem

De natureza pura

E a única loucura

Que encontrei

Foi o luar

Que te beijava com ternura.

 

1969

 



 

 

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Contraste nº 1

 

Ex-Votos (Nossa Senhora da Atalaia, Portugal)

 

 

1962 a 2008.

46 anos a escrever e a rasgar poesia

 

Já escrevi neste blog - comecei a escrever poesia na década de 60 do século passado. Um poeta só atinge a maturidade poética escrevendo - mesmo rasgando.

A poesia desse tempo, até ao ano de 1986, foi quase toda rasgada. Porém, ao longo destes anos ia-os distribuindo por colegas, familiares, amigos, e foram eles que me fizeram chegar os que desse tempo me atrevo a editar.

Católico praticante, dirigente Diocesano da JOC (Juventude Operária Católica), não podia deixar de olhar o que me era permitido ver e fingir não ver o que não queriam que visse. Daí que a poesia expressasse a falta de amor, a ausência de liberdade, a difícil vida dos trabalhadores, a injustiça social e a emigração, enfim, o sofrimento de um povo que via os seus filhos perecer, ou serem feridos, numa guerra desnecessária. (como desnecessárias são todas as guerras).

Os poemas desse tempo eram assinados com o pseudónimo de ROMASI. Por vezes arriscava mais na construção poética e na sorte…, outras vezes escrevia por metáforas, com palavras “encalhadas”... alguns compreenderão o que quero dizer.

A minha evolução como poeta fez de mim um crítico, da minha poesia, razão suficiente para ter evitado dar a conhecer alguns dos meus poemas, ou ensaios poéticos, em verso branco, muito embora já tenha colocado aqui poemas desse tempo – aqueles que considerava melhores.

Na passada 5º feira, em Queluz, dedicaram à minha nova poesia uma tertúlia poética e estive presente. Estranhamente, para mim, uma amiga levava um poema da minha primeira fase poética, que vai até 1974, e fez questão de me dizer que gostava desse poema. - TRAÇO, TRAÇO; TRAÇO; PONTO. Foi esta amiga que me fez repensar e tomar a iniciativa de os editar.

Voltei a ler esses poemas - e não é que vi que algumas desses temas voltam, infelizmente, a estar na ordem do dia…

Lisboa, 06-04-2008 22:20:35

Saudades,

ROMASI
Rogério Martins Simões

 

 


 

CONTRASTE

Romasi

 

Era imponente

e erguia-se majestoso

naquela verde colina.

 

Era miserável

e perdia-se na sombra

 do colossal palacete...

 

Havia fortuna,

luxos, aparatos,

grande riqueza.

 

Havia fome,

desgraça,

amarguras sem fim.

 

A chuva caiu.

Os canos a escoram

e os senhores

continuaram a dormir...

 

Mas a chuva não pára,

continuou a cair.

 

A lama escorregou!

A chuva passou

pela madeira podre

e a barraca inundou.

Foi a desgraça tudo levou

Somente por lá ficou

O local da barraca

E o grande palácio...

25/09/1968

 

- Menino cor de lama

Porque quem toca o sineiro?

-Foi a água que me atirou da cama

Pela encosta do ribeiro.

 

Rogério Martins Simões

20/07/2005

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Sudão

 

 

 

 

DARFUR - SUDÃO

Rogério Martins Simões

 

Era uma noite, tão noite,

nem uma só luz existia,

as velas, acesas, não brilhavam.

Lá fora nem luar havia…

 

Metia medo!

Ninguém dizia!

Ninguém murmurava…

O silêncio era gélido!

Esperavam o dia,

e os corações sangravam…

Medrosa agonia,

Metia medo!

Ninguém diria…

 

Vieram os cavaleiros de negro…

Despedaçaram as portas!

Violaram! Mataram!

Derramaram o sangue!

Verteram-se as lágrimas!

Levaram os moços!

Incendiaram o chão!

Queimaram os corpos em pira!

Envenenaram os poços!

E partiram sedentos de ira!

Que tragédia é essa - Sudão?

 

Voltou o dia!

Fez-se noite!

Viram-se de novo as estrelas!

Que é do teu povo Sudão?

4/4/2005

(Dedicado a João Paulo II)

 

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Reencontro

 

 

REENCONTRO
Rogério Martins Simões
 
Subi a montanha
A Tua montanha Senhor
Pura é a água na montanha
Grande é Tua obra Senhor
 
Armei a tenda
Limpei o rosto
Purifiquei a alma
E o meu rosto viu a luz
A Tua luz Senhor
 
Veio o sol
Soprou o vento
Cintilaram as estrelas
Hoje quero rezar
Falar Contigo Senhor
Vou ficar por aqui
Com teu amor
O Teu amor é infinito
O teu amor não tem limite
Como a Tua obra Senhor.
2/04/2005

 

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amrosaorvalho.gif

MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

Todos os poemas deste blog, assinados com pseudónimo de ROMASI ou Rogério Martins Simões, estão devidamente protegidos pelos direitos de autor e registados na Inspecção-Geral das Actividades Culturais IGAC - Palácio Foz- Praça dos Restauradores em Lisboa. (Processo 2079/2009). Se apreciou algum destes poemas e deseje colocar em blog para fins não comerciais deverá colocar o poema completo, indicando a fonte. Obrigado

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