Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda

POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda




Sonho de um velho sonho

 

(REAL BORDALO)

 

 

 

Sonho de um velho sonho
(Rogério Martins Simões)
 
Todos os povos querem a paz
Todo o ser anseia ser feliz
Poeta sonhador ainda rapaz
Trazia na lapela a flor-de-lis.
 
Que marcas tingiram a tua flor?
Que mudou, em ti, velho poeta?
Amar por amar não é amor!
Correr por correr não se atinge a meta!
 
Pois se dar é não olhar a quem.
Agindo bem e não se conforma.
Tentar por tentar não se faz bem.
Só quem dá: em vida se transforma!
 
Tentei,
Tornei a sonhar
E por certo voltarei
Para de novo voltar a errar!
 
20-07-2005 19:57
 
 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

Poesia com sabor a liberdade

 

 

 

O CÉU PODE ESPERAR...
Rogério Martins Simões
 
Com a delicadeza de Tua mão,
Nas Tuas mãos
Com a mão na minha consciência
Consciente dos meus actos
Parcos e isolados
Eu me denuncio
Eu me fortaleço
E cresço
Eu me alindo
E deslindo...
Quem me dera ser
Um pedaço de céu!
Mas o céu pode esperar...
 
Espera!
Devolve-me o meu sorriso
Toca-me ao menos ao de leve
No meu movimento, no rosto
E leva para longe
Esta incerteza...
Este meu desgosto!
 
Vem!
Sopra sobre mim!
 
Pesadas estão as minhas mãos
Que não desarmam
Baralham-se
Confundem-se
Desalinham-se
Desarticulam-se
Que se cuide a natureza
Que me deu este estar
Pois a irei combater
Para ser…
E o céu pode esperar
 
Que Te importa que continue
Qual o mal que isso Te trás?
Traz-me vivo na esperança
Eis a Tua fortaleza
Que aliada à minha fraqueza
Me renova
E cresço
Me alindo
E deslindo
Quem me dera ser
Feliz e não sofrer
E o céu pode ir indo…
Indo para onde quiser
Que espere!
Pois não estou preparado!
 
Coloca as Tuas mãos nos meus cabelos
E deixa-me de novo sorrir.
 
24-01-2005
(Registado no Ministério da Cultura
- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –
Processo n.º 2079/09)
 

A POESIA COM SABOR A LIBERDADE

Tornou-se um hábito calcorrear, aos fins-de-semana, as estradas que me levam de Lisboa a Meco.

Para quem não sabe, o Meco possui belas praias, um microclima muito particular e situa-se na Arrábida, perto de Sesimbra.

Quem conhece sabe como é difícil o trânsito à Sexta-feira. Por isso arranjam-se truques - A minha esposa vai mais cedo e recolhe-me no terminal dos barcos no Seixal, depois, é um pulo para o destino.

Quis o destino que conseguisse com o esforço do nosso trabalho adquirir uma residencial “ auto caravana” num parque de campismo. Foi assim que o Meco passou a fazer parte de mim, tal como a praia das Bicas, as bicas, a argila, o António do Meco que me fornece o peixe fresco, a pastelaria onde leio o primeiro jornal diário e o desportivo, a mercearia que vende o melhor pão do mundo, a papelaria onde compro jornais e as revistas e alguns particulares, que quase me adoptaram, onde me abasteço de legumes e outros produtos caseiros.

 - Sr Rogério aqui está o seu pequeno-almoço: dois pães com manteiga e o sumo e o café quando quiser.

- Amigo António o que é que se passa com o nosso Sporting?

- Amigo Rogério aquilo é uma desgraça, mas já estamos habituados a sofrer!

- Sr Rogério, tenho meia dúzia de ovos frescos guardados para si.

- Sr. Rogério, quantos pães quer para amanhã?

Conversa puxa conversa lá se vão as manhãs e o descanso acaba tão rápido como começou. Ainda assim sobra-me tempo para ler a revista “XIS” do jornal diário “O Público” onde não dispenso a coluna da ilustre escritora e jornalista “Laurinda Alves” e a crónica de “Faiza Hayat”.

Tudo isto para dizer que esta semana tive de ligar para a mercearia do pão a dizer que não ia, pois não podia faltar ao convite do meu amigo e colega de trabalho, jurista, cantor, compositor e poeta José Baião Santos (irmão do outro Baião ilustre conhecido) que, como bem sabem, foi também extensivo a todos vós.

Acabo de chegar. Foi pena que tão poucos estivessem presentes. O José Baião e outro amigo tocaram e cantaram belos poemas por si musicados. Falou-se de poesia, leram-se poemas de mais de 30 poetas consagrados entre os quais Jorge de Sena e Fernando Pessoa.

Foi a primeira vez que participei num encontro ao vivo e participativo sobre poesia onde houve tempo para tudo até para eu ler dois poemas meus. Por fim emocionado, já tremendo do pulsar das palavras e da doença o José Baião ainda leu mais 3 poemas meus e gostaram.

Afinal quis Deus ou o destino que alguns poetas e amantes da poesia me expressassem ali, pessoalmente, o reconhecimento à poesia que escrevo e não edito.

Em 18 meses este blog foi acedido cerca de 1 milhão de vezes, daí estar aqui para vos agradecer as inúmeras presenças neste livro de poesia. Todos vós sois parte da razão para não ter destruído a minha poesia Falta-me a saúde para continuar com aquele vigor que tinha quando escrevia e rasgava os poemas ao sabor dos amores e desamores. Irei continuar se a saúde o permitir e desde já vos prometo um lindo poema intitulado “Quisera andar de carrossel” para agradecer 1 milhão de acessos.

Viva a poesia com sabor a liberdade.

Rogério Martins Simões

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

Fui ao Sótão

(fotografia gentilmente cedida pelo Sr. Padre Pedro Pampilhosa da Serra)

 

FUI AO SÓTÃO
Rogério Simões
 
Em Março do ano, de dois mil e quatro, embarquei numa aventura, sem porto seguro, quando decidi dar a conhecer a minha poesia.
Antes de iniciar esta viagem fiz alguns preparativos.
Comprei um livro que ensinava a melhor forma de construir livros virtuais, a que chamam blogs e, quando já me sentia minimamente preparado, arranquei forças, para desenterrar o baú onde guardava alguns segredos.
Peguei no escadote e subi ao forro da minha casa. Alcançado o último degrau, coloquei um pé na parte superior do escadote para me projectar e alcancei as duas pastas ao fundo do tecto falso.
Para mim, existem três momentos distintos na vida: o primeiro em que tudo é distante e grande; o segundo, em que tudo o que aparentava ser grande parece pequeno e o terceiro quando tudo de novo fica distante...
Voltando à viagem ao sótão - no tempo do assim-assim - consegui alcançar as duas velhas pastas de cartão prensado, presas por dois elásticos ressequidos que se pulverizaram num instante, e nesse dia não arranjei coragem de as entreabrir.
Fiquei-me por os inúmeros pensamentos escritos à toa, nas partes exteriores das caixas, alguns dos quais eram mais ou menos assim:
- Quando das quebradas do silêncio os lobos uivam e descem à aldeia as mãos unem-se, com mais força, ateando a fogueira que as aquece.
Ou na minha rua havia crianças nuas olhando as outras crianças com relógios a brilharem ao sol.
Ou esta caixa encerra o lado oportuno da minha vida, a saber: vivias num bairro de lata agora sobram-te telhas.
Nessa noite senti uma dificuldade redobrada em dormir.
Afinal, naquelas pastas, não iria encontrar as diversas compilações de poemas que escrevi e rasguei ao longo da minha vida: “Meu amor despido de preconceitos” “Renovação” “Na berlinda dos Tesos” “Lutas a carvão” “Azimute” “Revolução não pára” “Ego” e tantos mais que não lhe recordo os nomes. Apenas iria encontrar, naquelas duas pastas, alguns marcos e marcas e, certamente, alguns poemas de amor e dor.
Parte II
No Inverno a minha casa torna-se fria e, sempre que posso, acendo a salamandra à procura de bafos de calor - ambiente, que me aqueça o corpo e retempere o espírito.
É interessante: no verão desejamos o fresco do Inverno e no Inverno o calor do Verão, porém, quando vejo o nosso cão enroscado saboreando o prazer do calor versus frio, começo a entender esta aparente contradição, pois o prazer está nestas pequenas coisas e na natureza está tudo certo.
Aproveitei a manta e despejei as pastas no chão e o cão deu-me duas lambidelas.
Fez-se barafunda...num amontoado de papéis. Afinal o meu tesouro continha alguns pedaços de fitas com cálculos de vencimentos; velhos papéis de marcações de consultas (recordações de quando trabalhava nos postos das Caixas de Previdência); folhas de papel cavalinho e outros, todas manuscritas, que utilizei para aproveitar o papel e a inspiração do momento
Peguei num pedaço de papel e comecei a ler, tentando decifrar o que tinha escrito ou o motivo para recordar.
Reparei que afinal há mágoas que se julgam apagadas, mágoas mal resgatadas e sofridas, que regressam de novo mas de uma forma ténue e discreta.
Por fim tudo passa e, a amargura de então, torna-se numa ligeira brisa sem pinheiros.
Finalmente, oxigenei alguns escritos e fiz com o resto um tição para atear mais a fogueira.
Subo de novo o escadote, volto a encerrar a minha poesia e reparo em mais um escrito
 Às vezes penso
O conflito que me arrasta
É um tempo
Marcadamente ingrato
E difícil de curar.
1971
Poemas de amor e dor conteúdo da página

amrosaorvalho.gif

MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

Todos os poemas deste blog, assinados com pseudónimo de ROMASI ou Rogério Martins Simões, estão devidamente protegidos pelos direitos de autor e registados na Inspecção-Geral das Actividades Culturais IGAC - Palácio Foz- Praça dos Restauradores em Lisboa. (Processo 2079/2009). Se apreciou algum destes poemas e deseje colocar em blog para fins não comerciais deverá colocar o poema completo, indicando a fonte. Obrigado

Copyright © 2017. Todos os direitos reservados. All rights reserved © DIREITOS DE AUTOR