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POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda




Rogério Martins Simões

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25.09.05

 

Improviso da alma e do poeta
(Rogério Martins Simões)
 
Dia a dia o desamor
Quebra o sentido da vida
Sofre-se em segredo
E na incerteza...
Reina a ganância,
A injustiça
O sofrimento, a pobreza,
E o medo!
 
É fácil dizer:
Temos de ser solidários!
Ser… não é fácil?
A vida é tortuosa,
Manhosa,
Vai tudo numa pressa.
E na pressa tudo olha
Nada se vê!
 
Olho! Nada vejo!
Olho! Nada sinto!
Olho! Olho! Olho!
Que vejo?
Vai tudo na pressa
À velocidade do salário
Vai tudo na pressa
À velocidade do ganho!
E o homem virou máquina,
Computador
Autómato.
 
Mas… o luar está igual
O céu não mudou!
Mudou a humanidade
Que perdeu a individualidade.
Passámos a ser números,
Peças de inventário.
Desumanidade!
 
Dia a dia
Caem os valores morais
Perfilam as estatísticas
Dos ganhos:
Ganha a produção:
Ganha-se menos!
Trabalha-se mais:
Ganha-se menos!
Que importa?
Se um homem tem fome?
E se há revolta.
Que importa?
A quem importa?
Importa é o dinheiro
Ser rico,
Virar banqueiro.
 
Mas… a areia cintila no deserto!
E nem tudo o que brilha é oiro
- Não vedes o céu a irradiar?!
Não! A humanidade não luz:
A sociedade é egoísta,
Prolifera o desamor.
Importa é estar na "berra"
E neste egoísmo nada sobra.
Está quase a bater no fundo!
 
Estes tempos são difíceis
Só há tempo para o fútil,
Para a notícia brejeira,
Para a asneira
Para a coscuvilhice.
E nesta agitação…
A alma consome
E o corpo mata.
 
Mas o mar permanece azul!
O melro assobia
O vento vira furacão.
 
Passou o tempo…
(O tempo passa depressa)
E na pressa
Não há tempo para filhos.
Dos filhos para os avós.
Dos avós para os netos.
Dos meninos para a família!
 
Volta poesia!
Volta poeta...
Acredita...
Que estamos no Outono,
Mais logo… será Inverno,
Vem aí a Primavera
Tudo será verde… renascido,
E de volta ao lar,
Em redor da lareira
Quando o dia findar,
Os avós,
Os pais
E os netos
Recordarão histórias da vida,
Contadas sem segredos,
(Segredos bem guardados).
E desses segredos
Renascerão
Os gestos colectivos de amor
Repreendidos
E esconjurados
Os actos egoístas
De desamor.
 
E os meninos
De volta às escolas
(Sem números nas camisolas)
Pintadas a lápis de cor
Vão ter recreios doirados
Em mil e uma aventuras.
E se treparem às arvores,
Subirão à “Torre de Babel”
E todos se entenderão
Na mesma língua.
 
Porque a terra vai ser paraíso
E os frutos não serão proibidos...
 
Lisboa, 29-10-2004 22:27:03
(Registado no Ministério da Cultura
- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –
Processo n.º 2079/09)
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
TEUS OLHOS, MIRAGEM…
Rogério Martins Simões
 
Teus olhos são dois ímanes
Que me agarram a ti
Tua boca é a miragem
E a mais bela que já vi
 
Olho para ti em vertigem
Cubro-me com o teu ardor
Vivo na ânsia de te ter
Junto de mim, meu amor
 
Será para ti, minha alma bela,
Meu coração revestido a oiro
Eu te ofereço a minha vida
Em troca de ti, tesoiro
 
Minha miragem serena
Criada em tempos de primavera
Escuta em palavra amena
A minha eterna quimera
 
Teus olhos são a imagem
Que me agarram a ti
Tua boca é a miragem
E a mais bela que perdi…
 
1968

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

24.09.05

(Fotografia gentilmente cedida por Padre Pedro – Pampilhosa da Serra)

 MALHADA
Recordações da Malhada
(Rogério Martins Simões)
 
Percorro a levada,
no sentido inverso da água,
a caminho da mó.
Meu passo é curto. Ondulado! Preciso!
E tem a mestria de um equilibrista circo.
 
- Rogério!
- Oh Rogério!
Grita minha avó!
 
Saltito, voo... ao sabor da lufada
A água é fria, pura e cristalina
Arrisco!
Quem resiste ao encanto da levada?!.
 
- Rogério
- R o g é r i o!!!!
Chama de novo minha avó.
 
Corro, ao encontro da merenda
Levantando muito pó
Evitando a contenda
Com os pés molhados e não só
 
Valha-me a destreza e a energia,
Ágil e breve recordação
Canto a água desse dia.
Que conservo no coração.
 
Um beijo minha avó!
 
2003
(Memórias da Malhada, Colmeal, Gois)
(À minha avó materna,
Júlia Ascensão Martins,
Júlia do Porto) 
Poemas de amor e dor conteúdo da página

24.09.05

(Fotografia gentilmente cedida por Padre Pedro – Pampilhosa da Serra)

 

 

Eu vi meu pai chorar

I.

Meu pai legou-me a cadeira que há 57 anos comprou e onde sempre se sentou. Quando a retirou do escritório e me a foi dar:

eu vi o meu PAI chorar!

 Era uma vez um menino órfão que bem cedo abandonou a sua aldeia - A Póvoa - Pampilhosa da Serra.

Deixou para trás a bola de trapos, os companheiros de escola, da brincadeira e do trabalho, as pessoas a quem lia e escrevia as cartas e o trabalho duro da aldeia.

Era muito cedo a manhã. A sua mãe, doente, rezou consigo as últimas orações e entregou ao menino, um saco de pano com as poucas "roupitas coçadas" e um naco de broa para disfarçar a fome na viagem.

Trazia consigo a vontade de vencer e na bagagem a mocidade perdida.

Tinha uma memória espantosa que conservou toda a vida.

Carregava no pensamento a aventura. Era responsável e "magicava" por uma vida melhor: secreta ilusão de quem foi incapaz de renegar a educação.

Percorreu a pé grande distância que o separava da camioneta e soletrava, palavra por palavra, os últimos conselhos de sua mãe.

Finalmente o comboio a carvão que apanhou na Lousã e no dia seguinte chegou à cidade que a partir daí chamou de sua.

Lisboa, nesse tempo, fervilhava de trabalhadores migrantes na sua própria Nação.

A Europa estava em guerra mas o menino, disso pouco sabia. Recordava-se de um velho parente escutar a telefonia, às escondidas, e de ouvir falar nisso em surdina. Depois não havia jornais: tinha mato para apanhar e o estrume com que se fertilizavam as leiras para carregar.

Tão pequeno e já "alombava" os cabazes da mercearia:

 - Que importa se já estava habituado! Afinal os passeios eram melhores que o caminho das cabras.

Mas sonhava! Todos os meninos sonham!

Às vezes, ainda há pouco se tinha deitado e já estava levantado para voltar a carregar as mercearias. E, enquanto subia as escadas mais íngremes, rezava à espera de um milagre que trouxesse de volta a escola para um dia ser "doutor".

Mas sonhava! Sonhava, digo eu: pois o sonho é a compensação de quem sofreu.

O menino queria estudar! Ser alguém! Mas a tragédia tornou a voltar e numa Terça-feira soube da morte de sua mãe lá na Aldeia!

Nas vésperas, houve uma grande azáfama na Póvoa!

A sua mãe, de nome Maria, fez questão em anunciar, nessa sexta-feira, que no dia seguinte partiria numa viagem para o Céu.

E disse à irmã do menino:

- Laura limpa muito bem a casa e logo, quando acabares, vai chamar o Povo.

Mas a menina chorava enquanto limpava a casa com a vassoura de carqueja.

Por fim, lá foi de casa em casa e transmitiu a mensagem da "Ti Mariquitas" e o Povo da Aldeia foi em peso sentir o peso das palavras de despedida da minha avó.

Chamou de novo a irmã do menino, e disse:

- Laura vai chamar o "Ti Manuel Barrocas" para me tirar as medidas para fazer o meu caixão.

A irmã do menino chorava, não queria ir mas foi!

O dia chegava ao fim e com ele o Sábado (12 de Março de 1938), fim anunciado da mãe do menino.

Dizem que a sua mãe se despediu de todos - pediu perdão de todas as suas ofensas, se ofensa tivera para com alguém.

Dizem que nessa tarde de Sábado elevou as mãos aos Céus e clamando por Deus a sua alma se elevou para junto dos seus...

Faço aqui um parágrafo: Toda esta história não é uma "estória" ou uma fábula.

Recordo-me do menino, já pai, meu pai, contar que a sua mãe, a minha avó, ainda disse:

- O meu filho escreveu-me hoje uma carta! Mas eu já não a vou ouvir porque amanhã, Sábado, vou morrer e a carta só vai chegar na segunda-feira.

Minha avó faleceu a um Sábado, no dia 12 de Março de 1938, e foi sepultada ao Domingo, na Pampilhosa da Serra, como ela sempre pediu ao seu DEUS.

Meu pai só recebeu a notícia por carta, na mercearia da Rua do Grilo, na Terça-feira dia 15 de Março de 1938.

Tudo isto foi-me contado em menino por meu pai e confirmado por parentes que presenciaram os factos e a sua vida.

 

Rogério Simões

Lisboa, 25 de Agosto de 2004

 

PAI


No céu vejo uma estrela.

No etéreo, Deus nos receberá:

Meu pai é a luz mais bela

Que no firmamento brilhará.

 

Vou pedir a Deus por escrito,

Que nos junte aos dois no céu

E me chame ao primeiro grito

Com a força que Ele nos deu.

 

23-03-2004

Rogério Simões

25-08-2004 19:31:39

Poemas de amor e dor conteúdo da página

17.09.05

 

 

 

 

 

 

CORRE A ÁGUA CRISTALINA
Rogério Martins Simões
 
Corre a água cristalina.
Mata a sede é fresca e pura.
Vai à fonte a menina
Com espreitada formosura.
 
Traz colo de rosa.
Duas roseiras atrevidas…
-Menina que corres à fonte
De onde vêm os teus risos?
-Vêm do cimo do monte!
Da brancura dos granizos!
Vai a água à fonte
Vai a fonte às rosas…
Cobiçadas por sorrisos…
 
E traz um sorriso atrevido.
Um cântaro de mão na ternura.
Vem a sede à menina,
Mata a sede, fresca e pura,
Corre a água cristalina
Que se espraia na secura…
 
Alagada por sorrisos…
Com que corres à fonte
De onde vêm os teus risos
-Vêm do cimo do monte!
 
Tanta sede molha os seios…
Tanta sede desatina…
Vem a fonte por seus meios
Corre a água cristalina
Enche o cântaro é fresca e pura
Vai a sede à menina…
Não tem sede a formosura…
 
12/08/2005
 
(Registado no Ministério da Cultura
- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.P. –
Processo n.º 2079/09)
 
 

 

 

 

ROMASI DA POESIA

A 1ª fase da minha poesia vem dos meus tempos de luta estudantil.

Se falo tantas vezes na tinta, nos poemas, foi a recordação da tinta e da água com que dispersavam os manifestantes.

Escrevi alguns poemas molhado. Escapava por entre na multidão e vi muitos companheiros a apanhar “porrada”. Nunca fui apanhado! (ou não viesse a ser campeão nacional de atletismo pela equipa do Sporting Clube de Portugal)

Depois, conheci relatos (verdadeiros), da outra tinta vermelha de sangue, com que os presos políticos escreviam, no Aljube, a palavra LIBERDADE.

Esta fase marcou e definiu meus passos.

Como era e sou católico participei em todas as manifestações da JOC (Juventude Operária Católica).

Recordo-me de ouvir e cantar, às escondidas, as canções do Luís Cília na JOC (edifício da Sé).

A 2ª fase vai do 25 de Abril de 1974 até a ter escrito, em 1984, o poema intitulado “ A minha poesia de homem solto”. Este poema foi para mim uma ode poética ao trabalho e com ele encerrei esta fase.

Estou na 3ª e última fase, a fase mais madura, mais poética, e infelizmente com algum sofrimento à mistura

Os males que se reflectem no corpo e não atingem a alma são pequenos comparados com outros males que perpassam junto de nós e nos agridem no dia-a-dia.

Pois é… ser poeta é sofrer.

Onde estão os sonhos de Abril? Onde pára a alegria deste povo que sofre na carne a miséria e a injustiça.

Onde param as promessas dos sucessivos governos e políticos que não cumprem. Não queria beliscar – trazer para aqui palavras duras, que me secam a boca que me trazem amargura e revolta. Eu sei que sou sonhador! Que quero um Mundo melhor: sem fome, sem guerras mas sobretudo sem miséria.

Onde estão os empregos para o exército de desempregados. E os empregados não estão mal pagos, explorados e cheios de miséria encoberta?

Eu sei que sou poeta! Mas, não será verdade, são sempre os trabalhadores que pagam a crise: e o povo aguenta!

São sempre os trabalhadores que pagam os impostos: e o povo aguenta!

Finalizo este meu desabafo, escrito ao sabor da pena e da mágoa, com um pensamento que escrevi no meu livro de poesia rasgada a que chamei renovação:

“Vivias num bairro de lata e agora sobram-te telhas”

Rogério Simões

24/12/2004

Poemas de amor e dor conteúdo da página

17.09.05

(National Geographic Photos)

 

João Paulo II

 (Rogério Simões)

 

Falavas de mansinho

Tolhido de dores

(O corpo já pesa)

Dizias baixinho

Cercado de flores

- Reza!

 

As mãos tremem

A figura impressiona

Mas o espírito está Firme

E segura o corpo

Quem me dera essa força

Reza por nós,

Reza!

 

02-02-2005

Poemas de amor e dor conteúdo da página

17.09.05

(Padre Pedro - Pampilhosa da Serra)

PAMPILHOSA DA SERRA

Agradecimento

 

O Pároco Pampilhosa da Serra, fez chegar às minhas mãos um CD contendo milhares de fotografias deste Concelho tão esquecido dos políticos.

Sem nada pedir em troca (apenas a sua divulgação), o que já não vem sendo hábito dos homens, encontrei na pessoa de um Sacerdote (Católico) um imenso amor pela Beira Serra (Beira Baixa) e um desprendimento ao bem material que poderia obter com tão belas fotografias.

O Padre Pedro, depois de rezar e tratar das almas dos seus paroquianos, usa a sua máquina fotográfica com arte, mestria e paciência, para passar à posteridade imagens que, de todo, já se pensava que não se conseguissem obter.

O Padre Pedro fotografa: as gentes que restam nas aldeias (em especial os idosos): os cantos e recantos que preenchem o nosso imaginário: as aldeias perdidas na serra: as tradições e lugares secretos deste paraíso encantado, que permanece sereno e sem mácula, apenas manchado, aqui e além, pelos sinais dos incêndios que desbastam a sua riqueza regional  os pinheiros.

Neste Concelho impera:

O silêncio, a paisagem, o rio e a barragem.

O gavião, a águia, o melro, o gaio e o cuco.

As gentes trabalhadoras que já no fim da vida regressam à aldeia.

As festas de Agosto e Setembro, as filhozes, o pão-de-ló e as tigeladas.

A matança do porco, o presunto, os maranhos, o sarrabulho a chanfana e tantas iguarias, como o cabrito o mel e a broa de milho.

Às vezes até é bom que se esqueçam, dizemos nós os que lá não vivemos o ano inteiro, pois a paisagem continua virgem, sublime: mas rude e agreste para quem lá vive o ano inteiro, como o são os gelos que de lá se avistam na Serra da Estrela e que no Invernos cobrem a região.

Voltando ao CD o Padre Pedro dividiu este verdadeiro álbum fotográfico em diversas pastas que passo a transcrever, (para fazer crescer água na boca a que conhece o Concelho):

Até à Portela do Fojo

Neve

Rio Zêzere

Rio Zêzere (nevoeiro)

Aradas

Machio

Pessegueiro

Pampilhosa da Serra até aos Padrões

Alto do Concelho

Ilha dos Padrões I

Ilha dos Padrões II

Santa Luzia (anoitecer)

Entardecer

Santa Luzia

Pampilhosa da Serra entardecer I

Pampilhosa da Serra entardecer II

Fogo

Noite

Póvoa

Procissão do Enterro do Senhor.

- Os meus agradecimentos Sr. Padre Pedro e uma sugestão: comercialize o seu CD para as obras de caridade da sua Paróquia.

Cá por mim continuarei a utilizar preferencialmente estas imagens neste blog e em especial no blog, que criei para meu pai, http://povoa.blogs.sapo.pt., local esse preferencial para a divulgação destas fotos.

Bem-haja.

Deste seu amigo e descendente dos Simões da Pampilhosa.

Rogério Simões

Poemas de amor e dor conteúdo da página

17.09.05

 

CANÇÃO DOS ABANDONADOS
(Romasi)

 

Vamos por aí

Atrás do nada nos vamos...

Não!

Vamos por aqui

Atrás de nada sigamos.

Vamos por aí

Em busca de pão

Vamos por aqui

Olhando o chão

Não!

Não vamos por aí!

Vamos por aqui

Ou então ficamos...

 

1973

Poemas de amor e dor conteúdo da página

09.09.05

 

 

 

 

JUIZ DINHEIRO
Romasi
 Rogério Martins Simões
No jogo que começou
a luta é de morte…
O dinheiro ataca!
O dinheiro defende!
Ao redor, gente, multidão,
Lançam fichas no jogo…
Uns o atacam.
Outros o defendem.
E tudo o acusa…
Ficha eterna
Não há dinheiro!
Banca rota!
Sobe o réu ao cadafalso
Porque não tem dinheiro
E está inocente.
 
11/1968
 
Passou o tempo da injustiça
Os pobres inocentes
não serão condenados.
Viva a revolução
Os políticos
e os magistrados.
 
- Será que sem dinheiro
Se fará justiça?
2005-09-09
Rogério Simões

 

 

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    MEIO HOMEM INTEIRO
    Rogério Simões
     
    Meia selha de lágrimas.
    Meio copo de água
    Meia tigela de sal
    Meio homem de mágoa.
    Meio coração destroçado
    Meia dor a sofrer.
    Meio ser enganado
    Num homem inteiro a morrer.
    11/4/1975

    Todos os poemas deste blog, assinados com pseudónimo de ROMASI ou Rogério Martins Simões, estão devidamente protegidos pelos direitos de autor e registados na Inspecção-Geral das Actividades Culturais IGAC - Palácio Foz- Praça dos Restauradores em Lisboa. (Processo 2079/2009). Se apreciou algum destes poemas e deseje colocar em blog para fins não comerciais deverá colocar o poema completo, indicando a fonte. Obrigado

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