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POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda

POEMAS DE AMOR E DOR

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SOS florestas

 

 

 

 

SOS FLORESTAS
(Rogério Martins Simões)
 
A terra as pariu e eram verdes.
Verdes são os campos
Sem o fogo.
O fogo queima
Queima e purifica.
As terras eram verdes
O fogo, a fogo, não glorifica.
 
A terra está em arder
Ardem os campos
Queimam as árvores
Cortam a mata
Que sobra?
O homem tudo mata!
 
A terra as pariu e eram verdes
Verdes eram os campos
Cortaram a floresta
Enfeitiçaram a terra
E eu fui serpente
Rastejei,
Meu sangue é frio
Mas tenho sede
Engulo a poluição
Sufoco
A terra fede! 
 
13/02/2005
 
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Banho

 

Banho
(Romasi)
 
Esta é a noite
Do casamento
Entre a violência e a inocência
Entre a granada e o camarada
Porque o sangue que corre
É uno
Com o ferro
Dos estilhaços da metralha.
 
7/10/1974
 (memórias do poeta - Vietname)
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Quisera andar de carrossel

 

 

 

 

QUISERA ANDAR DE CARROSSEL

Rogério Martins Simões

 

Quisera andar de carrossel

Com um sorriso de criança que ri

Rosto rebuçado, melaços de mel

Laivos da festa que resta em ti…

 

Num dedo prendo o balão,

Com outro seguro o corcel

Soco a bola com a mão

As mãos, o rosto e a testa

Besunto-me todo com mel.

 

Solta-se dos dedos o balão

Que voa a caminho do céu

-Mãe! Vai-me apanhar

Um sorriso igual ao seu…

 

-Meu filho a mãe não sabe!

Ler, nunca aprendeu:

A mãe vai procurar

O balão que se perdeu…

 

-Mãe que sabe escutar,

Meus choros em seu coração

Abençoada o seja minha mãe

Por tudo o que foi e me deu!

 

Rodopiam as lembranças da festa

Pára o movimento ondulante

Sujo-me de novo a cada instante…

Sem rebuçados com sabor a mel

Mas… Brinquei tanto no carrossel….

 

2005-10-20

 

 

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amrosaorvalho.gif

MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

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