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POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda




Rogério Martins Simões

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28.06.06

 

 

 

 

Olhem Para Mim
Rogério Martins Simões
 
Olhem para mim,
Que o tempo tem razão
(hoje não!)
Há momentos
Em que o tempo pára
Como esta noite
Em que as estrelas do céu
Me falam de poesia.
 
E meus versos viram veleiro
Nada os impedem de viajar
Levam no mastro dianteiro
Este Tejo Marinheiro
Este Tejo feito mar
 
E o mar Oceano vira poema
Leva consigo o meu versejar
Este Tejo Mar de Prata
Carregado de Luar.
 
Amo a poesia,
Preciso dela para respirar
Tenho no peito Lisboa
Levo comigo Pessoa
E a saudade para voltar.
 
E já fui na caravela
Viajei por outras Nações
Agora que regressei
Avisto da minha janela
Estas terras de Camões.
 
Olhem para mim
E vejam como sou feliz!
 
14-11-2004 23:36:31

 

 

 


 

 

(Óleo sobre tela

Elisabete Maria Sombreireiro Palma)

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

22.06.06

 (Óleo sobre tela BETE - Elisabete Sombreireiro Palma) 

 
 
 
Amo-te Lisboa virada ao Tejo
(Rogério Martins Simões)
 
Dizem que um dia alguém cantou…
Que por amores Lisboa se perdeu!
Por amores se perde quem lá voltou.
De amores se perde quem lá nasceu.
 
Dizem que um dia alguém contou.
Que uma moira cativa no Tejo desceu.
Por amores, Lisboa, a moura libertou,
De amores, por Lisboa, a moira morreu.
 
Juntaram-se os telhados enfeitiçados,
Apertadinhos os dois e entrelaçados,
Num fado castiço, numa rua de Alfama.
 
E o Tejo, que é velho, beija a Cidade:
Morre-se de amor em qualquer idade,
Perde-se por Lisboa, quem muito ama!
 
Lisboa, 20 de Junho de 2006
 
 
 
 
 
 
Olá, poeta.
Mil perdões, mas minha mania é responder poemas de amigos e tendo passado por Lisboa em Abril , sei o que é apaixonar-se pela cidade.
Ao ler teu poema, não resisti, espero que não te zangues.
Saudações.
Carvalho Branco
Desculpa poeta, como isto é dueto, dou a conhecer o teu lindo soneto.
Saudações
Rogério Simões
 
PAIXÃO POR LISBOA
(Carvalho Branco)
 
Se é verdade que um dia se cantou
amores que Lisboa concebeu,
é vero que a Lisboa quem amou,
da tal Lisboa jamais se esqueceu..
 
Se uma moira encantada padeceu,
por Lisboa, cidade a qual amou,
por quem sofreu horrores e morreu,
encarnação da moira acho que sou!...
 
Velhos telhados, juntos, que a suste-los
tem baluartes - Pau Brasil - revê-los,
é a esperança de quem tanto a amou...
 
Sendo velho, o Tejo beija a cidade;
eu, beijo-te, Lisboa, em minha idade,
em mim, chama do amor não se apagou!...
Brasil, 21/06/2006
Poemas de amor e dor conteúdo da página

20.06.06

(foto NGeographic)

Wiriamu

Romasi

 

Ficaste pelo caminho…

Aldeia de tantos anos

Teus homens

Donos de bocados de mato

Perderam-se na picada

Fora de pé

Entre a terra

E as chamas do napalme

Ficaste pelo pescoço,

Nas covas que tu mesmo abriste

Cortaram-te as goelas

Liberdade

E tu aldeia de tantos anos

Não mais terás cobras

Mordendo os teus rebanhos…

 

10/1974

Poemas de amor e dor conteúdo da página

19.06.06


 

 

 

 

Menino de caracóis finos seda mel

Romasi

 

Menino!

De caracóis finos, seda mel,

Brincando na sarjeta

Com barquinhas de papel.

 

Menino feliz!?

No calor do lar

- Filho acorda

Tenho de ir trabalhar!

 

Menino!

Anjo de asa cortada

Adormecendo nu

Abandonado na escada.

 

Menino triste,

Que nunca sorri com fome

- Cala-te mulher

Que o menino dorme.

 

Menino!

Beijando o ar

Correndo e cantando

Ao desafio com as aves:

- Cuidado adulto!

Não espantes o pássaro...

 

Menino!

Obra de arte

Voando livre

Como a andorinha,

A caminho da liberdade.

 

Menino!

Com os olhos a luzir

Ao deus dará

- Sim meu filho

A fada boa virá.

 

Menino adulto

Crescendo

Vagueando abandonado

Pelas ruas da cidade.

 

ANÚNCIO

Pais aflitos procuram:

Criança!

Vestia qualquer coisa

Que não se lembram!

É alto?

Talvez baixo!?

Os pais na verdade

Não sabem como ele é

Mas estão aflitos….

 

Menino!

De caracóis finos seda mel.

Brincando na sarjeta

Com barquinhas de papel.

 

1975

 

(Dedicado à minha filha Ana Lúcia)

 

Este poema, especialmente dedicado à minha filha, é igualmente dirigido a todas as crianças do Mundo.

Todos os contos começam assim: Era uma vez. Mas este não é um conto! Em 1975 escrevi este poema em desespero quando “perdi” a minha filha, num centro comercial, em Espanha. E, nessas ocasiões, perde-se tudo… até a lucidez para recordar o que a menina tem vestido.

Esta história teve um fim feliz, encontrei “a menina de caracóis finos seda mel” brincando com outros meninos num lago ornamental do centro comercial. Mas...as histórias raramente acabam com um final feliz.

Defendamos as nossas crianças para que cresçam em paz e respeitemos a sua meninice e a sua inocência!

Poemas de amor e dor conteúdo da página

09.06.06

 (Leonardo da Vinci)

«"De Divina Proportione" 1498 Milano»

LUCA PACIOLI

Há uns anos…

 

Há uns anos, nos finais de 1988, aceitei um desafio – como não sabia nada informática – derrubei a minha resistência do não querer: comprei um computador, que me custou os “olhos da cara”, frequentei diversos cursos no Sindicato dos Economistas e consegui descobrir que afinal o ser humano tem uma infinita força para vencer as barreiras que ele próprio cria.

Às vezes não basta querer – tem de ser. A tenacidade é uma virtude dos lutadores e desistir não foi o meu horizonte.

A partir daí, nesse computador, que fui sucessivamente actualizando em hardware e software, comecei a fazer todos os meus relatórios, pois no meu trabalho não existiam computadores.

Aproveitei o ensejo: desafiei uns quantos colegas que também ganharam a aposta. Depois daquele repto aproveitei os ensinamentos: afinal aquele desafio teve em mim um despertar de consciência, um ensinamento - nunca se deve dar por vencido por mais se sejam os infortúnios ou as vicissitudes da vida.

É verdade que às vezes nos sentimos quase a desistir “Subir ao mais alto do lugar, para sempre abrir o teu olhar” mas aquele fio condutor de vida faz o tal “clik” e por vezes basta uma simples caneta ou teclado, um bocado de papel (seja lá de que forma), para se transformar uma “tragédia” num desabafo... Não há mal que o tempo não cure!

Por isso tantas vezes recorro à catarse da poética. E se às vezes pareço estar e não estou, dou por mim estou fatigado apesar de me ter conservado quedo e mudo.

Escrevo tudo isto para dizer que pensava saber informática, o suficiente, para dominar o meu computador. Mas o “bicho” de vez em quando prega partidas! Afinal vou ter de o formatar para começar de novo ou comprar um mais moderno.

Ontem fiquei triste! Afinal não tive o cuidado necessário para salvam uns quantos novos trabalhos e supostamente posso vir a perder todo um acervo que estava à espera do seu tempo.

E vem a talhe de foice falar no imprevisto, naquilo que se espera e com que se não conta e por mais antivírus que se tenha, ou se use, há sempre um momento que se quebra a guarda e os não convidados invadem as nossas casas. São os novos vampiros...pois os mais antigos foram numa canção do Zeca Afonso.

Prometo voltar, se a vida quiser, depois de me retemperar nas águas bravas do Meco.

Desculpem o improviso um abraço para todos. Sejam felizes.

28-05-2004

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

08.06.06

 

Terna e doce recordação

Rogério Simões

I

CAEM LÁGRIMAS

 

Rolam-me na face

Caem no chão

Secam com o vento

As lágrimas tristes

Do meu coração!

 

Continuo escrevendo,

Versando tua beleza,

Apenas interrompido

Por longos suspiros

Da grande tristeza

De meu coração!

 

E, se depois penso

Que jamais serás minha:

Rolam lágrimas

Pelo rosto molhado

Caem no chão!

Secam com o vento!

As lágrimas tristes

Do meu coração.

Abril de 1968

 

 

Recordo-me de ti

II

Recordo-me de ti

nas horas que não eram tempo

quando os nossos olhos

ainda mal se abriam.

Eras menina

E eu corria

ao encontro na Parede

e a parede era mesmo ali

a dois passos do coração.

Eras menina

E as horas não eram tempo

Nem o tempo me separou de ti!

 

 

Terna e doce recordação

III

Eu sei que nos momentos mais duros da vida,

nos pedaços em que ainda retinha o alento

eu me recordava de ti.

Não sei a razão

Mas a menina do meu coração

permanecia na minha vida.

Adivinhava os teus passos!

Sabia de cor os teus gostos.

Afinal estavas aqui...mas fugias sempre!

Faltava-me a coragem...

E não queria perder-te!

 

E nossos pensamentos distantes

Eram dois amantes.

 

Passavam os anos não passava o amor

E até o desencontro não perdia o calor.

Que estranha forma de viver

Têm nossas duas vidas:

Tão cheias de amor e desencontradas.

Deixei endurecer o coração!

Perdi a minha juventude!

Atravessei noites!

Levantei Manhãs!

Mas não perdi a virtude...

Sabes! É tarde!

 

IV

"Terna e doce recordação

Nunca deixaste de me pertencer

É meu, o teu coração

Por favor ajuda-me a viver"

 

V

"Feliz! Só por te ver

Viver? Eu não vivi!

E nesta ânsia de ter

Acabei por te perder

Perto, tão perto de ti"

 

1986

(Diálogos das almas e do poeta perdidos no tempo)

Rogério Simões

Poemas de amor e dor conteúdo da página

06.06.06

 

A ROSEIRA NÃO SERÁ ESQUECIDA

(Romasi)

 

A Rosa,

Rosa das escuras ruas de Alfama,

Era rosa

Filha de Roseira Brava

Que vendia sardinha de Barrica.

A Rosa

Não nasceu num berço de oiro

Nem nasceu menina rica.

Sua mãe a pariu

Quase morta

Numa manhã invernosa

A caminho da lota.

 

A Rosa

Filha de Roseira Brava

Que vendia sardinha de Barrica.

Não se quedou apregoando sardinha

Pelas ruas da Regueira

Ou vendendo seu corpo lesto

Pelos bares tristes da Ribeira.

 

A Rosa,

Rosa das escuras ruas de Alfama,

Filha de Roseira Brava

Que vendia sardinha de Barrica.

Parida quase morta

A caminho da lota,

Que não teve berço de oiro

Nem nasceu para ser rica

Lutou pela Liberdade!

Morreu vendendo a vida!

Agora dizem em Alfama…

Que a Rosa não será esquecida.

 

1969

(homenagem à mulher trabalhadora de Alfama)

Poemas de amor e dor conteúdo da página

02.06.06

 

MP3 poesia declamada
 
Para aqueles que apreciam poesia gravada deixo aqui links para poemas meu declamados pelo Luis Gaspar:
 
 
 
 
 
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    MEIO HOMEM INTEIRO
    Rogério Simões
     
    Meia selha de lágrimas.
    Meio copo de água
    Meia tigela de sal
    Meio homem de mágoa.
    Meio coração destroçado
    Meia dor a sofrer.
    Meio ser enganado
    Num homem inteiro a morrer.
    11/4/1975

    Todos os poemas deste blog, assinados com pseudónimo de ROMASI ou Rogério Martins Simões, estão devidamente protegidos pelos direitos de autor e registados na Inspecção-Geral das Actividades Culturais IGAC - Palácio Foz- Praça dos Restauradores em Lisboa. (Processo 2079/2009). Se apreciou algum destes poemas e deseje colocar em blog para fins não comerciais deverá colocar o poema completo, indicando a fonte. Obrigado

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