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POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda




Rogério Martins Simões

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31.07.06

 

 

 

NATUREZA...MORTA
(romasi)
 
Tudo é deserto...
Ninguém
Vivalma…
E tudo me rodeia.
Além, um cantar:
A presença de um ser belo
Mas, todavia, insignificante,
Entra por meu ouvido
E perde-se na natureza.
 
Oh! Como o vento assobia
E nos faz tremer de frio!
Lá em baixo, no rio,
Um peixe salta das águas:
Talvez pule de contente!?
Talvez fuja do peixe maior
Que tenta cumprir a lei do mais forte.
 
Mas de novo o silêncio
Na natureza tudo pára:
As aves deixam de cantar
O vento já não sopra
Tudo pára para escutar
O barulho de marcha
E de um tambor a rufar.
 
Lá no rio,
Um barco esguio
Indica uma presença!
O cantar dos passarinhos
É agora um lamento
Do constante sofrimento
De quantos se batem no chão!
Aí, onde outrora flores cresciam,
Passam soldados em massa
Que horror, que desgraça!
A beleza
Muda
 Violada
Agora tudo é tristeza
E o barulho que percorre a serra
É um som terrível
Agoiro
É a guerra!
 
11/7/1968

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

21.07.06

 

Em poemas que te fiz

(Rogério Martins Simões)

 

Em poemas que te fiz,

naqueles tempos de outrora

não via teu rosto…

somente sonhava…

Nesse tempo

em que eras sonho

o tempo esvoaçava

E eu fugia com ele….

 

Agora, encontrei-te

num novo poema!

e vi teu rosto!

Conheci-o!

E versei a tua imagem!

Imagina só como és bela!

Mais feliz quem belo ama.

 

E foi o poema que te encontrou

Quando tu juraste amor…

Não eras sonho ou imaginação!

E, num rasgo de poesia

Versei-te o coração.

7/01/1968

Poemas de amor e dor conteúdo da página

21.07.06

 

( Óleo sobre tela  ELISABETE MARIA SOMBREIREIRO PALMA)

 

 

VEM! PORQUE ESPERAS

Rogério Martins Simões

 

Ode porque esperas?

Se a espera muito pesa

Pesa a incerteza

Desilusões, quimeras…

Porque esperas?!

 

Regressaram os cercos

Cercados de utopia

Volta! Se não vens

Desgarra o pensamento

Algemas no olhar?

Viaja livre no momento

Eis de novo a divagar:

 

Relvei estas palavras

Flori na tapada

Meu nome é poema

Filho do verso

E no reverso

Quem diria?

Pervertes tudo!

Nada…

 

É só poesia…

 

Lisboa, 3 de Outubro de 2005

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

05.07.06

 

 

EU

 

Rogério Martins Simões

 

5/07/1949

 

Sou do signo do caranguejo,

tenho fases como a lua:

às vezes sou

como uma ave planando ao vento;

por vezes rujo forte como um leão.

Hoje não,

estou fatigado, cansado de pensar

e o meu pensamento arrasta-me,

para o edifício azul na montanha,

onde solto as minhas pesadas mãos

com que agarram o sol.

 

Sempre que me sinto assim,

fico parado no tempo

à espera da rotatividade da sorte,

da esperança, de tudo e do nada...

 

Nasci em Julho num dia de sol.

 

O tempo passa depressa,

assim não pensava quando era menino,

mas pensava,

e o meu pensamento arrastava-me

para o patamar do edifício azul.

 

- O meu filho está com a lua!

(Dizia minha mãe)

A lua tomava conta dos meus sonhos,

estava longe e o sol beijava-me.

- Por que razão

deixamos para trás o que está perto?

Por que razão desejamos o infinito

 e só nos realizamos tendo tudo?

Contudo desprezamos

e não damos conta do que está certo.

Hoje juntei o cinco ao sete.

Um de cada vez!

Tenho cinquenta e sete.

 

5/07/2006

 

 

EU
Efigênia Coutinho

Tu, só e triste no meio de tanto Sol de alegria,
entre tantos cantos e tantos perfumes de amor
que fazem festa em torno de ti todos os dias!
Essa voz interna, respondi eu, com outra voz.


Naquele formigueiro humano, que agita-se
entre todas as flores tu és sempre a mais bela,
entre todos os perfumes, o que tu espalhas
em volta, é sempre o mais suave e delicado.

Em volta de ti, as rosas abrem as suas corolas
cheias de volúpia; mas tu és a mais bela de todas
essas rosas, porque a verdura fresca da tua alma é
magia, um mundo de sonhos, esperanças e alegrias!

Quando estas rosas todas estiverem mortas, tu serás
ainda mais viva, e o rosado da tua alegria o mais pleno
e a mais fecunda das sementes deixadas em todos
os corações de felicidade e esperança no amanhã!

Balneário Camboiú
2004

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    MEIO HOMEM INTEIRO
    Rogério Simões
     
    Meia selha de lágrimas.
    Meio copo de água
    Meia tigela de sal
    Meio homem de mágoa.
    Meio coração destroçado
    Meia dor a sofrer.
    Meio ser enganado
    Num homem inteiro a morrer.
    11/4/1975

    Todos os poemas deste blog, assinados com pseudónimo de ROMASI ou Rogério Martins Simões, estão devidamente protegidos pelos direitos de autor e registados na Inspecção-Geral das Actividades Culturais IGAC - Palácio Foz- Praça dos Restauradores em Lisboa. (Processo 2079/2009). Se apreciou algum destes poemas e deseje colocar em blog para fins não comerciais deverá colocar o poema completo, indicando a fonte. Obrigado

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