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POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda




Rogério Martins Simões

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27.10.06

exercicios.jpgPOUCOS REFLEXOS ME RESTAM...

Rogério Simões
 
Poucos reflexos me restam...
Muitas artes me esperam
 e eu não vou
Que importa a poesia
que não se escreve!?
 
Soluço tantas vezes
os meus poemas...
Engulo as penas
E com algemas
Desesperadamente
Não apanho os versos...
 
Se ao menos
a outra mão me acompanhasse
Deixasse de tremer
Enquanto escrevo poesia
Certamente prometia
Não mais chorar.
 
E se neste acervo
Eu achasse... qualquer remédio
(Uma pílula milagrosa qualquer)
Que me pudesse rejuvenescer
Parasse este meu tango
A que chamam de Parkinson.
Voltaria a dançar fandango
Voltaria a dançar o charleston.
 
16-05-2005 18:46
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26.10.06

 

(PampilhosÓleo sobre tela Elisabete Sombreireiro Palma)

RESPIRO POESIA
Rogério Simões
 
Respiro a poesia
Como este puro ar
Que alimenta a alma
E regenera o corpo.
Vem oh inspiração!
Em ti me encorpo:
Sou galé a navegar!
Puro sal misturado no copo:
Musa do meu versejar
Leva a ode até ao topo.
 
Vou partir
Descobrir povos e marés
Fui marinheiro
Sou poeta,
Porto de abrigo,
Arca da aliança
Cantem sereias,
Portos e galés
Corre a poesia
Nas minhas veias.
 
30-09-2004 23:28:59
Aldeia do Meco
(Poema dedicado ao Poeta Daniel Cristal) 
Poemas de amor e dor conteúdo da página

25.10.06

 

(National Geographic Photos)

O MENINO, O CÃO E O OSSO
(Rogério Simões)
 
Aquela criança loira
Tinha um cão,
De cor de cinza,
Que a ternura lhe dera.
No rostito chorão,
Havia bocados limpos,
Desenhados
Pela língua do cão.
 
E eram beijos,
Mil vezes dados,
Sem favor,
Pelo lambão.
 
E o menino jogava
A bola de meia
Para longe.
O cão ia e regressava,
Mordiscando na peúga.
E ia atrás do cão!
E iam atrás do osso!
E ficavam atrás do pão...
 
Lisboa, 1969
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24.10.06

(foto Padre Pedro - Pampilhosa da Serra)

 

Agradeço a todos a vossa presença e a todos aqueles que deixaram comentários.

Foram e são os que me visitam a razão para continuar.

Gosto de sonhar;

porque o sonho convertido em poemas

dá luz ao pensamento.

Eram assim, os meus poemas, quando noite fora os libertava…

A lua é a minha companheira e conhece de cor esses poemas.

Hoje conservo aqueles que apoiastes desde 2004, e alguns, poucos, que amigos e familiares me reproduziram.

Por tudo isto, e porque é noite, sou um viajante noctívago.

Amanhã, acordarei fatigado

e na confusão dos corpos cansados,

dos transportes apinhados,

retomarei a rotina que a sorte e o destino me deram.

Tudo isto para vos dizer obrigado

Rogério Simões

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20.10.06

(Elisabete Sombreireiro Palma)

ODISSEIA
Rogério Simões
 
Se ao menos me dissessem
- podes esperar!
Se a soma dos meus pensamentos
fossem a resolução dos meus lamentos,
voltaria a ter um sorriso aceso de criança,
gaiato,
pendurado no beiral
da plenitude da minha odisseia.
Desfaço o nó imaginário,
na corda
que enrola as minhas mãos,
e deixo deslizar o pião
08-06-2006
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17.10.06

 

EUGÉNIO DE ANDRADE

Rogério Martins Simões

 
Lenço alvo... acena
Na cena da despedida
Lírio do campo
Minha alma açucena
Toda vestida de branco
Por ti
 
Pudesse eu juntar-te rosas...
Às tuas orquídeas e frésias...
É ainda Primavera!
Dou-te um cravo vermelho
Colhido na minha cidade.
 
É tarde!
Não vai chegar a tempo...
Não ouvirás falar de mim
Encarnado na resistência
Entre fragas e falésias...
Poeta menor, assim.
 
De génio e claridade
É a tua poesia
Minha alma açucena
Toda vestida de branco
Por ti
Eugénio de Andrade
14/06/2005
 
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13.10.06

TAIZÉ

Rogério Simões

 

Ontem olhei o céu

Estava diferente...

Vi uma nova estrela reluzente

Indicando o caminho do amor.

Brilhava tanto...

Era enorme

Cintilava do pulsar da oração.

De repente,

Tão de leve,

Que de leve nem se sente,

Escutei no meu coração:

Taizé

Irmão Roger Schutz


 

Sabes:

"No início de tudo está a confiança do coração"

18/08/2005

Poemas de amor e dor conteúdo da página

12.10.06

 

 

Este poema, brejeiro, foi escrito recentemente. O seu autor tem 85 anos de idade e merece ser divulgado.

Em dias de Carnaval nada melhor que uma bela risada como nos sugere o poeta – José Augusto Simões - meu pai e meu mestre de poesia.

Para meus pais ainda vivos todo o amor do mundo.

Rogério Martins Simões

 

 

HISTÓRIAS ANTIGAS….

 

Amanhã é Domingo

Vou ao moinho…

Se me queres ver

Vai ter ao caminho.

 

Filho duma mãe…

Não me compreende.

- O pai do menino

Na cama se estende!

 

Chegas ao caminho

A estrada é estreita

Entramos no mato

Está a cama feita!

 

A cama está feita

Não precisa de enxerga

Só é preciso teres

Tesa bem a verga …

 

A cama está feita

Logo se agacha

Pega-se na verga

Mete bem na racha!

 

Metida na racha

Até o mato dança

Bates à vontade

A racha não cansa

 

Depois da primeira

É a tua vez

Em vez de uma só

Dás duas ou três…

 

Está o trabalho feito

Olhas bem para o lado

Eu vou para o moinho

E tu pró Valado

 

Vais para o Valado

Passas no caminho

Se tiveres mais fome...

Vai ter ao moinho.

 

José Augusto Simões

12-10-2006

(Nasceu em 1922)

 

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04.10.06

TEM O NOME DE SARA

(José Augusto Simões)

 

Não conheço Cabo Verde

Deve ser terra formosa

Mandou para Portugal

Uma flor tão mimosa.

 

Tem o nome de Sara

Seria, outro qualquer

Tem o curso de Doutora

Esta jóia de mulher.

 

Quando ela sai à rua

Com seu fato de cetim

Até as pedras que pisa

Ficam cheias de alecrim.

 

Quando caminha na rua

Todo o seu andar tem graça

Até a árvore se verga

Pra ver a rosa que passa

 

A mãe que a deu à luz

Deve ter muita alegria

Por ter no mundo uma filha

Com tão grande simpatia!

 

O jovem que a escolheu

Teve uma boa opção

Deve tê-la bem guardada

Dentro do seu coração.

18/8/2006

 

(Agradecimento, pela ajuda que me tem dado em toda a minha doença. J.A.S. 84 anos, nasceu na Póvoa Pampilhosa da serra)

Este poema foi escrito recentemente pelo meu querido pai, meu mestre e enorme poeta popular que rasgou sempre o que escreveu. Devo tudo a meu pai – até este poemas escrito a meu pedido

Rogério Martins Simões

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03.10.06

Lagoa azul

Rogério Simões

 

Radia o sol

Com esplendor de luz

Na tua imagem…

Voa pomba…

Voa perdiz…

Voa pavão…

Se tiveres coragem…

Que se espraie o amor

Na lagoa azul

Do meu coração.

1974

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    MEIO HOMEM INTEIRO
    Rogério Simões
     
    Meia selha de lágrimas.
    Meio copo de água
    Meia tigela de sal
    Meio homem de mágoa.
    Meio coração destroçado
    Meia dor a sofrer.
    Meio ser enganado
    Num homem inteiro a morrer.
    11/4/1975

    Todos os poemas deste blog, assinados com pseudónimo de ROMASI ou Rogério Martins Simões, estão devidamente protegidos pelos direitos de autor e registados na Inspecção-Geral das Actividades Culturais IGAC - Palácio Foz- Praça dos Restauradores em Lisboa. (Processo 2079/2009). Se apreciou algum destes poemas e deseje colocar em blog para fins não comerciais deverá colocar o poema completo, indicando a fonte. Obrigado

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