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POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda




Rogério Martins Simões

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26.12.06

(Foto Elisabete Palma)

CANTO O IMPREVISTO

(Rogério Simões)

 

Canto o imprevisto

o que se espera e não espera

canto ,o que conto,

e não conto

tenho andado em viagem

sem tempo.

Acordo cansado,

deito-me cedo

e cedo ao meu corpo fatigado,

sem razão aparente,

neste aparente cansaço.

Não sei por onde ando!

 

Ando por aí

em busca de qualquer coisa

que nem sei onde está.

Olho a televisão

nada vejo que me encontre.

Olho as molduras

leio rostos que conheço,

amo e não os esqueço.

 

Ando em silêncio,

morro em silêncio!

Daria tudo

por uma boa gargalhada,

sonora, repetitiva

até chorar de rir.

Quem me dera sorrir

para não chorar.

04-03-2005

Rogério Simões

Poemas de amor e dor conteúdo da página

19.12.06

 

Sonhos…doces

Rogério Simões

 

Mãe, quando é Natal?

- Meu filho, hoje é dia de Natal!

Mãe! O Menino Jesus não veio, onde está a minha trotineta?

- Meu filho Ele deixou-te um presente, no sapatinho, dentro da chaminé!

Mãe! Mas… eu pedi uma trotineta igualzinha à dos outros meninos!

- Meu filho, as meias fazem-te falta e a mãe tem “sonhos doces” para ti!

Mãe para o ano o Menino vai pôr a trotineta no sapatinho, não vai?

Sim meu filho! Prova os sonhos!

 

Avô, quando é Natal?

- Netinho, hoje é dia de Natal e a bisavó fez-te sonhos!

Avô, o Pai Natal não veio, onde está o jogo que pedi?

- Netinho, ele deixou-te muitos presentes e até uma trotineta…

Mas, avô, não era aquele jogo que queria e para que serve a trotineta?

Avô vai trocar o jogo, não vais?

- Sim netinho! Saboreia agora os sonhos…

(Diálogos da alma e do poeta)

 

(Foto de um quadro meu de autor desconhecido)

MENSAGEM DE NATAL

Natal, tempo de preparação para uma festa muito especial – comemora-se precisamente nesse dia, o dia 25 de Dezembro, o nascimento de um Menino que permaneceu menino através dos tempos.

É por isso que o Natal é das crianças e a festa é toda delas.

Natal é um tempo de paz e de harmonia em que os adultos se recordam que já foram meninos, mas, também, querem entrar na festa esforçando-se por realizar os sonhos dos meninos.

Ou porque O tal Menino tudo fizesse para haver paz entre os homens, todos nós, crentes ou não crentes, aproveitamos este tempo para expressarmos, uns aos outros, o nosso amor pelo próximo e, quiçá, tentando apagar das memórias momentos menos felizes nas nossas relações interpessoais.

Que o verdadeiro espírito de NATAL prevaleça na nossa amizade, nas nossas diferenças, nas nossas casas, no nosso trabalho - com quem passamos a maior parte da nossa vida e, unidos, tudo faremos para construir um mundo melhor para todos.

(Um agradecimento muito especial para aqueles que me ajudaram a suplantar as barreiras que a vida me colocou na pista… Não preciso de citar os nomes, eles bem o sabem, obrigado.)

Vou concluir desejando a todos, sem excepção, um Natal de partilha e muito amor e que 2007 nos dê tudo o que de bom desejamos, ou devemos desejar.

Feliz Natal

 

Feliz ano novo
Rogério Martins Simões
 
 
 
 
Poemas de amor e dor conteúdo da página

16.12.06

(Óleo sobre tela - Elisabete Palma)

VESTÍGIOS…

Rogério Martins Simões

 

Por vezes faço as pazes comigo,

Sem-abrigo, viajante diurno,

Durmo ao leme, embarco e sigo,

Ponho a minha alma de turno…

 

Meus medos são cerejas fingidoras

Que se me enrolam nos dedos.

Meus medos são janelas voadoras

Que esconjuram os medos

 

Não quero esticar a corda

Sigo em frente sem enredos

Cem segredos a minha alma recorda.

Hoje sou um rio sem segredos.

Cego viajo, sem tempo acorda.

Acorda! É dia e a noite remonta!

 

É estranho viajar de dia!

Prefiro as noites cegas

Sem guia…

Que não têm regras.

Hoje, sou um farelo amadurecido!

Sou um tempo de milho

Bem-parecido

Mas só a noite me encontra!

 

23-10-2006

 

 

 

 

 

 

Tio Rogério

 (TIAGO SIMÕES)

Tens um olhar sublime como o mar
um gesto sereno como a brisa do vento
um abraçar como a luz do sol
as palavras como água de nascente.
Num gesto transformas muito
porque tens alguém junto a ti
que é como a areia molhada pelo mar
como o doce cheiro da terra no Outono
como um campo de flores quando a Primavera chega.

17/12/2006

(obrigado Tiago, meu sobrinho, pelo poema que deixaste em forma de comentário. A Bete e eu agradecemos as tuas lindas palavras.

Fico à espera de poemas teus e de fotos dos teus quadros.)

E para que conheçam um pouco da sua arte - eis este belo quadro, que adquri em 2000, em que o Tiago foi co-autor)

Rogério Simões

 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

12.12.06

(foto da autoria de Padre Pedro - Pampilhosa da Serra)

 

 

 

LOBO… QUE COMER NO QUE RESTA DA ALDEIA?
Rogério Martins Simões
 
Lobo não venha comer a minha ovelha…
Tenha cuidado que eu faço fogueira.
Cruzes canhoto que vem por aí a velha…
Lobo não coma a noz verde à nogueira…
 
Tem noite que a noite é vermelha.
Credo! Abrenúncio! Vem aí a feiticeira…
Ferradura na porta; corno na telha…
Lobo não coma o figo verde à figueira…
 
Lobo não volte para roubar o nosso pão.
Menino homem só tem medo do papão…
Lobo que comer no que resta da aldeia?
 
Loba… que vai ser de ti e da tua alcateia…
Dói-me a barriga de comer tantas amoras:
Cresceram as silvas, os matos e as horas…
04-07-2005

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

10.12.06


 

 

 

 

 

 

 

(Óleo sobre tela Elisabete S. Palma)

 

 

 

 

 

O MAR ESTÁ CALMO!
Rogério Martins Simões
 
O mar está calmo
Na onda até se rema
O céu está azul
No chão até se ama…
O peixe não pica
Picam as gaivotas
Que lembram gaviões
O mar está azul
A areia é de oiro
O oiro nem é riqueza
Qual é o maior tesoiro?
É a mãe natureza!
 
30-09-2004 19:28:45
Aldeia do Meco
 
Poemas de amor e dor conteúdo da página

07.12.06

 

(foto Padre Pedro Pampilhosa da Serra)

EMBOSQUEI-ME NA INDIFERENÇA

(Rogério M. Simões)

 

Embosquei-me na indiferença,
sem sentido,
e em cada dia que passa,
parte a sorte nos ponteiros do silêncio.
Estou um mestre de silêncios.
Esfrego o corpo por tudo o que senta,
assenta ou me deita.
Deito aos poucos o que resta de mim.
Penduro-me nos ponteiros do relógio,
giro e volto
aos marginais pessimismos.
Interrogo-me nas orações.
Interrogo e rogo
para que tudo seja melhor
mas a sorte não muda.
Mudam os silêncios redobrados,
desencantados: porquê?
Antes, quando era esperança,
não agonizavam as palavras
e os dias eram claros como o sol.
Para quê a poesia
se o poeta não casa as palavras da sorte
e se refugia nesta catarse do nada.
6/1/2006

Poemas de amor e dor conteúdo da página

04.12.06

 

(Todas estas fotografias foram cedidas pelo Sr. Padre Pedro da Pampilhosa da Serra)

 

O BARBEIRO

Maria.

Espero que ao receberes esta carta estejas bem que nós por cá vamos na graça de Deus.

Recebi a tua última carta onde me dizias palavras lindas, como só tu sabes dizer, e com ela vinha a senha para levantar o cabaz das mercearias que nos mandaste pela camioneta.

Já recebemos a encomenda, estava tudo bem, mas escusavas de te incomodar.

Aqui na terra tudo vai como no costume.

A cabra da Ti Rosário entrou na horta e foi dar cabo da vinha do tê pai.

Ouvimos dizer que o Ti Chico fugiu para França. Que raio é que deu ao homem que tinha aqui tanto mato para roçar.

O Zé do fundo do lugar, coitado, é que não teve a mesma sorte. A família dele está de luto! Morreu de uma bala ao atravessar a fronteira. Mas esse, coitado, não tinha aqui nada para comer. Agora que vai ser dos filhos dele. É assim! Temos de nos conformar…

Maria! Vieram-me contar, (aqui na terra há cá umas mexeriqueiras), que estás apaixonada e que até lhe escreveste, numa carta, umas sem vergonhas.

Vê lá que eu nem queria acreditar. A TI Aninhas, que é cá uma coscuvilheira, pediu ao primo que trabalha aí em Lisboa para descobrir se era verdade.

Sabes lá: o Ti Manel da estiva, que é um magano, roubou a carta ao teu namorado.

Maria - nem sabes a vergonha por que estamos a passar. Ainda se fosses um rapaz... mas logo uma menina tão bem educada que fez a comunhão e tudo

Aproveito para te mandar uma cópia da carta que o barbeiro copiou.

Vê lá se foste tu que a escreveste, pois quero desmentir o povo.

Desculpa a letra mas o Ti António barbeiro cortou-se na navalha.

Por hoje não tenho mais para te dizer. Espero a tua resposta na volta do correio.

Beijos da tua mãe

 

 

                      Estes desenhos da alma foram construídos a partir de um comentário que escrevi directamente a um texto, lindo de amor, que a amiga Maria do saudoso blog “Cumplicidades” escreveu.

 

 

Só por falta da sua autorização para transcrever o seu poema de amor escrito para a sua alma gémea, fez com que eu, narrador, não mostrasse o texto que o bom António “Barbeiro” copiou e que juntou à carta que foi remetida à Maria por sua mãe.
Ora vejam:
 
“Maria desculpa a letra e não ligues, tudo vai passar.
Ouvi dizer na Rádio Moscovo que a PIDE vai ser corrida pelos comunistas e que as mulheres irão votar.
Por favor queima a carta e manda-me um frasco de “Pitralon” que depois pago.
Este que se assina
António Barbeiro.
  
Mas a Maria já respondeu! E escreveu à sua mãe uma linda carta.
Afinal, porque estava na Cidade, não se preocupou com as “linguareiras”
 
Resposta da Maria na volta do correio
Mãe, Sim estou apaixonada. A carta que te chegou às mãos, minha querida mãe, fala de um amor imenso, puro e que me faz tão feliz. Por isso minha mãe te peço, fica feliz por a tua filha conhecer o amor, por a tua filha se viver em felicidade.
Sabes mãe, não conheço outra forma de viver que não através dele, e isso minha mãe, aprendi contigo. Por isso te peço, ignora o povo, e não sintas nunca vergonha. O amor não se vive dela. Nada do que consta nessa carta são sem vergonhas, minha mãe.
Lê, repara em cada palavra, em cada sentir que elas revelam, não é isso que é a vida minha mãe?
Não é assim que deveríamos todos viver, no amor? Acredito que se todos se vivessem nele, saberiam compreender, e com toda a certeza o mundo seria muito mais humano, estariam todos muito mais disponíveis para os outros. Não concordas? Não desmintas, mãe. Confirma que foi a tua filha que a escreveu. E não ligues à voz do povo, o importante não é que saibas que a tua filha, está bem? Da filha que te ama...
(Resposta escrita por Maria Branco, Blog Cumplicidades, a quem agradeço)
 
-Maria esqueceste o “Petralon” para a barba e que o Ti António Barbeiro pediu.
Mas o bom António quando a carta chegou já não a leu.
O narrador volta a chamar pelo poeta
 

P.S:

Aos Homens grandes

O António que escreveu as cartas à Maria era um homem notável: barbeiro de profissão; médico-enfermeiro nas horas vagas.

António foi buscar o saber aos velhos livros de medicina, e, porque era letrado - poucos na sua Aldeia aprenderam a escrever - lia e escrevia as cartas do povo que não sabia ler nem escrever.

Mas o António “Barbeiro” gostava de ouvir!

 (Os barbeiros escutam sempre e nem sussurram as confidências!),

E mal tarde tardasse a noite, pé ante pé como se fosse um salteador, acendia o velho aparelho e de novo sintonizava a Rádio Moscovo.

António era um homem prevenido.

À noite colocava por cima do rádio um copo de água e se, no silêncio das quatro paredes, a telefonia emitisse uns silvos esquisitos, baixava o som até quase não se ouvir.

- Não viesse por ali algum “bufo” para o denunciar e agente da polícia política para o levar.

Mas o “Barbeiro” que sabia tanto procurava descobrir na onda curta, da telefonia, o que as emissoras oficiais não lhes contavam.

Foi assim que ouviu dizer, aos comunistas, que iriam libertar o povo e que as mulheres iriam votar

Talvez por isso, o António, barbeiro de profissão, enfermeiro e escritor nas horas vagas, escrevia abusivamente nas entrelinhas, algumas linhas, com recados pessoais para quem eram dirigidas as cartas.

Certa noite de intensa tempestade o António Barbeiro desapareceu e ninguém mais o viu vivo!

Dizem na Aldeia que conhecia os caminhos como ninguém!

(Desenhos da alma e do pensamento do poeta ao sabor da pena)

À Maria Branco o meu agradecimento por completar este diálogo.

Rogério Simões.

(Homenagem póstuma ao Ti João Barbeiro da Póvoa, amigo de meu pai e que ainda conheci)

Poemas de amor e dor conteúdo da página

03.12.06



 

 

Recebi em 2006 um honroso convite, do Luís Gaspar - do Estúdio Raposa, para ceder dois poemas para serem lidos, num dos seus programas, no audioblog.

 

Esse trabalho está on-line aqui Estúdio Raposo

 

Deixo-vos com um belo momento de bem recitar poesia.

Gratidão é a palavra que aprendi a pronunciar em momentos como este.

 

Para que possam acompanhar declamação do Luís Gaspar deixo aqui esses dois poemas que muito gosto. Aproveito para expressar a minha admiração à jovem poetisa que o Luís Gaspar nos dá a conhecer.

Saudades. Rogério

 

 

VOLTEI!

 

(Rogério Martins Simões)

 

Venho dos limites do tempo

De uma galáxia qualquer

Já fui mar, já fui vento

Agora sou pensamento

Aparado em dado momento

No ventre de uma Mulher!

 

Meu corpo é magistral!

Brutal! Perfeito! Soberbo!

De início não era verbo

Agora sou o verbo ser

 

Tenho comigo segredos

Segredos do universo

Transporto no corpo recados

Escrevo em forma de verso.

Venho dos limites do tempo

Não sei o que fui e sou:

Deserto? Nascente?

Já fui Norte, já fui Sul

Pó astral, mar azul!

Luar, estrela cadente.

 

Eu me vou!

Partirei num cometa qualquer

E serei novamente pôr-do-sol.

Cor-de-rosa, aloendro, malmequer!

 

Voltei...Já cá estou…

Agora sou pensamento

Nascido em dado momento

Do ventre de uma Mulher!

 

23-09-2004 18:39

Aldeia do Meco

 

 

QUISERA ANDAR DE CARROSSEL

Rogério Martins Simões

 

Quisera andar de carrossel

Com um sorriso de criança que ri

Rosto rebuçado, melaços de mel

Laivos da festa que resta em ti…

 

Num dedo prendo o balão,

Com outro seguro o corcel

Soco a bola com a mão

As mãos, o rosto e a testa

Besunto-me todo com mel.

 

Solta-se dos dedos o balão

Que voa a caminho do céu

-Mãe! Vai-me apanhar

Um sorriso igual ao seu…

 

-Meu filho a mãe não sabe!

Ler, nunca aprendeu:

A mãe vai procurar

O balão que se perdeu…

 

-Mãe que sabe escutar,

Meus choros em seu coração

Abençoada o seja minha mãe

Por tudo o que foi e me deu!

 

Rodopiam as lembranças da festa

Pára o movimento ondulante

Sujo-me de novo a cada instante…

Sem rebuçados com sabor a mel

Mas… Brinquei tanto no carrossel….

 

2005-10-20

 

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    MEIO HOMEM INTEIRO
    Rogério Simões
     
    Meia selha de lágrimas.
    Meio copo de água
    Meia tigela de sal
    Meio homem de mágoa.
    Meio coração destroçado
    Meia dor a sofrer.
    Meio ser enganado
    Num homem inteiro a morrer.
    11/4/1975

    Todos os poemas deste blog, assinados com pseudónimo de ROMASI ou Rogério Martins Simões, estão devidamente protegidos pelos direitos de autor e registados na Inspecção-Geral das Actividades Culturais IGAC - Palácio Foz- Praça dos Restauradores em Lisboa. (Processo 2079/2009). Se apreciou algum destes poemas e deseje colocar em blog para fins não comerciais deverá colocar o poema completo, indicando a fonte. Obrigado

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