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POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda




Rogério Martins Simões

Cria o teu cartão de visita Poemas de amor e dor conteúdo da página

30.05.07



Dúvida

Rogério Martins Simões

 

Vejo-te ir,

Não vou conseguir chegar,

Se partir…

Vais regressar,

Mas tu já saíste,

E eu fiquei!

Deriva de mim a dúvida

E o conselho a seguir:

Rir de acordo,

Ou acordar a rir,

e ir

Ir por aí

Por onde o meu passo me leva

Atrás de tudo e de nada,

Porque no final tudo se queda...

 

Estou novamente perdido!

Vi-te partir!

Vais regressar!

Afinal prometeste voltar…

1985

Poemas de amor e dor conteúdo da página

27.05.07

 

(Óleo sobre cartão Elisabete Sombreireiro Palma)

 

 

PIOR QUE A DÚVIDA

Rogério Martins Simões

 

Pior que a dúvida

É o silêncio

quando o silêncio pesa

Pesam as palavras

Não há certezas

A única certeza é a morte

E na dúvida

Ressoam os pensamentos.

As inquietações

O azar ou a sorte

É como se não existissem

soluções

 

Jogamos todos os dias a roleta…

E, estranhamente,

Quando estamos na valeta

O tempo passa lentamente

- Tão devagar que o tempo medra…

É como que se conservasse uma pedra

no sapato

 

Lancei fora tantas vezes a pedra…

E no ricochete

Vaporizei pó

e de novo se fez pedra

  

Poemas de amor e dor conteúdo da página

24.05.07

 

(Óleo sobre tela Elisabete Sombreireiro Palma)

 

 

DIZER PARA QUÊ?

Rogério Martins Simões

 

Dizer para quê?

Falar para quê?

Sentir para quê?

Viver para quê?

Faço perguntas:

Sem falar!

Sem sentir!

Sem viver!

 

Solto o meu ouvido

E o meu olhar de lince

À procura de resposta:

Sem falar!

Sem sentir!

Ou viver!

E por mais que pergunte

Sem dizer

Não consigo ver…

Falar!

Sentir!

Ou viver!

 

1979

 

 

 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

17.05.07

 

(foto da autoria de Rogério Rimões)

 

 

Com a devida autorização destes dois grandes poetas, que muito estimo e admiro, deixo-vos com estes dois belos poemas.

Um momento sublime - um hino ao amor!

 

 

A TUA MELODIA

Efigênia Coutinho

 

Enfeitiçada pelo teu canto,

a sonhar e bailar nas vozes

dos pássaros, qual hino celeste,

seduzes-me a cada alvorecer.

 

Se o acaso permitir, este afeto

hei de consolidar, voando nas

asas dum Condor, viverei este

Amor que faz canção no peito!

 

Permanece onde estás, porque

cruzarei todos os céus e mares,

por este afago do teu clamor!

 

Sendo uma vereda infinita, viva

qual rosa-dos-ventos, elevada

ao tom maior do Amor sentido.

 

Balneário Camboriú

Abril 2007

(BRASIL)

 

 

http://www.avspe.eti.br/efigenia/indice.html

 

 

QUAL DIAPASÃO

Daniel Cristal

 

O encanto adentra o nosso canto

na voz do rouxinol ao pôr-do-sol;

a libelinha voa e também soa

nesse sinal bemol com que nos côa.


Vai no feliz sorriso da viagem

a paixão da palavra com sentido

na sua asa vibrante deslumbrante

qual vagem bi-fendida ressonante.


Não saio deste lugar, a melodia prende,

o timbre arrebata a melodia,

e a que não fende, afaga todo o dia...


É o espaço do amor, vivo sem fim

infindo o amor, infindo ao ouvido,

bandolim do olvido sustenido.

 

2007.Portugal

 

 

http://www.avspe.eti.br/daniel/indice.html





TANTA SEDE DESATINA…

Rogério Martins Simões

 

Corre a água cristalina

Mata a sede é fresca e pura

Vai à fonte a menina

Com espreitada formosura

 

Alagada por sorrisos…

Com que corres à fonte

De onde vêm os teus risos

-Vêm do cimo do monte!

 

Tanta sede molha os seios…

Tanta sede desatina…

Vem a fonte por seus meios

 

Corre a água cristalina

Enche o cântaro é fresca e pura

Não tem sede a formosura

 

 

 





Poemas de amor e dor conteúdo da página

16.05.07

(ARMANDO FIGUEIREDO)

 

 

 

Terei muito gosto e sentir-me-ei honrado pelo facto, se colocar 5 poemas em seu excelente Blog.

.

Um abraço,

Daniel Cristal

Poema de amor e dor, de Rogério Martins Simões, tem o orgulho e a felicidade de divulgar, com a devida autorização do seu autor, 5 poemas de um Poeta Maior de língua Portuguesa – ARMANDO FIGUEIREDO, que assina a sua poesia como DANIEL CRISTAL.

Ter poemas deste talentoso sonetista; deste enorme e esquecido poeta português neste meu humilde livro de poesia, é para mim um dos momentos mais importantes da história deste blog.

(NOTA)

Recebi uma nova mensagem, destes dois poetas amigos, concedendo-me autorização para editar dois novos e belos poemas. Por este motivo reedito este post para preparar o momento em que colocarei os dois magníficos poemas.

Finalmente, quero agradecer a estes dois poetas terem recebido e concedido valor à minha poesia. Desde 2004 que a página brasileira da ACADEMIA VIRTUAL SALA DOS POETAS E ESCRITORES, que pertence à poetisa Efigénia Coutinho, divulga a minha poesia. Saliento o facto de esta página ser das mais acedidas no Brasil e ter no seu seio grandes poetas portugueses e brasileiros a título gratuito

HONRA E GLÓRIA AOS GRANDES POETAS

Um beijo a Efigénia Coutinho e grande abraço ao poeta Daniel Cristal

 

 

 

(Poetisa Efigénia Coutinho)

EFIGÊNIA COUTINHO
Daniel Cristal


Do céu veio esta bênção, cheia de azul carinhoso,
e todo o horizonte esbelto se incendiou;
toda a musa parou, nenhuma mais ficou,
a não ser esta deusa dada ao seu gozo:

Ao gozo do prazer celeste, nada mais,
ao êxtase do amor mais puro que a vida;
penso até que a morte foi a pena erguida
para purificar a alma destes nossos ais...

E assim nos levou nas asas de uma pomba,
ou melhor: foi um arcanjo belo quem levou
as nossas almas plenas e as manejou
até às mãos de Deus, que, nunca, do amor zomba.

Nos teus olhos de azul, do azul mais brilhante
juntou-se o meu cristal ao puro diamante.

17.11.2005

 

 

O NÉCTAR

Daniel Cristal

 

Lembro-me que havia vento, e a cortina

movia-se como folha de videira;

era asa de seda à nossa beira

e eu co' a tua imagem na retina...

 

E também havia o som que encanta a dança;

abraçado ao amor, o nosso passo

dançava o acorde desse laço

que ata o coração e o amansa.

 

E foi assim p'ra toda a eternidade:

o vento a afagar o cair da parra,

a asa a transpor o cais da nossa barra

e a retina a amar-te a identidade...

 

E mais ainda: foi o néctar desse mosto

que embriagou a vida ao nosso gosto.

 

2007.Portugal

 

 

 

POETA É
Daniel Cristal

Poeta é quem me lê, é quem me sente;
Poeta é quem se emociona e se extasia
Com a poesia mais pura, a Harmonia
Da existência da hora florescente.

Poeta é quem me sente, quem existe
Como eu a aprender, ou decifrar
Sinais no Holomundo, crendo amar
O que, em todos nós, com Amor persiste.

Poeta sou eu, és tu, quem me elogia,
Somos nós, todos, Poetas, bem unidos,
E esta união é ubíqua em qualquer dia;

Poetas somos, agora e ternamente,
És tu, sou eu e ele, bem ungidos
Por Deus para amar tudo o que sente.

21.10.2004

 

 

 

O MEU CORAÇÃO DANÇA
Daniel Cristal

Hoje o meu coração baila alegre
e vive de contente este instante
em que o teu rosto traz a luz bastante
para iluminar todo o nosso albergue

É uma flor ao sabor do Sol radioso
um girassol de cor na minha rota
beleza a transpor a simples nota
duma outra partitura e outro gozo

Quando tira o véu descobre o xaile
o céu fica sem nuvem rodopia
a alegria da pelugem deste dia
e tudo nos convida ao eterno baile

Há som no tom que nos fulmina
e Cupido no ar com a sua lança
mas até o deus entra na dança
porque Zeus também tem a mesma sina.

2007.Portugal

 

ANDRÓMEDA E TESEU

Daniel Cristal

 

 

Perdi-me neste mar da imensidão...

Perdi-me numa noite! Quem me acode?

Quem me dá a sua mão ou a ilusão

de encontrar uma estrela numa ode?

 

Da palavra ao gesto, use a bússola,

perscrute o espaço de angústia,

descubra a Cassiopeia, a Menor Ursa,

ou a Estrela Polar, a estrela augusta.

 

Mude o rumo e espere a alvorada,

a aurora boreal ou a austral!

Vai nascer uma nova madrugada

com uma outra potência magistral.

 

Se a angústia persistir, palpite ainda

a Estrela da Manhã, ou, em nova sonda

o Cruzeiro do Sul, pois nunca finda

a beleza do Amor...E não se esconda!

 

Não se esconda no incerto deambular

a paixão de Andrómeda e Teseu;

não se esconda da luz, ela é polar,

e norteia ao inverso, tu e eu.

 

2007.Portugal

Todos os direitos reservados
ao poeta

Copyright©ArmandoFigueiredo

 


AQUI –BIOGRAFIA DO POETA

AQUI -Poemas escritos e declamados por Daniel Cristal



DEIXE UMA MENSAGEM PARA DANIEL CRISTAL



 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

15.05.07

 

 

RAMA

Rogério Martins Simões

 

Um ramo!

E na ramagem um sonho

Deixado pelo ninho,

 atrás dele,

voando por além…

Um passarinho

recorda a sua rama…

 

Outrora era novo

Agora, quando invoca o nascer

As suas penas o julgam perdido

Na ira dos ventos vai morrer…

 

Triste passarinho

Triste emigrante sem destino.

Veio de uma terra distante

Em busca de outro caminho

 

Na vida há sempre aves

E uma ave não morre deitada….

 

Sem nada!

recordando o sonho que levou

Soltou a vida

Deixando nas recordações

As terras que semeou.

 

É noite!

Amanhã o sol voltará de novo

Mas ele já voou…

 

Lisboa, 14 de Fevereiro de 1969

(não resisti à tentação de vos dar a ler um poema de 1969 que recuperei dum velho caderno. O meu pedido de desculpas pelo atrevimento, mas está tal e qual como o escrevi quando tinha 19 anos, muitas preocupações e muitos sonhos...)

 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

13.05.07

 

 

 

FÁTIMA

Rogério Martins Simões

 

Acendemos as velas da penitência

Que ardem no meio das chamas

Acalmando a nossa consciência

Tanto sofrimento; tantos dramas

 

O sofrimento esbate a clarividência

Por um milagre esperas e clamas

Perdida a esperança na ciência

Resta a fé e Deus que tanto amas…

 

E se milagres da fé, na fé se derem

Coxos a correrem e os cegos a verem

Logo ali  prometemos voltar…

 

Pisaremos descalços com um sorriso

Estradas, caminhos… o que for preciso

E regressamos a Fátima para rezar.

13-02-2004 18:35:46

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

09.05.07

 

 

 

 

ROSAS
Rogério Martins Simões
 
Tinha por hábito dar flores.
Flores em forma de beijos:
Sementes dos desamores,
Contrárias aos meus desejos.
 
Via o dia com muitas cores,
À noite escrevia os meus versos,
Segredos das minhas dores,
Amores que me foram adversos.
 
Hoje, se recordo tudo isto,
Isto que revivo e insisto,
Nisto insisto e me revejo.
 
Voltaria para dar rosas.
Às flores mais preciosas:
Meus filhos e neto que beijo.
06-05-2004
 
Poemas de amor e dor conteúdo da página

04.05.07

 

(Foto da National Geographic)



 

ESSE TEU MUNDO

Rogério Martins Simões

 

Esse teu mundo…

Aberto e fechado.

Essa tua fortuna natural

Tuas montanhas

Aduladas,

(Meu pecado original),

Eu, bem as percorri…

 

Se neste canto as acordo…

Porque as logrei e perdi

É porque agora recordo

O tempo em que as abri …

06/02/1974

Poemas de amor e dor conteúdo da página

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    MEIO HOMEM INTEIRO
    Rogério Simões
     
    Meia selha de lágrimas.
    Meio copo de água
    Meia tigela de sal
    Meio homem de mágoa.
    Meio coração destroçado
    Meia dor a sofrer.
    Meio ser enganado
    Num homem inteiro a morrer.
    11/4/1975

    Todos os poemas deste blog, assinados com pseudónimo de ROMASI ou Rogério Martins Simões, estão devidamente protegidos pelos direitos de autor e registados na Inspecção-Geral das Actividades Culturais IGAC - Palácio Foz- Praça dos Restauradores em Lisboa. (Processo 2079/2009). Se apreciou algum destes poemas e deseje colocar em blog para fins não comerciais deverá colocar o poema completo, indicando a fonte. Obrigado

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