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POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda




Rogério Martins Simões

Cria o teu cartão de visita Poemas de amor e dor conteúdo da página

31.08.07

 

 

( Elisabete Sombreireiro Palma a pintar)

 

 

Segredos, meu amor

(Rogério Martins Simões)

 

Segredos, meu amor

Hoje te quero revelar!

Se pudesse te daria o mundo:

A eternidade, meu amor profundo

Os poemas de amor - sem dor

Num canto belo se soubesse cantar!

 

Cantar, cantavas tu…e tão bem!

Pintar é a tua actual inspiração!

Reservo para ti também:

A poesia! Meu amor-perfeito;

Tempo de pausa e meditação!

A fantasia de alguém

Imperfeito!

Carente, terreno e pensante!

 

E se em momentos de inspiração

Parto por aí algo errante

Numa completa e intemporal dação

(Mas quente e vertical entrega)

Seja breve e que encante!

Minha alma nesse instante sossega.

26-05-2004 23:29

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

25.08.07

CORRO
Rogério Simões
 
Corro!
Meus olhos correm
E não me mexo.
Mexe-me o silêncio e a grandeza
Do pensamento
Que não morre,
Voa,
Late na nuca,
Na testa e no peito.
Não sei, há quanto tempo parti…
Mas que jeito!
Tenho de por tudo na ordem
Não posso estar a sonhar!
Fogem os cabelos na desordem,
E nem sei se estou vivo ou a acordar.
 
Corro!
Meus olhos correm,
E não me mexo.
Mexem-me as lembranças
Sofridas
E mal resgatadas,
De mil vezes repetir
Volta tudo a reunir!
Quem?
Como irei convidar quem esqueci,
Se já não os conheço!
E meus filhos
Que os vi crescer, sem ver…
 
Porém,
Tudo parece estar certo,
Porque tudo está registado!
É como que tivesse uma cábula,
Uma lista de convidados,
Um manual de projectos.
Não! Não quero, nem posso admitir…
Tudo não passou por um sonho
E eu não estava a dormir!
3/8/1999
(Caderno Uma Dúzia de Páginas de Poesia n.º 41)
INDEX_POESIS)
Poemas de amor e dor conteúdo da página

24.08.07

 

 

 

Piso a areia da praia

Rogério Martins Simões

 

Piso a areia da praia!

Que peso pesam os pés!

Parecem mesmo uma raia

Presa nas marés.

 

Transporto a toalha

Levo comigo o jornal

Lembro-me de jogar a malha

Levo a dor no bornal

 

Piso a areia da praia!

Vou pela borda da água.

Onda amena que se espraia

Leva contigo a minha mágoa...

 

Queria de novo ter saúde

Seria novamente tão feliz

Tremer não é virtude

Tremer eu nunca quis

 

Deito-me!

Penso!

Mesmo deitado no chão

- Mulher! Porque me aturas?!

Não te queria dar razão

Mas és tu que me seguras!

 

Como esta areia brilhante

A que a praia chamou de sua

Areia que da praia és amante

Oh mar salgado a praia é tua!

 

Um perfume paira no ar…

A vida a Deus pertence

O sol quente esconde a lua…

A maresia não veio para ficar...

A Parkinson não me vence

Vou continuar a lutar!

 

Piso a areia da praia

A maresia sofre um revés

A areia parece cambraia

Sacudo a raia dos pés…

 

Aldeia do Meco

 

 

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23.08.07

(Autor Mestre Real Bordalo)

 

 

 

A ESPAÇOS NADA ENTENDO

Rogério Martins Simões

 

A espaços nada entendo

É como se tudo desaparecesse

Todo o universo se juntasse

E ao mesmo tempo nada existisse.

Quem sou eu afinal?

Que faço eu aqui?

Quem vai ler o que escrevo

Se nada existe ali…

 

Estarei por certo mal

É como se tudo parasse

E na calmaria só o vento...

-Vento! o que és afinal?

-O vento vira furacão

E faz da cidade um lugar.

 

Aluga-se o meu pensamento…

Cede-se um espaço ao luar

Penduro-me na cabeça do momento

E vou por aí a navegar

 

A terra é redonda

A lua está ao alcance da mão

O espaço não se monda

Tudo junto, tudo certo

Céu aberto

Como o meu coração

Que no meu corpo manda

E desanda…

 

A minha alma vai e vem

Vem! Sou um simples mortal

Quando, sem esperança final,

Toda a esperança se tem...

09-09-2005 20:19

Poemas de amor e dor conteúdo da página

22.08.07

(Óleo sobre tela - Elisabete Sombreireiro Palma)



 

 

Se voltasse não mais choraria
Rogério Martins Simões
 
Gosto dos simples como gosto de poesia.
Até gosto d´ervas que crescem daninhas.
Não gosto de choros e tristezas minhas.
Viver por viver jamais viveria.
 
Provei o vinho amargo, da amarga agonia,
Feito de fel, alegrias-poucas, dores minhas.
Se voltasse não mais choraria,
Beberia o vinho novo colhido das vinhas.
 
Como poeta eu seja lembrado.
Num cantar errante mas perfumado.
Volte amanhã de novo a florir.
 
E serei poema em forma de trigo,
Semente de amor; cantar de amigo,
Para que não mais chore o meu sorrir!
 
16-05-2005

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

21.08.07

 

(Foto de 1966. Passeio no Tejo a bordo de um cacilheiro.

Grupo de amigos e catequistas em S. Vicente de Fora: Saudoso António Melo e Faro, o Mário Jorge, amiga que não recordo o nome, o Manuel Taleto e do lado direito eu, Rogério Simões)

 


AMIGO!

 

Amigo! Eu me entrego

Amigo! Eu me largo

Sem nada na volta!

Sem nada me ergo.

Sem nada me dou!

 

Amigo! Eu acedo

Num abraço

Num gesto

Num laço.

E sofro na tua dor

E vivo o teu cansaço

 

Amigo! Eu me cedo

Eu me rendo…

Eu me consagro

Eu me dou…

Num abraço

Num gesto

Num laço

Amigo! Eu vou!

 

Lisboa, 1969

Rogério Martins Simões


Poemas de amor e dor conteúdo da página

18.08.07

 

 

 

 

LONGE DE MIM TRISTE estar

Rogério Martins Simões

 

Longe de mim triste estar

Triste não te quer ver

Antes triste por não te ter

Que te ter e não te amar

 

Ver-te. Raio de sol, luar,

Pior que não te ter

É a saudade de não te ver

Ver-te em qualquer lugar

 

Longe de mim

Estar

e não estar

Antes assim...

Poemas de amor e dor conteúdo da página

15.08.07

 

 

 

MUSEU ARQUEOLÓGICO E ETNOGRÁFICO DE BARRANCOS

Travessa do Arco nº 2, Barrancos.

Vai ser inaugurado no próximo dia 24 de Agosto de 2007, pelas 18 horas, o Museu Municipal de arqueologia e etnografia de Barrancos

Quero desde já agradecer ao meu amigo e Arqueólogo, Dr. Fernando Rodrigues Ferreira, o honroso convite para a inauguração.

Dado que a inauguração decorrerá a uma sexta-feira, dia de trabalho, não poderei estar presente. Todavia, por que não conheço Barrancos, reservarei uns dias de Setembro para visitar o museu e a Vila e revisitar a Cidade de Beja onde nasceu a minha companheira.

Quero convidar todos aqueles que estão de férias para visitarem Barrancos e este novo museu no Alentejo.

Tratando-se de um museu generalista, contém peças epigráficas islâmicas e ibéricas, bem como uma invulgar escultura púnica.

Passará a estar aberto ao público todos os dias, com fecho para descanso do pessoal à segunda-feira

Mais umas palavras. Rodrigues Ferreira é o Arqueólogo que me “aturou” desde os 14 anos de idade e durante 30 anos fiz parte do grupo de arqueologia em S. Vicente de Fora, em Lisboa. O espólio arqueológico do nosso trabalho, e desta minha grande paixão, está exposto no Mosteiro de S. Vicente de Fora e merece, também, a vossa visita.

Conhecendo como conheço o trabalho meticuloso e o rigor científico do Fernando, garanto-vos que vão dar por bem empregue o tempo despendido, na vossa visita, ao Museu de Barrancos.

Um povo só é povo quando tem história. Visitem o Museu Municipal de Arqueologia e Etnografia de Barrancos.

Todo o sucesso para o responsável, Dr. Fernando E. Rodrigues Ferreira, para o Presidente da Câmara Municipal de Barrancos, Dr. António Pica Terreno, e parabéns ao povo de Barrancos.

Meco, 15 de Agosto de 2007

Rogério Martins Simões

 



Alentejo, debruado a Arraiolos

Rogério Martins Simões

 

Na dourada planície alentejana

Onde o sol penetra e em tudo teima

A falta de água mísera e insana

Quebra a vontade abate e queima

 

Nessa imensa e dourada pradaria

O vento de suão seca a cortiça

Leva consigo, numa lenta agonia,

O suor a que chamam de preguiça.

 

Mas o Alentejo é belo e majestoso

Quem o ama chama-lhe de formoso

Quem parte volta; nunca diz adeus

 

Por isso há sempre vozes em coro

Canto alentejano em vez de choro

A alma alentejana tem força de Deus

19-04-2005

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

14.08.07

(A Dama com arminho Leonardo da Vinci)

 

 

 

FOI NUMA MADRUGADA DE JULHO

Rogério Martins Simões

 

Foi numa madrugada de Julho

Quando as estrelas

se juntaram nos céus,

quando o sol teimava

em não arrefecer a noite,

e a lua irradiava

confundindo

as mãos dos namorados…

 

Andara embalado

no colo de minha mãe.

E ouvia serenamente

Na fusão das águas

O canto ameno que me embalava.

 

-Lembra-se minha mãe

dos pontapés que eu lhe dava?

 

-Recorda-se minha mãe

de me ouvir chorar,

Quando sem ver

me reconfortava

Passando docemente

a sua mão na barriga.

 

Ai como eu me sentia feliz

com as suas carícias.

Ai como era feliz

escutando o seu cantar.

 

Foi numa madrugada de Julho

Quando a lua espreitava

Quando a mãe terra

me chamava,

Rompi as águas,

E tinha à espera estrelícias

Majestosamente

espalhadas por seu corpo…

 

Foram tempos luminosos

quando a natureza me pariu

E me trouxe de volta os olhos

com que abracei de novo o Sol.

 

Lisboa, 29 de Janeiro de 2007

 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

10.08.07

 

 

 

ACORDA BOCAGE…

Rogério Martins Simões

 

Fizeram-lhe um busto; uma pedra de adorno.

Esconderam-no com tabiques de esferovite.

Enrolaram as incongruências na dor de corno.

Retalharam a poesia de Pessoa no limite…

 

Retiram do ensino os livros e as letras…

Fecharam as escolas, pregaram taipais!

Apregoaram aos ventos vendidas tretas…

Os poetas são loucos! Encerrem os hospitais!

 

Revoltem-se letras dos versos inacabados

Neste desassossego em busca de trabalho

Camões agarrou os versos todos molhados

Acorda Bocage! - Mando-os pró …

 

Aquele abraço José Baião

08-03-2007 2:06:18

(Correspondência entre poetas)

 

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    MEIO HOMEM INTEIRO
    Rogério Simões
     
    Meia selha de lágrimas.
    Meio copo de água
    Meia tigela de sal
    Meio homem de mágoa.
    Meio coração destroçado
    Meia dor a sofrer.
    Meio ser enganado
    Num homem inteiro a morrer.
    11/4/1975

    Todos os poemas deste blog, assinados com pseudónimo de ROMASI ou Rogério Martins Simões, estão devidamente protegidos pelos direitos de autor e registados na Inspecção-Geral das Actividades Culturais IGAC - Palácio Foz- Praça dos Restauradores em Lisboa. (Processo 2079/2009). Se apreciou algum destes poemas e deseje colocar em blog para fins não comerciais deverá colocar o poema completo, indicando a fonte. Obrigado

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