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POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda




Rogério Martins Simões

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30.09.07

SELOS DE PARTICIPAÇÕES EM “CIRANDAS” DE POESIA

 

PRÉMIOS RECEBIDOS E OUTRAS DISTINÇÕES

Os links estão ao lado

.

Banner da autoria de Anne Muller



 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Não chores por mim, não chores, sabiá…

Rogério Martins Simões

 

Debaixo do sabiá está um homem a descansar

Dorme, dorme, cortador que sabiá não é pinho…

-Dorme, trabalhador que sabiá te vai abrigar!

-Sabiá onde estás? Oh meu lindo passarinho?

 

-Toma cuidado oh sabiá não o deixes acordar

Num galho de um sabiá, o sabiá faz o ninho

Vai-te embora oh caçador que sabiá quer pular,

Do cimo do sabiá, para a mata de rosmaninho

 

Uniram-se os sabiá e o homem ficou ao sol…

Debaixo do sabiá está agora um guarda-sol

Volta sabiá! Canta sabiá que alegria já não há

 

Eu vi um sabiá com uma semente no bico

Deitou-a a meus pés, eu com ela não fico

Volta a dar sombra sabiá! Vem cantar sabiá!

Lisboa, 13 de Março de 2007

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

28.09.07

 

(Quadro do Metropolitan Museam of art)

 

 

A MENINA DANÇA?

Rogério Martins Simões

 

A menina dança? Vamos dançar?

Acerto o passo! Pula a paixão…

Olha-me nos seios, sobe a visão…

Olho-o nos olhos querem beijar.

 

Aperta, e abraça, bate o coração…

Somos os reis da festa: bonito par!

Sobe o compasso, protejo com a mão…

Você namora? Vamos namorar!

 

O tempo passa, resta a recordação:

Como é sua graça? Vamos casar!

Apagaram a luz, a noite e o luar…

A senhora dança? Agora não…

 

Minha mãe está bem assim?

Lavei no rio o meu corpo criado

Visto cambraia! Não visto cetim…

Seios de carmim e corpo cansado!

 

Lisboa, 22-09-2007 23:36:37

(Dedicado aos meus amigos dos blogs do jornal SOL)

 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

27.09.07

 

PRIMAVERA
Daniel Cristal

 

A minha Primavera é o teu sorriso;
por isso, não tem tempo, não tem ano,
nem na cronologia qualquer dia.
Ela é a alegria dentro do ser sano!

 

Pode mudar o tempo, pode até mudar
as rotas do Rei-Sol, a translação
de estrelas e cometas, que o teu olhar
traz os prazeres da vida ao coração.

 

Ela anula as dores cruéis do corpo e alma
transforma o que é triste em alegria
na dádiva do amor - a imensa palma
que traz felicidade ao dia-a-dia.

 

Logo, o teu sorriso é a Primavera
que gera a alegria duma espera!

 

PORTUGAL

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

26.09.07

 

 

Reencarnação
 
Daniel Cristal
 
 
Preciso de outro corpo que sustenha
o brilho da firmeza, tida outrora,
e que guarde esta alma com a senha
duma senda vivida nesta hora...
 
Preciso de emigrar, de transumância,
de nova encarnação num outro corpo,
porque este já não firma a elegância,
e a um fácil desafio cai de borco.
 
Preciso de dizer um obrigado
a todo o amigo-companheiro,
e despedir-me assim do ser amado...
 
Irei voltar na forma de um obreiro
que continua a obra inacabada,
recordando a senha decorada.
 
2007.Portugal

 


 

 

de poesia

 

 

 

POESIA Y ALGO MAS

 

Quero agradecer à poetisa Anne MÜLLER o convite que me remeteu para mandar poemas  para a Argentina.

Quero agradecer a MARIA ELENA Sancho

 A tradução e adaptação poética para castelhano do meu poema inédito, “A MENINA DANÇA?”, e a sua gravação em mp3

OBRIGADO;
Rogério Martins Simões

Poemas de amor e dor conteúdo da página

25.09.07

 

 

Efigênia Coutinho   &     Daniel Cristal 

 

   Duetos

 

Meus Seios
Efigênia Coutinho

Meus seios, por onde desnuda-me
latentes fantasias um fogo ateia
de um Inverno vindo, cintila,
por tua boca na espera...

Meus seios, levo-te à boca,
lês dormentes segredos e deleita-se
ao beber o néctar, gostas de afagos
do aroma mais fundo do meu ser...

Meus seios, os beija faminto
caça-me fêmea da ébria loucura
com tua língua de veludo.

Meus seios, delicio ao deleite nas
labaredas da tua língua, ao meio
das coxas vaza o teu pelo meu desejo!

MAIO 2006 Balneário Camboriú

PRELIMINAR
Daniel Cristal

É na língua que está a fantasia
da tua-minha alegria, preliminar
de um modo de amar o mar
que se aviva no dia da alegoria...

A língua e o beiço, teu e meu,
a onda na nossa vaga cunilíngua;
ela eleva-se à força dessa míngua
que nasceu do desejo camafeu.

Feia que seja, és semipreciosa!
Pedra areia cheia desse beijo
que arredonda o seixo... és gulosa.

Nata batida faz gostoso queijo,
a onda violentada, maré-viva,
capricho de sereia, a mulher-diva.

21.05.2006
Portugal

Poemas de amor e dor conteúdo da página

24.09.07

 

(ARMANDO FIGUEIREDO
O POETA

DANIEL CRISTAL)

 

Rogério Martins Simões tem a honra de receber no seu blog o grande poeta português DANIEL CRISTAL.

Falar em Daniel Cristal é falar num dos maiores poetas vivos de Portugal.

Mais uma vez obrigado ao poeta, a quem desejo muita saúde, e que Deus permita que permaneça muitos anos entre nós, que muito o admiramos.

ROMASI

 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

22.09.07

 

 

 

Abri a janela do meu quarto

Rogério Martins Simões

 

Abri a janela do meu quarto,

Era ainda manhã,

Em cima da mesa estava o coração!

Reparei na moldura,

Passei discreto,

Eram tempos de hesitação!

 

Que segredos guardam meus passos?

Que tristezas guiam meus conflitos?

Acabei por descobrir os meus laços,

Percorrendo sempre os meus gritos!

 

Corri para o canteiro do lugar

Recolhi um botão de formosura,

Que atento coloquei ao luar.

 

Era noite, cedo tarda a noite,

Porque cedo amanhece o dia!

Que fado é a saudade

Da mesa do meu quarto

Que a felicidade é ter-te à mesa,

Servir-te este caldo farto

Num prato de sobremesa...

Esta rosa florida em botão.

Este instante de ternura e poesia,

Que neste momento te entrego em mão.

 

Sexta-feira, 4 de Julho de 2003

 

 

 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

21.09.07

 

 

 

TANTA SEDE DESATINA…
Rogério Martins Simões
 
Corre a água cristalina,
Mata a sede é fresca e pura,
Vai à fonte a menina,
Com espreitada formosura.
 
Alagada por sorrisos…
Com que corres à fonte:
De onde vêm os teus risos?
-Vêm do cimo do monte!
 
Tanta sede molha os seios…
Tanta sede desatina…
Vem a fonte por seus meios…
 
Corre a água cristalina,
Enche o cântaro é fresca e pura,
Não tem sede a formosura.
 
12/8/2005
Poemas de amor e dor conteúdo da página

12.09.07

 

 


 

 

(Capela da Póvoa - Pampilhosa da Serra) 

 

 

 

 

 

Vieram de longe
Rogério Martins Simões
 
Vieram de longe de onde se avista a pinha!
De olhos esperançados e o rosto enrugado,
Com rugas do cansaço de trabalho na mina.
Sempre por perto porque longe fica ao lado…
 
Vieram para Lisboa para perto da linha:
Que os viu chegar no comboio apinhado.
Estrangeiros na sua terra; que estranha sina,
À procura de trabalho mais remunerado.
 
Trabalhavam, sol a sol, qual terra prometida.
Visitavam a aldeia já cansados da vida,
Onde colhiam os cachos e faziam o vinho…
 
Esventraram montes e derrubaram as colinas…
Construíram as pontes, cruzaram as esquinas!
E regressaram às aldeias no final do caminho…
 
2004-04-23
(Aos meus pais)
Poemas de amor e dor conteúdo da página

10.09.07

 

(Óleo sobre tela Elisabete Sombreireiro Palma)

 

 

 

Filho de um deus qualquer
Rogério Martins Simões
 
Se o meu clamor aos céus aprouvera,
Nada mais ousaria para ser feliz,
Saber voar, sonhar, então quisera,
Para fazer a paz como sempre quis!
 
Tal como num sonho ou numa quimera,
Descesse dos céus numa flor-de-lis,
Trazendo comigo a fértil Primavera,
Bendizendo os povos de qualquer país.
 
Que eu seja filho de um deus qualquer.
(Filho de um homem e de uma mulher!)
-Venho dos céus onde não há guerra!
 
A minha religião é fraterna e universal,
Só quero o amor numa entrega total!
Espírito da paz desce de novo à terra!
 
29-07-2004 20:20
Três anos de saudade!
(Ao meu querido primo
Luís Manuel Nunes de Almeida
Ex Presidente do Tribunal Constitucional
Faleceu em 6/9/2004)

 

 

 

 

 

 

 

 

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    MEIO HOMEM INTEIRO
    Rogério Simões
     
    Meia selha de lágrimas.
    Meio copo de água
    Meia tigela de sal
    Meio homem de mágoa.
    Meio coração destroçado
    Meia dor a sofrer.
    Meio ser enganado
    Num homem inteiro a morrer.
    11/4/1975

    Todos os poemas deste blog, assinados com pseudónimo de ROMASI ou Rogério Martins Simões, estão devidamente protegidos pelos direitos de autor e registados na Inspecção-Geral das Actividades Culturais IGAC - Palácio Foz- Praça dos Restauradores em Lisboa. (Processo 2079/2009). Se apreciou algum destes poemas e deseje colocar em blog para fins não comerciais deverá colocar o poema completo, indicando a fonte. Obrigado

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