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POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda




Rogério Martins Simões

Cria o teu cartão de visita Poemas de amor e dor conteúdo da página

29.10.07

 

DEGAS

 

 

É tarde amor
Rogério Martins Simões
 
Todos os dias quando me deito,
E às vezes quando te acordo,
Sem jeito,
Corre em mim um deleito
Que nos faz
Amanhecer mais tarde.
 
São ternuras e tantas
Neste coração que arde
Que afinal me traz,
A sede de te ver acordada.
 
É tarde amor!
 
Mas os sentidos são tantos,
E as viagens tão curtas,
Que as loucuras são mágoas
De não te ter há mais tempo.
 
Acorda mesmo assim,
Esquece a dor!
 
Deixa correr os sentidos
De não sentir mais nada,
Deixa-nos vaguear perdidos,
E respirar quase tudo.
 
E neste meu frenético sentir.
Neste nosso coração que arde.
Não vais finalmente dormir,
Pois vamos acordar mais tarde...
1998/09/07

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

27.10.07

 

(óleo sobre tela Elisabete Sombreireiro Palma)

 

 

 

AGITAM-SE DE NOVO AS MARÉS…

Rogério Martins Simões

 

Agitam-se de novo as marés…

Estou inquieto

No desespero aflito

Prefiro não me ter…

Não! Não quero!

Ouvir de novo o meu grito.

 

Tremo

Temo soluços e muita dor.

 

Que se afundem as minhas mãos

Depois destas marés profundas…

E não te perca

Pois quero ver-te

Pois quero ter-te

Para sempre meu amor!

 

Sufoco

Quase sufoco

Por quem me tomas má sorte?

Que a felicidade não secundas

 

Por quem és?

Escuta!

Não me confundas

Sou força bruta!

Que não se joga a teus pés!

E se eu for à luta?

 

Para que não te perca!

Pois quero ver-te

Pois quero ter-te

Para sempre meu amor!

 

Hospital de S. José, Lisboa,

14 de Setembro de 2006

(16,42 horas)

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

22.10.07

 

(Foto minha com 22 meses, 1950)

 

 

 

 

ARREPIAM-ME AS LEMBRANÇAS

Rogério Martins Simões

 

Arrepiam-me as lembranças

Das manhãs descalças…

De um corpo fino

De um bibe com alças:

Memórias de um tempo menino.

 

Sou alérgico às memórias ingratas!

Clarabóias deixam passar a luz,

Que derrete o gelo indeciso

Por onde passou um tempo preciso,

Das coisas belas e gratas.

 

Sou um vestígio dos umbrais

Que sustêm o peso dos meus sonhos.

Tento viajar com os olhos cerrados

Por um campo milho verde

Com bandeiras a tocarem o céu…

 

Vou jejuar!

Não comerei os figos

Bicados pelos gaios…

Procuro na horta os abrigos

Onde a distância dos Maios,

Dissipam as canas dos trigos…

 

Toquei na colmeia por querer!

Sou um sopro de saudade

Favo de mel com a minha idade

Picado de abelhas ao alvorecer…

 

Cheguei ao fim dos silêncios

Onde as memórias são silenciosas.

E os silêncios para contemplar…

 

Quem vos disso

Que tinha de atalhar os caminhos

Na horta adulta…

Se me resta um pedaço de água pura

E um púcaro vazio para a apanhar….

 

Lisboa, Tejo, 18 de Outubro de 2007



 

 

 

 

UM NOVO ANO DE 2008 MUITO FELIZ PARA TODOS OS POVOS DO MUNDO

Deseja, Rogério Martins Simões.

 

Visitem o site que criaram para a minha poesia e vejam a arte do amigo Luís Gonçalves.

Deixem um comentário ao autor do site que teve e terá imenso trabalho. Obrigado a todos!

 

http://www.romasi.netpampilhosense.org

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

18.10.07

(óleo sobre tela Elisabete Sombreireiro Palma)

 

RECORTE NA PLANÍCIE

Rogério Martins Simões

 

Venho de um tempo de Inverno,

Quando a noite mais tempo toma.

Sou fruto de um vagar eterno

Quando o trabalho não retoma.

 

Do frio, a cortiça protege o sobreiro…

À lareira cerzia panos de linho

Chovia lá fora, era Fevereiro.

Sou filha do amor; lenha de azinho.

 

Foram longos os meses de espera

- Seara! Aprendi a bailar contigo

E foi a mais linda Primavera

E minha mãe cantava comigo:

 

“Semeei este amor de Inverno,

Papoila! Ventre da Primavera

Bago de trigo; Verão eterno,

Outono! Vida! Minha quimera.”

 

E o Verão foi ainda mais quente!

Mas o Outono é a minha estação…

A minha mãe carregou a semente

Verde foi o fruto do seu coração.

 

Ceifa-se no Verão

O que Outono é servido

Sinto dar a mão…

Que lindo vestido!

 

Se voltar a Beja

Que me viu nascer

 e beija

Estarei ao postigo!

Sua bênção, minha mãe.

Sei que estás comigo!

19-10-2006

(Poema dedicado a minha doce e linda companheira, Elisabete Sombreireiro Palma, que nasceu em Beja no dia 19/10/1948)

Poemas de amor e dor conteúdo da página

15.10.07

 

(Óleo sobre tela Elisabete Sombreireiro Palma)

 

 

 

O TEMPO VOA

Rogério Martins Simões

 

O tempo voa.

Que voe,

e nos deixe amanhecer mais tarde…

com os nossos corpos colados

no tempo.

Na leveza deste tocar breve,

que roça os nossos sentidos

e tem tanta beleza.

 

O tempo voa.

Que voe,

mas não apague

este ardor que arde

Prazer incontido que nos torna carne,

Com os nossos corpos molhados

Entre lençóis de linho.

 

O tempo voa.

Regressam as nossas recordações

de mansinho…

 

15-08-2006 22:15:18

(Poema inédito neste blog)

Poemas de amor e dor conteúdo da página

14.10.07

 

(Elisabete Sombreireiro Palma

a

pintar

Meco - Campimeco)

 

 

Bendita sejas, mulher
Rogério Martins Simões
 
Nos caminhos que trilhamos renascidos,
Certamente, já esquecemos a distância
Que prolongam os caminhos percorridos.
Irás encontrar na minha ânsia
Estes trilhos marginais mas tão sofridos.
 
Não me fico por silêncios.
Mas, meu amor, eu te digo:
Bendita sejas! mulher.
A eternidade é estar contigo!
Bendita o sejas por ser
A razão do meu viver.
 
Os ventos são adversos.
Maior porta de abrigo, eu, não vi.
Terá o céu no acaso
Tamanha luz no firmamento
Sem ti?
 
Repara no sentido dos meus versos.
São cartas de amor que não escrevi…
Palavras adultas fora do prazo,
Construídas no encantamento,
Sem pressas, aqui!
 
Por isso, de novo, te digo:
Bendita sejas mulher!
A eternidade é estar contigo!
Bendita o sejas por ser
A razão do meu viver.
 
24-11-2005
 
 
 

 

 

 

(Óleo sobre tela

Elisabete Sombreireiro Palma)

Poemas de amor e dor conteúdo da página

13.10.07

 

(Elisabete Sombreireiro Palma a pintar sobre tela)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Guerreira da Luz
(Rogério Martins Simões)
 
Sabendo o que sei, sem saber o que sou.
Partindo de mim, para ti, sem te conhecer,
Cercada de luz te encontrei, ao entardecer,
Quando o coração a tua alma encontrou.
 
Teu brilho que um dia me libertou,
Quando nem vontade tinha para escrever,
Renovou em mim a vontade de viver,
Sei aquilo que fui; sei para onde vou.
 
Guiado por ti, guerreira da Luz,
Para onde esta estrada nos conduz,
Lado a lado, sem questionar o que fomos…
 
Conduzidos e iluminados pela estrela de Natal,
Numa felicidade diária sem igual,
Rectos e eternos, eternamente somos.
 
24/12/1998
Poemas de amor e dor conteúdo da página

12.10.07

 

(Óleo sobre tela Elisabete Sombreireiro Palma)

 

 

FORA DE TI SOU UM NOVELO

Rogério Martins Simões

 

Erguem-se as montanhas.

Perfilam as imagens.

Vêm através de mim,

ensina-me o caminho das margens…

 

Meu amor volta depressa

Tenho as minhas mãos tão pesadas

Que nem as mando poisar

Meu amor regressa

Tenho as mãos tão cansadas

E não as posso libertar.

 

Fora de mim sou um novelo,

que se desprende,

entre os dedos alinhados.

Fora de ti sou um elo,

que se prende,

entre os dedos desalinhados

 

Tenho as mãos tão pesadas

não as consigo desapertar.

Tenho as mãos tão cansadas

Que não as consigo soltar….

 

Salta para o meu cavalo de chuva

que se ergue à porfia.

Vem de um pulo só.

Leva-me contigo depressa

 

Meu amor regressa

Tenho as minhas mãos tão pesadas

Que nem as mando poisar

Meu amor volta depressa

Tenho as mãos tão cansadas

Que nem as posso libertar.

 

03-05-2006 15:30

 

(À minha companheira BETE que pinta

e com a tinta do seu amor suaviza a minha Parkinson)

 

 

 

BETE

Amor da minha vida, minha companheira, esposa e pintora.

Não existem palavras suficientes e bonitas, (pois linda és tu!), para te expressar o que sinto neste instante, pela tua dignidade, pelo amor demonstrado ao longo destes anos de enorme sofrimento que ainda agora começa…

Este é o teu mês - balança que equilibra o que resta de mim.

Até ao dia do teu aniversário, 19 de Outubro,  voltarei a colocar aqui alguns poemas que te escrevi. Começo por este poema, “fora de ti sou um novelo”, que te dediquei quando estiveste internada e me sentia perdidamente à deriva…

Sempre

Rogério

 

Bete

Rogério Simões

 

Bete

Janela aberta

Sol penetrante, o teu,

Na hora certa:

Tão radiante e meu!

19/10/1999

 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

11.10.07

 

(Óleo sobre tela Elisabete Sombreireiro Palma)

 

 

ESTAMOS A TEMPO?

Rogério Martins Simões

 

Estamos no tempo,

Em que o tempo passa,

Sem dar tempo

Ao tempo do amor.

 

Estamos a tempo,

Se tempo houver,

De parar no tempo

E escutar a dor.

 

E se todos virassem tempo

E escutassem o grito,

Dos que nada dizem

Em silêncio

Na revolta,

Para viverem o tempo.

 

Será que iremos a tempo,

De sermos solidários?!

 

5/4/2004

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

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    MEIO HOMEM INTEIRO
    Rogério Simões
     
    Meia selha de lágrimas.
    Meio copo de água
    Meia tigela de sal
    Meio homem de mágoa.
    Meio coração destroçado
    Meia dor a sofrer.
    Meio ser enganado
    Num homem inteiro a morrer.
    11/4/1975

    Todos os poemas deste blog, assinados com pseudónimo de ROMASI ou Rogério Martins Simões, estão devidamente protegidos pelos direitos de autor e registados na Inspecção-Geral das Actividades Culturais IGAC - Palácio Foz- Praça dos Restauradores em Lisboa. (Processo 2079/2009). Se apreciou algum destes poemas e deseje colocar em blog para fins não comerciais deverá colocar o poema completo, indicando a fonte. Obrigado

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