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POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda




Rogério Martins Simões

Cria o teu cartão de visita Poemas de amor e dor conteúdo da página

31.07.08

 

(Claude Monet)

 

 

 

 

TURBULÊNCIA
Rogério Martins Simões
 
Consciente do contraste que arrasto,
nos piores dias, quando me escondo
entre quatro paredes e me sufocam.
Quem me dera acordar da surdina
das palavras….
Na inconsciente turbulência
dos poemas que deixo de escrever,
que grito, e vão por aí.
 
Hoje sou eu próprio:
A métrica repetida
dos cantos marginais
e colectivos de dor.
Sou um completo deslize,
fora de tempo,
sem dar tempo
às palavras do coração.
 
Sou uma vaga de frio
que se enrosca pela manhã
numa tosse compulsiva.
Sou como uma fábrica,
sem chaminés,
encimada, “brada aos céus”…
 
Quem me dera ter manhãs
luzidias
de oblação e de oferendas…
 
E de repente,
como que a força que retém
a minha mão esquerda
rompesse a bruma da manhã,
apetece viajar,
subir ao mastro dianteiro
e cobrir a minha face lambida
de sal e mar.
 
24/02/2006

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

28.07.08

 

 

 

O SOL
José Augusto Simões
 
Sol divino, Sol divino
Lindo é vê-lo nascer
É mais um dia na vida
Deus nos dá para viver
 
Sol divino, Sol divino
Que ilumina toda a terra
Desde o mais profundo vale
Até ao mais alto da serra
 
Sol divino, Sol divino
Que nos dá tanta alegria
Acaba a noite cerrada
E irrompe o claro dia
 
Sol divino, Sol divino
Nos dá tanta beleza
É a estrela mais bela
Que nos dá a natureza:
 
Quando está ao pé do rio
Em cima de uma cascata
O fundo parece de ouro
A água da cor da prata
 
Todo o ser vivo se mexe
Quando vê nascer o Sol
Os passarinhos cantam
Trina o lindo rouxinol
 
Rouxinol que bem cantas
Onde aprendeste a cantar?
- No cimo daquele salgueiro
Com os ramos a abanar!
 
Todas as aves cantam!
Cada qual com sua voz!
Eu já acompanhei o rio…
Da nascente até à foz
 
Estou velho! tu és menino
Nunca irás envelhecer
Sol divino, Sol divino
Sem ti não posso viver
 
Lisboa, 25/9/2007
 
José Augusto Simões é meu pai e foi o meu mestre de poesia. Com 86 anos escreveu este lindo poema. A sua bênção, meu querido pai.
Rogério Martins Simões

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

24.07.08

 

 

 

 

QUERO BEIJAR
Romasi
 
Quero beijar,
Beijar loucamente
Os teus seios
Como se eu fosse a loucura.
Quero percorrer,
Docemente, o teu ventre
E esquecer
A minha amargura…
E me entregar!
Perder a dor!
Nesta ânsia de amar
Latente
Em que me entrego,
E dou:
Eu te beijo,
Desejo,
E vou…
1972
 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

17.07.08

 

(DEGAS)

 

 

 

BEIJOS PERDIDOS
Rogério Martins Simões
 
As libelinhas subiram à cidade
Quando as abelhas abandonaram o mel…
As cidades estão repletas de sabores
D´outros lugares
Onde crepitavam os beijos nascentes;
Onde as águas percorriam
os lances de pedra
E levavam os corações.
Fui à janela e vi-te partir…
Já esqueceste o ardor dos beijos
Perdidos
Pouco importa!
Acenei à derradeira libelinha…
 
 
Lisboa, 30-06-2008 23:29:48
Para a AnaMar
(ao sabor das palavras)
 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

15.07.08

 

 

 

 

Parabéns querida amiga e poetiza
 
Efigénia Coutinho
 
Hoje é o seu dia
O dia do seu aniversário.
 
 
Efigénia, os seus amigos, Elisabete Maria Sombreireiro Palma e Rogério Martins Simões, unidos lhe desejam que passe este dia com muita alegria na companhia de todos os que lhe são queridos. Desejamos à amiga toda a sorte, toda a alegria, felicidade, saúde e que o que resta dos sonhos se concretize.
Beijos,
Elisabete & Rogério
 
VIVA A POESIA
 
DECLARAÇÃO
Efigênia Coutinho
 

Declaro ao céu, ser tua, do teu jeito,
Desenhando em teu corpo ternura,
Desejos que me invadem mil loucura,
Por noites infindáveis, no teu leito.
 
Receberás o meu néctar liquefeito,
Dos lábios escarlates com doçura,
E a tua boca louca na procura,
Do amor, que anseio e não rejeito!
 
Arrebatados, de prazer embriagados,
Seremos dois amantes transformados,
No mais suave versos que compus.
 

E por noites  mágicas como esta,
O Luar lá ao céu faz a sua festa
Enfeitando nossos corpos com Luz!

 
Balneário Camboriú
Maio 2008.
Bilhete (*)
 

Ouvi teus recados com ais
deito a semente confiante.
Escuta bem este segredo!
Quero deslizar roçando
essa paisagem sedutora
perder-me na memória
do tempo, sentindo
na curva dos tons, toda
sonoridade horizontal
dos teus sons repousantes!

 
______
(*) Camboriú,  23/05/2008.
Efigênia Coutinho
 
Espera (*)
 

Nesta espera que desespera
Do desvario para ser tua 
Vou declamando sem alarde
Conjunto de ânsias contida
Quem à verdade se rende
E aquele que me compreende!
 
______
(*) Camboriú,  23/05/2008.
Efigênia Coutinho
 
 

 
 
ETERNO SONHO
Efigénia Coutinho
 
Hoje sopraram ventos fortes do sonho;
Tinham lágrimas que gotejam pela face,
Foram sonhos de verdade da minha vida
Que marcam sentimentos com emoção.


Abraçada ao travesseiro, por sublimes
fantasias, aconchego meu corpo deste
momento, sugando na alma a Paz que
tanto meu corpo etéreo sonhou!...


Pela fresta da janela, jorrando a Luz
dourada do sol, e a sua silhueta amorosa
flutuávamos...E estavas dentro do sonho
Sob um céu anil na brandura do Eterno!


É realmente uma grande realidade,
mas como foi bom sonhar assim...
Queria partilhar contigo este momento
incandescente de encantamento terno!

 

 

 

 


 
 
Canto Enamorada
Efigênia Coutinho

Chegastes assim, como eu te via
entoando a canção que eu queria
Ao céu abriu-se um cortejo de anjos,
Os sonhos pincelados a Luz do Luar...

Com o meu contato, algo em ti
se  fixou de mim, traços meus
se juntaram aos teus, perfilando
a trama ancestral que trouxeste!

Hoje eu te vejo e me reconheço
em ti. O  que tens de mim, não
será mais para mim! Neste canto
cega  de Amor eu me entrego!

Como te escutavas me escutavas,
ainda mais feliz então me fizeras!
Viverei por todo esse  encanto,
que  canto o Amor  como Arte!

Mas a vida faz da Arte outra Arte
em  toda  parte causa  espanto
esse canto encanto de Amar-te!
Que  festejo com sonhos e Arte!

Balneário Camboriú
Outubro 2006
 
 

 
 
Morangos
Efigenia Coutinho
Dedicado ao meu amigo
Rogério Simões
 
MORANGOS
Efigénia Coutinho
 
É a temporada
do tempo dos morangos
dos sonhos de inverno
de noites de luas cheias
do aconchego ao pé duma lareira
do bom vinho e queijos
de sonhos risos e beijos
de dançar em seus braços
de amar... amando...
da beira mar...andar descalça
dos sorvetes com
calda quente de morangos
o inverno se instalou
este é o meu tempo
e dos morangos que me
adoçam a boca
adoçando a vida...
longe... muito longe
tem um olhar clandestino
há um sonho à deriva
esperando que as sementes
dos morangos despertem
para olhar o Amor ao
tempo dos Morangos...
 
11/07/2007
Balneário Camboriú
Brasil

 

 

 

 

 
 
Morangos
Rogério Martins Simões
 
É o tempo dos corpos estendidos
Das praias vestidas - cor de morango
Dos peitos nus; dos corpos aquecidos
Num aconchego, laçados num tango.
 
Vem minha amada
Este é o nosso tempo à beira-mar
Candeias iluminam a tua fronte.
 
Defronte às ondas, na praia deserta
Onde o deserto não cobre as dunas
Tinhas na duna, a duna entreaberta
E na descoberta esquecemos as runas…
 
É a temporada dos sonhos
De todas as estações - verbo e amar
Do sémen… do belo horizonte…
 
Vem minha amada
Sorvete de morango na hora doce
Quando, no calor, os calores apertam…
 
É a temporada
Do beijo indiscreto - agridoce
Memórias que os morangos despertam…
 
(Campimeco)
Aldeia do Meco, 13-07-2007
Portugal
 
Foi um prazer partilhar convosco este momento de poesia. Feliz aniversário POETA Maria Efigénia Coutinho Mallemont
Rogério Martins Simões
 
Poemas de amor e dor conteúdo da página

14.07.08

 

 

 

EFIGÊNIA COUTINHO
Daniel Cristal


Do céu veio esta bênção, cheia de azul carinhoso,
e todo o horizonte esbelto se incendiou;
toda a musa parou, nenhuma mais ficou,
a não ser esta deusa dada ao seu gozo:

Ao gozo do prazer celeste, nada mais,
ao êxtase do amor mais puro que a vida;
penso até que a morte foi a pena erguida
para purificar a alma destes nossos ais...

E assim nos levou nas asas de uma pomba,
ou melhor: foi um arcanjo belo quem levou
as nossas almas plenas e as manejou
até às mãos de Deus, que, nunca, do amor zomba.

Nos teus olhos de azul, do azul mais brilhante
juntou-se o meu cristal ao puro diamante.

17.11.2005

 
 
 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

11.07.08

(Largo S. Miguel - Alfama - Lisboa)



 

Cumplicidades

(Rogério Simões)

 

Observei-te, estavas, linda!

Bonita, como a rosa em botão!

Não te toquei, estavas ainda

Longe no teu olhar - eu não!

 

Afinal não te era indiferente.

Mas enfim, lá por dentro vias

Que havia em mim algo diferente

Nos locais para onde ias.

 

Para compensar o tempo ido

Prometias em pensamento

Recuperar o tempo perdido

À força de um sublime momento.

 

Amor! Estavas tão linda

Bonita como a rosa em botão

Não te toquei, estavas ainda

Perto do meu olhar - tu não!

 

Finalmente teu coração reparou

E descobriste que eu existia

Teu amor em mim encontrou

E… foi tão lindo esse dia.

 

E foram tão longos os abraços,

Carentes, infinitos e diferentes.

Foram estes os nossos laços

Afinal não éramos indiferentes…

 

2003

(Caderno Uma Dúzia de Páginas de Poesia n.º 41)

E colectânea de poemas”INDEX-POESIS”

(ISBN 972-99390-8-X e Depósito Legal 249244/06)

Poemas de amor e dor conteúdo da página

07.07.08

 

(Óleo sobre tela - 2008

Elisabete Maria Sombreireiro Palma)

 

 

 

A QUEM DEIXO OS MEUS POEMAS?
Rogério Martins Simões
 
Quantos unidos pela poesia viveram,
da poesia se alimentaram
e não morreram...
Virá o dia em que, separados,
talvez eu parta sem ti
mas deixo contigo os poemas.
 
Meu amor não partas primeiro!
A quem deixo os meus poemas?
 
05-02-2005 0:25:03

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

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    MEIO HOMEM INTEIRO
    Rogério Simões
     
    Meia selha de lágrimas.
    Meio copo de água
    Meia tigela de sal
    Meio homem de mágoa.
    Meio coração destroçado
    Meia dor a sofrer.
    Meio ser enganado
    Num homem inteiro a morrer.
    11/4/1975

    Todos os poemas deste blog, assinados com pseudónimo de ROMASI ou Rogério Martins Simões, estão devidamente protegidos pelos direitos de autor e registados na Inspecção-Geral das Actividades Culturais IGAC - Palácio Foz- Praça dos Restauradores em Lisboa. (Processo 2079/2009). Se apreciou algum destes poemas e deseje colocar em blog para fins não comerciais deverá colocar o poema completo, indicando a fonte. Obrigado

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