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POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda




Rogério Martins Simões

Cria o teu cartão de visita Poemas de amor e dor conteúdo da página

26.08.08

 

(foto cedida pelo S. Padre Pedro - Pampilhosa da Serra)

 
 
MENTIA SE TE DISSESSE QUE MINTO
Rogério Martins Simões
 
Mentias se me dissesses… que pinto…
Não me esforço, peço ajuda e tu vais
Ajeitas-me o nó da gravata… e o cinto.
Teus passos para mim são sempre mais…
 
Mentia era se eu dissesse que minto,
Que do meu corpo já não saem vendavais!
Que os pés já me pesam e não os sinto!
E que os meus passos para ti são demais.
 
E se te peso ao de leve e não quero.
Tu bem sabes a razão do desespero.
Não seja tamanha a razão do repeso!
 
Pois se quis voar na ode de um poema,
Irás encontrar em meus versos alfazema.
Antes fosse manha a razão do meu peso.
 
10-08-2005 23:31
Poemas de amor e dor conteúdo da página

21.08.08

 

TEMPESTADE

 

(Óleo sobre tela

Elisabete Maria Sombreireiro Palma)

 

 

Mar Revolto
(Rogério Martins Simões)
 
Ontem o Oceano estava bravo!
Clamor da onda que desmaia
Batia e rebolava pela praia
Chocalhando pedras em desagravo
O mar estava bravo e não o via…
 
E batia! Batia, batia
 
Olhei o céu
O tempo era ameno
Apenas uns recortes
de nuvens longínquas,
No céu sereno,
E uma ligeira brisa
Transportava
um cheiro a maresia
 
E batia! Batia, batia
 
De só olhando ver se via
Fui ver o mar…
Louca tentação
Clamor da falésia
que chocalha
E como a noite acordada não dormia…
O mar bravo na falésia batia
 
E batia! Batia.
 
Ontem,
Não tive medo nem recuei
A onda abraçava a lua
Que enamorada amor fazia.
 
E quando me chamou de sua…
Meu corpo adornado deixei
Enquanto a noite agitada
Adormecia.
 
Aldeia do Meco 21-08-2008 0:45:39
 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

13.08.08

 
 

 

 

(Óleo sobre tela do mestre

 

REAL BORDALO)

 

 

Em poucos minutos escrevo um poema
Pouco tempo para uma vida...
O que imortaliza um poema?
O tempo? ou a pena?
Tudo vos dei:
O tempo, a pena e a vida…
Valerá a pena
a VIAGEM
dizer adeus na despedida…
 
MECO, 13 de Agosto de 2008
ROMASi/Rogério

 

 

 

VIAGEM
Rogério Martins Simões
 
A maré está em maré baixa.
Para onde foi a água salgada
E o sal que me temperou?
 
Meu barco sulca pelas águas que ficam…
Porque ficam as águas que não partem?
Quando partem as águas que ficam?
 
A maré está calma…
As águas parecem quedar:
O barco desliza e faz ondas,
Nas águas calmas e mansas,
Sopra uma ligeira brisa
E o barco desliza…
 
Outro barco passa…
Já passou!
Por tempestades
Por dias de sol
 
Meu barco de contida graça
Semeia carneirinhos,
Branca espuma, no verde-mar.
 
Quantos marinheiros respiraram este ar?
Quantos pescadores lançaram redes?
Quantos mares acolheram estas águas?
Mágoas?
Meu barco abranda
Estava proibido de atracar
Nas palavras que pincelam
As cores deste náufrago
 
- O barco vai parar!,
Grito ao arrais!
 
Estou finalmente a chegar
Ao fim destas palavras
Olho as amarras
com que prendem o barco…
A maré continua vazia….
Há tanto lodo no cais!
 
(Diário de viagem, Seixal-Lisboa
13-08-2008 09:01:19
  
 

 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

11.08.08

 

 

 

 

 

COBRI DE ROSAS
(Rogério Martins Simões)
 
Cobri de rosas
A tua rosa
O teu botão.
Abri a rosa
Cortei a pétala
Pétala a pétala
Enchi o chão.
 
Mas se ao menos
O teu rosto sorrisse
E a tua boca
Dissesse palavras
De ternura:
Eu te daria
De novo rosas
Formosas
E em botão.
 
1987
 
(Caderno Uma Dúzia de Páginas de Poesia n.º 41)
 

 

 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

07.08.08

 

(Foto de NETPAMPILHOSENSE

 

Do

 

Rancho Folclórico da Pampilhosa da Serra

 

 

 

DANÇAM AS MOÇAS SOLTEIRAS
Rogério Martins Simões
 
Refrão
 
Dorme, dorme, passarinho…
No cimo!, à minha beira
De que servem lençóis de linho?
Minha mãe morreu solteira!
 
 
Cantem as moças brejeiras
Há muito trigo p´ra comer…
Dancem casamenteiras
De que serve solteiras ter?
 
Minha mãe vou-me lavar
Nas margens do meu rio
Quem me quer para casar?
Minha mãe tremo de frio…
 
Dorme, dorme, passarinho…
No cimo!, à minha beira
De que servem lençóis de linho?
Minha mãe morreu solteira!
 
A galinha põe os ovos
O galo canta e preguiça…
Casaram os moços novos
Outros foram dizer missa
 
 
 
Os ovos não dão pintos
Os pintos não irão nascer…
No peito crescem jacintos…
Quem virá para os colher?
 
Dorme, dorme, passarinho…
No cimo!, à minha beira
De que servem lençóis de linho?
Minha mãe morreu solteira!
 
Nos potes das velhas casas
Há azeitonas com fartura
- Meninas batam as asas…
Quem fica perde ventura.
 
Nas leiras lavravam machos
Nas adegas corria o vinho
Tiraram o mosto aos cachos…
O meu bem vai a caminho…
 
Dorme, dorme, passarinho…
No cimo!, à minha beira
De que servem lençóis de linho?
Minha mãe morri solteira!
 
Lisboa, 6 de Agosto de 2008
Alterado e depositado em 7/8/2008
 
 
Poemas de amor e dor conteúdo da página

03.08.08

 

(minha mãe, meu irmão jaime Simões e eu Rogério Simões

anos 50 do século XX-  Santa clara - Lisboa

 

 

ARREPIAM-ME AS LEMBRANÇAS
Rogério Martins Simões
 
Arrepiam-me as lembranças
Das manhãs descalças…
De um corpo fino
De um bibe com alças:
Memórias de um tempo menino.
 
Sou alérgico às memórias ingratas!
Clarabóias deixam passar a luz,
Que derrete o gelo indeciso
Por onde passou um tempo preciso,
Das coisas belas e gratas.
 
Sou um vestígio dos umbrais
Que sustêm o peso dos meus sonhos.
Tento viajar com os olhos cerrados
Por um campo milho verde
Com bandeiras a tocarem o céu…
 
Vou jejuar!
Não comerei os figos
Bicados pelos gaios…
Procuro na horta os abrigos
Onde a distância dos Maios,
Dissipam as canas dos trigos…
 
Toquei na colmeia por querer!
Sou um sopro de saudade
Favo de mel com a minha idade
Picado de abelhas ao alvorecer…
 
Cheguei ao fim dos silêncios
Onde as memórias são silenciosas.
E os silêncios para contemplar…
 
Quem vos disso
Que tinha de atalhar os caminhos
Na horta adulta…
Se me resta um pedaço de água pura
E um púcaro vazio para a apanhar….
 
Lisboa, Tejo, 18 de Outubro de 2007

 


 

 

“Um pampilhosense “alfacinha”, um “alfacinha das Serras da Pampilhosa” é o título de uma extensa entrevista, à minha pessoa, publicada no “Serras online”. Quem a quiser ler poderá aceder a ela através do link que no final deste apontamento deixo.
 
 
 
Nasci em Lisboa por acaso. Se tivesse nascido na Pampilhosa da Serra, ou na Póvoa onde nasceu o meu pai, sentiria o mesmo orgulho que tenho em ter nascido na linda cidade de Lisboa.
A serra é também minha por direito próprio e rouba a minha alma e o meu coração.
Visitem a Pampilhosa da Serra e as suas aldeias.
Rogério Martins Simões
 
 
 
Poemas de amor e dor conteúdo da página

02.08.08

 

 

POESIA! QUERO NAMORAR CONTIGO…

(Rogério Simões)

 

Nos tempos de diamante em bruto, quando o horizonte era a eternidade, escrevia poemas no universo estrelar.

Nesses tempos de que me lembro bastante, por não recordar os poemas, costumava versar as estrelas cadentes, e, pendurado na ponta de um cometa, atravessei galáxias onde registei os meus versos.

Certo dia reparei, porque o disseram, que as estrelas cadentes eram, afinal, restos de poeiras cósmicas

– Mas eu não acreditei!

Sempre que avistava uma estrela cadente escrevia um poema.

Era como os devolvessem embrulhados em luz…

- Rogério que fizestes aos poemas?

-Os poemas maiores são todos aqueles que se soltam das palavras e tão libertos esvoaçam sem vento, sem tempo…

Talvez eu veja na poesia a forma mais sublime de passar a barreira da comédia das nossas vidas.

Prefiro as cerejas penduradas nas orelhas.

Beijar a lua e acordar numa gota de orvalho manhã cedo de Outono.

Poesia! És tão linda!

Gosto tanto de namorar contigo.

18-09-2006 22:49

Poemas de amor e dor conteúdo da página

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    MEIO HOMEM INTEIRO
    Rogério Simões
     
    Meia selha de lágrimas.
    Meio copo de água
    Meia tigela de sal
    Meio homem de mágoa.
    Meio coração destroçado
    Meia dor a sofrer.
    Meio ser enganado
    Num homem inteiro a morrer.
    11/4/1975

    Todos os poemas deste blog, assinados com pseudónimo de ROMASI ou Rogério Martins Simões, estão devidamente protegidos pelos direitos de autor e registados na Inspecção-Geral das Actividades Culturais IGAC - Palácio Foz- Praça dos Restauradores em Lisboa. (Processo 2079/2009). Se apreciou algum destes poemas e deseje colocar em blog para fins não comerciais deverá colocar o poema completo, indicando a fonte. Obrigado

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