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POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda




Rogério Martins Simões

Cria o teu cartão de visita Poemas de amor e dor conteúdo da página

30.11.08

 

(Óleo sobre tela

Elisabete Sombreireiro Palma)

 

 

 

Ceifeira campo de trigo a crescer
(Romasi)
 
Há terra lavrada
E vida nas ceifeiras.
Há trigo desejado
Em cada espiga cortada:
Nasceram os filhos
Às ceifeiras!
E ouvem-se pelos montes
Cantos da esperança
Por cada nova jornada:
Cantem!
Porque chora uma criança.
 
Há terra lavrada
E vida nas ceifeiras
Haja alegria
Pois a espiga doirada
Deu mais trigo à jornada.
Viva o trigo a crescer
O povo a viver
Pois em cada espiga cortada
Há uma força redobrada
Da natureza a parir.
 
Viva! A espiga doirada
De trigo a sorrir.
 
1976

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

29.11.08

 

 

 

PARTIR…
Rogério Martins Simões
 
Tudo tenho feito para parar…
Falta-me a coragem para partir!
Se escrevo e não quero
Por que escrevo?
 
Tenho de voltar à fogueira...
E recuperar o fogo
Que apagou a minha poesia.
 
Pouca sorte partir;
Pouca sorte chegar…
Estou doente e cansado.
Sobra o grito que ecoa
Pelos confins dos tempos
- Honra e glória aos poetas
Viva a poesia!
 
07-10-2005 20:36:59
 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

27.11.08

 

 

 

 

CORRE A ÁGUA CRISTALINA
Rogério Martins Simões
 
Corre a água cristalina
Mata a sede é fresca e pura
Vai à fonte a menina
Com espreitada formosura
 
Traz colo de rosa
Duas roseiras atrevidas…
-Menina que corres à fonte
De onde vêm os teus risos?
-Vêm do cimo do monte!
Da brancura dos granizos!
Vai a água à fonte
Vai a fonte às rosas…
Cobiçadas por sorrisos…
 
E traz um sorriso atrevido
Um cântaro de mão na ternura
Vem a sede à menina
Mata a sede, fresca e pura
Corre a água cristalina
Que se espraia na secura…
 
Alagada por sorrisos…
Com que corres à fonte
De onde vêm os teus risos
-Vêm do cimo do monte!
 
Tanta sede molha os seios…
Tanta sede desatina…
Vem a fonte por seus meios
Corre a água cristalina
Enche o cântaro é fresca e pura
Vai a sede à menina…
Não tem sede a formosura…
 
12/08/2005
 
 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

25.11.08

 

(Óleo sobre tela

da minha querida e amada companheira

Elisabete Maria Sombreireiro Palma

 

PINGA NO MEU OLHAR…
Rogério Martins Simões
 
Pinga no meu olhar desterrado
– quem me dera ver!
Já não sei se quero!
Que importa,
se a porta está ferrugenta.
Arrasto esta casa
que me encolhe
e confina ao meu espaço melancólico.
Optassem por me mandarem embora.
Espere…!, faltam-me os óculos
e não almejo o dia seguinte sem chorar!
21-10-2008 22:59:39
 
Emparcelo os meus precipícios
em suplícios esquartejados
Soluço degredos,
antigos medos esconjurados…
Trago nesta única mão
estas letras esfareladas
Trago duma só vez
todas as ingratidões
Trago o acre do sofrimento…
a agulha pica e não sinto
Sinto pingar o chão deste desterro
onde me estreito e deito…
Optassem por me deixar partir!
Espere…!, agora não quero ir…
21-10-2008 23:16:30
 
Piorei antes e depois por estares pior
Melhoraria se soubesse que estarias melhor
Que melhoras terei
se não estás bem?
Volto a estar só!
O cão faz tanta falta
e ainda só agora começou a chover!
Espere…!, não quero ficar só!
21-10-2008 23:33:44
 
 É tarde! Estou gelado!
O frio tomou conta deste espaço
que derruba as minhas preces.
Amo-te tanto meu amor!
22-10-2008 0:30:56
 
Poemas de amor e dor conteúdo da página

25.11.08

 

 

(MONET)

 

 

O elixir da longa vida
Rogério Martins Simões
 
Disseram que tudo os sábios sabiam.
E os sábios nem colocaram objecção.
Tudo sabiam e de nada se esqueciam.
Escreveram tratados para afinação…
 
Clonagem, poção, tudo eles conheciam,
Para reparar o homem em construção:
Pernas, braços, cabeça, tudo mudariam,
Vendidas como peças de substituição.
 
Prometeram o elixir da eterna vida.
(Mas só aos mais ricos era garantida)
Vida eterna na terra onde nascemos.
 
Como é a natureza que quer mandar.
Manda um maremoto p´ra nos avisar.
Vida eterna, na terra, nunca teremos!
 
11-01-2005
Poemas de amor e dor conteúdo da página

24.11.08

 

 

 

UM SORRISO DE TERNURA
Rogério Martins Simões
 
Um sorriso tanto de candura
Aberto, secreto e luzidio
A beleza que em ti irradia,
Formosa discreta e segura
 
Mas se uma lágrima te cai,
Manhã cedo espreitando o rio…
Leve, leve, como a neve fria,
Tão breve, logo amanhece
Na solidão do dia-a-dia,
Segredos da desventura
Que só a tua alma conhece.
 
Vai! Solta a amarra
Dá liberdade à ousadia
Deixa que ela te traga
De volta a tua alegria.
 
E um sorrir de ternura
Aberto, liberto e atrevido…
A beleza que em ti irradia,
Formosa, discreta e segura.
 
31/08/2004

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

22.11.08

 

 

 (MONET)

 

Outono

Rogério Martins Simões

 

Os nossos dedos esfriaram

E depressa nos cercou de cores

Com que se transvestiu na nudez

O Outono! Mais uma vez!

 

As folhas despedidas caíram

Tapando as raízes às flores

E transmutou com tanta beleza

Fazendo descansar a natureza

O Outono! Mais uma vez!

 

 Apanhei no chão uma clareira

E com vinho maduro das luas

Acendi nos teus seios a fogueira.

Chegando minhas mãos às tuas

No Outono! Mais esta vez!

 

E não nos quedámos na espera…

Misturámos os aromas no mosto,

Ao teu gosto

Ao meu gosto

No teu ventre Primavera

 

 E lá foi o Outono outra vez…

 

Lisboa, 17-04-2008 0:52:21

 

 

(Poema escrito para a Ciranda das Letras, Brasil,

e dedicado a todos os brasileiros que desde 2004 me visitam)

 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

21.11.08

Foto de 1970 nas Caldas da Rainha. Serviço Militar

 À esquerda um camarada que ficou em 2º lugar na prova da Unidade militar no 2º turno de 1970. À direita, eu, o então atleta do Sporting Clube de Portugal, Rogério Martins Simões após ter vencido a corrida final da Unidade. Como o tempo corre! Resta-me a lembrança e as "voltitas" que a Parkinson me deixa fazer. E por meio de tudo isto, ainda existe alguma esperança apesar de muitas vezes me sentir demasiado desesperado e  triste...

Sejam todos felizes com muita saúde!

Rogério Simões

ROMASI

 

 

MEU TEMPO CORRE
Rogério Martins Simões
 
Meu tempo corre!
Corre sem tempo…
E lentamente trepo
Nas minhas ilusões…
 
Os meus sentidos
Quase não são sentidos;
E os meu passos
São passos perdidos
Em busca do tempo.
 
Meu tempo corre.
Corre o meu tempo.
Mas não tem sentido:
Sem ilusões!
Sem paixões!
Inalterável e perdido…
 
O tempo corre
Corre em todas as situações
Volta quando se descobre
Os sentimentos e as emoções.
 
Que importa que o tempo voe
Se teu voo é um navio
Que não parte sem saudade.
Que importa que teu ai ecoe…
Se o grito é um pavio
Chama e hino à liberdade…
 
Bendito sejam os laços
Sem baraços nem sarilhos…
Correm bem cedo a meus braços
Os meus queridos filhos.
 
Meu tempo corre.
Corre o meu tempo.
Agora tem sentido!
1989

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

20.11.08

 

 

 

NÃO POSSO ABANDONAR A ESPERANÇA
(Rogério Martins Simões)
 
Andam as minhas mãos
cansadas
Trocam-me as voltas…
E volta e meia perco
a força.
A direita vai à frente e não
 desiste
A esquerda preguiçosa …
insiste
Onde está a delicadeza
do meu gesto?
Onde pára a minha pose
de dança?
Bolero?
Tango?
Flamengo?
Tudo quero!
Não posso abandonar
a esperança!
09-01-2005 1:06:49
 
Poemas de amor e dor conteúdo da página

16.11.08

 

 

 

(Óleo sobre tela Elisabete Maria Sombreireiro Palma)

 

 

 

VESTÍGIOS…
Rogério Martins Simões
 
Por vezes faço as pazes comigo,
Sem-abrigo, viajante diurno,
Durmo ao leme, embarco e sigo,
Ponho a minha alma de turno…
 
Meus medos são cerejas fingidoras
Que se me enrolam nos dedos.
Meus dedos são janelas voadoras
Que esconjuram os medos.
 
Não quero esticar a corda…
Sigo em frente sem enredos.
Cem segredos a minha alma recorda:
Hoje sou um rio sem rochedos.
 
Cega viajo! Sem tempo acorda.
- Acorda! É dia e a noite remonta!
 
É estranho viajar de dia!
Prefiro as noites cegas
Sem guia…
Que não têm regras.
Hoje sou um farelo amadurecido!
Um tempo de milho
Bem-parecido…
Mas só a noite me encontra!
 
23-10-2006
Poemas de amor e dor conteúdo da página

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    MEIO HOMEM INTEIRO
    Rogério Simões
     
    Meia selha de lágrimas.
    Meio copo de água
    Meia tigela de sal
    Meio homem de mágoa.
    Meio coração destroçado
    Meia dor a sofrer.
    Meio ser enganado
    Num homem inteiro a morrer.
    11/4/1975

    Todos os poemas deste blog, assinados com pseudónimo de ROMASI ou Rogério Martins Simões, estão devidamente protegidos pelos direitos de autor e registados na Inspecção-Geral das Actividades Culturais IGAC - Palácio Foz- Praça dos Restauradores em Lisboa. (Processo 2079/2009). Se apreciou algum destes poemas e deseje colocar em blog para fins não comerciais deverá colocar o poema completo, indicando a fonte. Obrigado

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