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POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda

POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda

POEMAS de AMOR e DOR - Obrigado ao Sapo- 4 poemas de amor; 4 anos de poesia no Sapo

 

(Modigliane)

 

 

Minha mãe que vai ser de mim?

Rogério Martins Simões

 

Minha mãe que vai ser de mim

Passos os dias a cuidar do gado,

Implore à senhora do Bonfim

Que me arranje um bom noivado!

 

Minha mãe está bem assim?

Lavei o rio no meu corpo criado…

Não visto cambraia! Visto cetim

Seios de carmim e corpo rosado.

 

Minha mãe e se eu for ao baile,

Não precisa de vestir seu xaile…

Minha mãe! Vou ter cuidado:

 

Viço de rosa, cravo e alecrim

Minha mãe reze por mim

Que eu não tenho namorado!

 

Lisboa, 22-09-2007 23:36:37

 

 


 


 

 

 

A ESTRELA MAIS BELA QUE ENCONTREI!
(Rogério Martins Simões)
 
 
Sabes encontrar-me pela manhã.
No riacho cristalino do desapego.
Onde, renunciando, dores refego,
Para que a esperança não seja vã…
 
Livre da dor e tortura é este afã,
Cuido este corpo onde me apego.
Tarde libertar-me deste carrego,
Que extingue o carma de amanhã.
 
E se estiver na hora quero propor:
Irei de mãos dadas pelo caminho
Perdido eu de amores devagarinho.
 
Levarei comigo o meu lindo amor,
A estrela mais bela que encontrei
Não quero perder quem tanto amei!
 
Lisboa, 27-03-2008 22:04:08
 
 
 

 


 

DEGAS

 

 

CORRE A ÁGUA CRISTALINA
Rogério Martins Simões
 
Corre a água cristalina
Mata a sede é fresca e pura
Vai à fonte a menina
Com espreitada formosura
 
Traz colo de rosa
Duas roseiras atrevidas…
-Menina que corres à fonte
De onde vêm os teus risos?
-Vêm do cimo do monte!
Da brancura dos granizos!
Vai a água à fonte
Vai a fonte às rosas…
Cobiçadas por sorrisos…
 
E traz um sorriso atrevido
Um cântaro de mão na ternura
Vem a sede à menina
Mata a sede, fresca e pura
Corre a água cristalina
Que se espraia na secura…
 
Alagada por sorrisos…
Com que corres à fonte
De onde vêm os teus risos
-Vêm do cimo do monte!
 
Tanta sede molha os seios…
Tanta sede desatina…
Vem a fonte por seus meios
Corre a água cristalina
Enche o cântaro é fresca e pura
Vai a sede à menina…
Não tem sede a formosura…
 
12/08/2005
 
 
 
 

 


 

Muito obrigado a todos os que ao longo destes 4 anos despertam em mim a poesia.

Ao Sapo e aos seus funcionários mais uma vez (e já nem sei quantas) OBRIGADO

 

 

Cumplicidades
(Rogério Martins Simões)
 
Observei-te, estavas, linda!
Bonita, como a rosa em botão!
Não te toquei, estavas ainda
Longe no teu olhar - eu não!
 
Afinal não te era indiferente.
Mas enfim, lá por dentro vias
Que havia em mim algo diferente
Nos locais para onde ias.
 
Para compensar o tempo ido
Prometias em pensamento
Recuperar o tempo perdido
À força de um sublime momento.
 
Amor! Estavas tão linda
Bonita como a rosa em botão
Não te toquei, estavas ainda
Perto do meu olhar - tu não!
 
Finalmente teu coração reparou
E descobriste que eu existia
Teu amor em mim encontrou
E… foi tão lindo esse dia.
 
E foram tão longos os abraços,
Carentes, infinitos e diferentes.
Foram estes os nossos laços
Afinal não éramos indiferentes…
 
2003
(Caderno Uma Dúzia de Páginas de Poesia n.º 41)
E colectânea de poemas”INDEX-POESIS”
(ISBN 972-99390-8-X e Depósito Legal 249244/06)
Poemas de amor e dor conteúdo da página

O que o tempo tem de sobra...

 

 

 

 

O QUE O TEMPO TEM DE SOBRA
(Rogério Martins Simões)
 
O que o tempo tem de sobra
É o tempo que me dobra…
Dobra o tempo, faz-me velho
Quando revejo o espelho
 
O tempo terá sempre tempo…
Se a tempo meu riso chegar
Pois… se deslizar desatento…
Talvez o possa encontrar
 
Passo os dias à procura
(Meu tempo não vai durar)
Meu corpo é espiga madura
Só o tempo o irá vergar
 
Dobra o corpo no desalento
Semente do tempo e da idade
Já oiço o silvar do vento
Da eterna claridade
 
E se o tempo não me acalma
Meu corpo nem sempre dura
O tempo não tem a minha alma
Para sempre no tempo perdura
 
Pois se Deus criou o mundo
E ao sétimo dia descansou
Paro este diálogo profundo…
Para onde a alma me levou
 
Tempo! Que tens de sobra?
- É o tempo que te dobra…
- Dobra tempo; quero voar!
 
Voa o tempo e me renova
A dor o riso e a prova…
Agora quero descansar.
17/04/2004
Concluído em
26/08/2005
 

 

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Ninguém me viu

 

(VINCENT VAN GOGH)

 

 

 

Ninguém me viu
(Rogério Martins Simões)
 
Cheguei! Marquei presença
E não deram por mim…
Quem haveria de dar?
Tenho a ausência descomprometida
E regras para respeitar…
 
Cheguei!
Ninguém viu:
Pardais de telhado…caídos
Uma pomba branca amordaçada
Corruptos vendidos.
Pátria minha!, sua coutada…
 
Cheguei!
O aviso estava na porta:
-Aqui só gente morta…
 
Ninguém acudiu!
Ninguém reparou!
Ninguém sorriu!
 
Farto de escutar o silêncio
Da ausência comprometida
Chorei!
Gritei!
E ninguém me viu…
 
Barco Seixal Lisboa 21-08-2008 8,59:02
 
 

 

 

SEIXAL

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O vento dispersava as marcas das sandálias

 

De SENHORA DA ATALAIA

 

 

 

O VENTO Dispersava AS MARCAS DAS SANDÁLIAS
Rogério Martins Simões
 
O tempo gasta as estradas…
Alisa os caminhos
Varre as pegadas
 
- A sua bênção - minha mãe!
 
Peguei na enxada e cavei um rego.
É tarde e tenho águas por deitar…
Atrelo ao meu olhar que avança,
As levadas do desassossego…
 
- Que magrinho está o nosso filho!
A candura perdura quando os visito!
- Não tremas!, ainda te vais curar!
 
Agarrei no pensamento
e consegui debutar nas bolhas da lembrança
(Não tenho artroses no pensamento)
Mas o poço secou lentamente
E os matos tomaram conta de mim…
 
Atrelei-me ao olhar
Recordei o sorriso traquina de criança
Retomei o trilho
e lá vou eu a caminho da horta distante…
 
 Os meus pezitos tocavam ao de leve nos caminhos,
Vinha o vento!,
E dispersava as marcas das sandálias.
 
 
O tempo varre as estradas,
Alisa os caminhos e apaga as pegadas…
Peguei na enxada e cavei um rego.
Tão tarde!, já não tenho as águas em sossego…
Ainda, assim, não perdi nas orvalhadas,
Que debutam nas bolhas da lembrança,
O cheiro da urze e do jasmim
E com palavras ditas assim
Retomam, em mim, um milho de esperança:
 
- Que lindo está hoje o nosso filho!
A candura perdura quando os visito!
- Não temas!, ainda te vais curar!
 
Recuperei o trilho e lá vou eu
A caminho da horta distante
Com a fé para reencontrar
Na sombra que avança
 Os meus pezitos que tocavam
Ao de leve nos caminhos da lembrança:
 
Quando o vento vinha
e dispersava as marcas das sandálias…
Lisboa, 07-11-2008 0:15:00
 
 

 

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Diz ao rio que me tens

 

Óleo sobre tela

 

Elisabete Maria Sombreireiro Palma

 

 

 

DIZ AO RIO QUE ME TENS
(Rogério Martins Simões)
 
Crescem de novo os sentidos!
Que sentido tem o sentido?
Se tu não estás.
Se tu não vens.
Vem! Não partas sem mim
Se tu não vens, não vás.
Diz ao rio que me tens
Nos versos que não foram lidos
 
Voltam de novo os desejos!
Que sentido tem o desejo
Onde o irei encontrar?
Se tu não estás.
Se tu não vens.
Vem! Que tempo me dás?
Dá-me tempo verbo amar
Onde possa reencontrar
Os meus versos proibidos…
 
Voltam de novo os beijos!
Que sentido tem o beijo?
Se tu não estás.
Se tu não vens.
Tempo! Que o meu tempo tens
Leva contigo os meus bens…
Os lobos, os matos, os cães…
Vem! Se tu não vens, não vás
Devolve-me os versos perdidos…
 
Tempo! Que ao meu tempo vens
Deixa comigo o que não tens:
Meus versos que foram sentidos
A Minha alma de poeta e esta garra
Nos cantos que não foram esquecidos
Por este amor que não desgarra!
 
Ode!
Sou um poeta singular…
Se tu não vens.
Se tu não estás
Onde te irei encontrar?
 
(Lisboa, 08/08/2006
Concluído em 31-01-2007 23:09)
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VIAGEM; QUEDA; VIRAGEM; LEVITAÇÃO

 

 

Ao meu querido avô paterno, António Antunes Simões.
Nasceu em 1881 na Pampilhosa da Serra – Aldeia Velha – casou na Póvoa e migrou para Lisboa em 1897.
Trabalhou como estivador e era um exímio tocador de guitarra.
Do pouco que sei do meu avô, diz meu pai, que terá ensinado o Armandinho a tocar guitarra. Foi sócio da Juventude Monárquica Conservadora tendo falecido na Póvoa em 1934.

 

 

 

VIAGEM; QUEDA; VIRAGEM; LEVITAÇÃO
(Romasi)
 
VIAGEM
No comboio a carvão
Duas carruagens distintas
Numa os que não vão…
Noutra os pelintras
 
QUEDA
Baixei à cidade
Dei serventia a pedreiro
Caí nas tabernas
E senti a vontade dos bêbados
 
VIRAGEM
Bebo copos a fio
E em troca de tudo
Soletro palavras
Vincadas a dedo…
Alvitras…
Nuvens douradas de medo…
Recorro a mim
E sigo os meus passos solitariamente…
 
LEVITAÇÃO
Desci mil degraus de hábito…
Apalpei outra, tanta, tristeza
Levitei sonhos
Esperanças de um dia…
Aguerri os meus passos
Na nocturna fortaleza….
Vasculhei no estrume
Anos a fim
Mas em troca da miséria
Sobrevivi a mim…
 
1971

 

 

 

 



 

 

 

 

 

 

Mesmo a propósito… Cá por coisas
“A emigração não é uma viagem de recreio; ninguém abandona com prazer a terra natal; a saudade da pátria é um mal que não tem compensação nem lenitivo. Quando se emigra é porque todas as esperanças acabaram, e porque o futuro, que se antolhava medonho, já deixou de ser futuro, e o infortúnio caiu como rochedo sobre a cabeça da sua vítima que foge quando pode, e tão depressa pode, da terra onde é assim esmagada. E não há direito para dizer ao que de tal modo se separa de uma sociedade mal organizada «não vades, que tendes aqui obrigações para cumprir» ”
António Corrêa Heredia
1822 - 1899
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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

Todos os poemas deste blog, assinados com pseudónimo de ROMASI ou Rogério Martins Simões, estão devidamente protegidos pelos direitos de autor e registados na Inspecção-Geral das Actividades Culturais IGAC - Palácio Foz- Praça dos Restauradores em Lisboa. (Processo 2079/2009). Se apreciou algum destes poemas e deseje colocar em blog para fins não comerciais deverá colocar o poema completo, indicando a fonte. Obrigado

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