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POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda




Rogério Martins Simões

Cria o teu cartão de visita Poemas de amor e dor conteúdo da página

28.04.09

 

 

 

 

 
ETERNAMENTE PERDIDA
Rogério Martins Simões
 
Tens no rosto todas as estrelas!
No peito bordados de luz.
Tens na noite todas as velas.
Sem velas e o teu corpo reluz.
 
Em teus cabelos adormeço.
Na tua lua me dás guarida.
Amor! Estou de regresso…
Amor! Estou de partida…
 
O vento parou!
A terra latejou!
Numa pauta adormecida…
 
Minha noite sensual!
Pura nota musical!
Eternamente perdida…
 
 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

25.04.09

 

1970 TAVIRA

 

Éramos todos atiradores de infantaria,
E tínhamos a arma por companhia...
Onde estais camaradas?
Ah como vos oiço ainda marchar
pelas ruas de Tavira!
E o barco partia
Entre as lágrimas deitadas no cais
E o barco voltava!
E o barco ia!
Onde estais
Que não vos vi chegar…
Quantas mães choraram!?
Quantos pais gritaram!?
Quantas mulheres enviuvaram!?
Quantos meninos ficaram órfãos.
 
Ah! Se Abril tivesse chegado mais cedo…
Rogério
25/4/2009
 

 

 

 

 

 Quantos antes  de nós tinham partido para sempre...

 

E aqueles que regressaram cumpriram as promessas

 

Queimaram velas

 

Em Fátima comprei uma medalha que dizia assim

 

Em Fátima rezei por ti!

 

 

 

 

 

SENHORA DA ATALAIA

EX VOTOS

 

 

MORSE
Romasi
 
Traço, traço, traço, ponto
Morse, morse, morse morte…
Mais homens, mais gente.
Traço, traço, pouca sorte
Vai partir um contingente!
 
Pouca terra, pouca terra…
Lenços e preces agitam-se no ar
O pranto fustiga todo o cais…
Partem os noivos; chora o mar…
Os filhos, os amigos e os pais!
 
Traço, traço, traço, pronto
Regressa de novo o transporte
Beijam-se os filhos e os maridos
Agitam-se os lenços garridos
Traço, traço, traço, sorte…
 
Morse, morse, morse morte
Apita o barco engalanado
- O soldadinho vem no porão
Marido e o filho tão amado
Que regressa… num caixão!
 
 
 
Traço, traço, traço, ponto…
 
 
Lisboa, 14/02/1969

 

 

E finalmente a guerra terminou.

 

 

 

 

 

A revolução, sabes, é difícil
Rogério Martins Simões
“Sabes, a revolução é difícil”
(Fidel de Castro)
 
Cuspiram na cara do operário
Os tipos da Pátria vendida!
Apertaram os pulsos e olharam desconfiados
Os tipos da pastilha elástica…
 
Crivaram de balas o revolucionário:
Com as balas dos agentes da ordem.
E as vozes responderam em coro:
LIBERDADE!
 
Numa manhã primaveril
As correntes dos pulsos quebraram!
Libertaram os resistentes vivos
Homenagearam os resistentes mortos
E o povo cantou livre pela rua:
LIBERDADE
 
Maio dos bravos
Maio primaveril
Nascem viçosos os cravos
Do vinte cinco de Abril!
 
Pouco a pouco a revolução
Se transformou em tão pouco
Pouco a pouco a fera carregou
Camaradas de luta tombaram
 
Mas as suas e as nossas vozes não se calam:
Irão cuspir de novo na cara do povo
Os tipos da Pátria vendida
Apertarão de novo os pulsos
E olharão desconfiados
Os tipos da pastilha elástica…
 
Cantará de novo,
E com mais força,
O nosso povo:
LIBERDADE
 
Crivarão de novo o povo
Com balas dos agentes da ordem
(Da ordem contrária)
Mas as suas e as nossas vozes
Se erguerão em coro cantando
LIBERDADE
 
Sabes!
A revolução é difícil
 
1975

 

 

 

 

 

Solidariedade, onde estás?
Rogério Martins Simões
 
Ai esta sensação
de solidariedade
Que marcou os meus sonhos.
Que me devolveu o alento.
E que finge
ou teima em tardar...
Pura ilusão!
Onde estás?
De que forma te revestes
Que, ainda,
não te consigo vislumbrar.
07-04-2008

 

 

 

 

 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

23.04.09



Óleo sobre tela da minha musa

 

Elisabete Maria Sombreireiro Palma

 

 

 

 

 
EM SONHO ME DEPENDUREI NO LUAR
Rogério Martins Simões
 
 
Em sonho me dependurei no luar.
O luar quis acordar os nossos cios.
Ali estavas, desnudada no meu olhar,
Encandeando meus olhos luzidios.
 
Os sonhos soçobram ao acordar…
O luar distende o sonho em atavios.
Ai!, sereia espraiada no meu mar,
Esperando as águas dos meus rios…
 
Luar!, tapa-me os olhos e os dias:
Antes cego, que acordar e não ter,
Do que ver, e não ter o que vias….
 
Prendo, no sono, o sonho para te ver,
Fico cego se em mim não te sentir,
Fios de seda - não te deixem partir!
 
Lisboa, 05-01-2009 20:49:30
 
 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

20.04.09

 

Igreja de S. Vicente de Fora

Lisboa

 

 

 

 

Desde menino, quando apenas conhecia os anjos, já escutava, na telefonia, a bela voz da Amália. A Minha mãe lavava a roupa no tanque, num saguão de uma casa na freguesia de S. Vicente de Fora, e cantava desconhecidas cantigas da Beira Serra.
Fui crescendo e um dia, no início dos anos 60 do século passado, descobri por acaso os caminhos que me conduziram, durante muitos anos, à Igreja de S. Vicente de Fora.
Tinha então onze anos! Meus pais, com raízes Cristãs, não frequentavam a igreja nem obrigavam os filhos a irem à missa.
A luta pela vida era tremenda! Levantavam-se pelas 4 horas da manhã, apanhavam o eléctrico que os levava à Praça da Ribeira onde se abasteciam de legumes com que governavam a vida no mercado de Santa Clara. Era um tempo em que aqueles mercados pululavam de gente; em que os espaços reservados aos pequenos comerciantes (lugares e pedras) eram disputados e bem pagos nos leilões do Município de Lisboa.
- Antes carregar duas sacas de batata cruzadas à cabeça que andar com um molho de mato e a passar fome! - Dizia minha mãe.
Recordo que trabalhavam duramente toda a semana e o único dia que lhes restava para descansarem era o Domingo. Talvez aqui esteja a explicação para não serem assíduos frequentadores da igreja.
- Rogério! Estamos os dois para aqui fechados em casa! - Dizia o meu pai, ainda na semana passada, e continuava:
- Se não fosse o Santana Lopes a fechar o mercado de Santa Clara a tua mãe e eu, mesmo com os meus 86 anos, ainda estaríamos vendendo frutas e hortaliças, convivendo e vivendo, no Mercado de Santa Clara.
 

 
 Minha querida mãe
Têm razão os meus pais. Os mais velhos só servem para votar e aí sim - até os vão buscar aos lares ou às suas casas! Quanto ao mercado de Santa Clara era, e foi, parte integrante das suas e das nossas vidas. Fecharam o mercado! Está às moscas! É um espaço morto.
Volto aos meus onze anos.

Frequentava, então, o Liceu Nacional de Gil Vicente quando pela primeira vez entrei nos claustros do Mosteiro de S. Vicente de Fora.

 

 

 

 

Claustros do Mosteiro. Ao fundo o Panteão da 4ª Dinastia de Portugal.
Ao meio do claustro situa-se do lado esquerdo a entrada para a igreja e do lado direito a linda sacristia mandada erigir pelo Rei D. João V.
 
Este foi o local onde se passaram estes factos

 

  

Nesse tempo as portas estavam abertas e, tirando o Panteão Real da Casa de Bragança que tinha segurança, tudo aparentava um completo abandono e desleixo.
Foi assim que conheci o Mosteiro de S. Vicente de Fora.
Comecei a caminhar para lá - até que um dia, quando frequentava a escola comercial, Deus colocou no meu caminho o caminho para a Igreja Católica. Por coincidência, ou não, era o dia em que o Padre Cunha tomava posse como Pároco de S. Vicente de Fora.
A história conta-se assim:
Andava eu pelos claustros do Mosteiro quando, em cima da hora das cerimónias de posse do novo pároco, faltou à chamada um menino do coro! Mas… o Padre Cunha fazia questão em ter doze rapazes! Doze eram os Apóstolos e ele só tinha 11.
Tudo tinha sido verdadeiramente programado, ensaiado ao mais pequeno detalhe: os mais pequenos à frente! Tudo em carreirinha, em duas filas! – Túnicas novas, feitas por medida! Sobrava uma! Era grande - como ela tivesse sido feita de propósito para mim!
Já não recordo o nome do meu antigo Professor de Religião e Moral do liceu que ia concelebrar na missa, porém, foi ele que aconselhou o Padre Cunha: o Rogério, seu antigo aluno, podia substituir o 12 menino do coro.
Pois bem! Não é que fui pescado quando por ali andava perdido…
Vestiram-me uma túnica branca.
Cingiram-me com um cordão vermelho.


 

 
Em poucos minutos ali estava eu, menino do coro repescado, a caminho do Altar, lado a lado com o meu bom e saudoso António Melo e Faro, ocupando um lugar na última de duas filas.
-Faz o que eu faço. - Dizia o Melo. E fiz!
Foi assim que Deus chamou por mim! Foi a minha primeira ida voluntária à missa. Fui o único menino do coro a não comungar nesse dia…
Bem! A história já vai longa e ainda a procissão vai no adro… Vou terminar por hoje.
A partir desse dia tornei-me um efectivo membro daquela comunidade!
A partir desse dia comecei a frequentar a catequese. Fui bem cedo catequista e até dirigente diocesano da JOC.
A partir desse dia passei a apreciar ainda mais a bela voz da Amália no gravador de fita do bom Padre Cunha!
A partir desse dia comecei a escutar e a gostar de música de órgão tocada no grande e extraordinário órgão de S. Vicente de Fora!
A partir daí, e nos tempos livres, passei a ser cicerone e tomei o gosto pela história, nomeadamente, pela vida e obra dos Monarcas que ali repousam.
A partir desse dia comecei a aperfeiçoar a minha formação moral e tudo graças a um Homem extraordinário – polémico certamente para muitos –
Obrigado: Padre José Correia da Cunha.
Rogério Martins Simões
 
JESUS
Rogério Martins Simões
 
Na terra nasceu.
Na terra brincou.
Na terra aprendeu.
Na terra ensinou.
A terra lhe cedeu
Os frutos e o mel.
O homem lhe deu
O vinagre e o fel.
Alguém o viu
Carregar a cruz.
De branco se vestiu
Seu nome era Luz.
Era poeta.
Era sonhador.
Filho e profeta.
Deus do amor.
Cordeiro imolado:
Quem tanto amou!
Da morte libertado
Ressuscitou.
 
Voltou! Da luz:
De luz revestido
De branco cingido,
Seu nome, Jesus.
 
MECO sexta-feira, 10 de Abril de 2009
(ao amigo: Padre José Correia da Cunha)
 
 
Poemas de amor e dor conteúdo da página

17.04.09

 

 

 

VINCENT VAN GOGH

 

 

 

 

 

 
CONCERTO INACABADO
Rogério Martins Simões
 
Olho o teu céu estrelado
Que renova, que dá vida!
Concerto inacabado…
Que ao verso convida.
 
Que nos levanta do chão.
Que nos torna leves.
Que não sustém a razão,
Por momentos breves
 
O vento soprou! O céu cedeu!
E o brilho no meu rosto
Que o luar me deu
 
Eleva o meu gosto
Pelo luar de Agosto
E o universo é meu!
 
 
 

 

 

Nota: Para não misturar poesia com outros temas importantes a partir de hoje e sempre que possa colocarei esses post na parte mais antiga deste blog.
SOS produtos perigosos é o post de hoje.

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15.04.09

 

 

 

Hoje o cobertor
Romasi
 
Hoje o cobertor
Dá-me bafos de calor:
Numa viragem à loucura!
Na perdição do nada.
Numa viagem sem regresso…
 
Lisboa, 9 de Janeiro de 1974

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

14.04.09

 

 

 CEZANNE
 
 
 
Escrever ou parar
Romasi
 
Esta é a nova ode poética
Que não quero recomeçar:
Se começo não acabo
E o tempo não vai parar
Indo…
 
É como se os dias se entregassem
À espera de um novo filho.
Se começo não acabo
E o dia irá acabar
Parindo…
 
1975

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

10.04.09

 

 

 

 

JESUS
Rogério Martins Simões
 
Na terra nasceu.
Na terra brincou.
Na terra aprendeu.
Na terra ensinou.
A terra lhe cedeu
Os frutos e o mel.
O homem lhe deu
O vinagre e o fel.
Alguém o viu
Carregar a cruz.
De branco se vestiu
Seu nome era Luz.
Era poeta.
Era sonhador.
Filho e profeta.
Deus do amor.
Cordeiro imolado:
Quem tanto amou!
Da morte libertado
Ressuscitou.
 
Voltou! Da luz:
De luz revestido
De branco cingido,
Seu nome, Jesus.
 
MECO sexta-feira, 10 de Abril de 2009
 
(Dedicado ao saudoso padre José Correia da Cunha)
 
 
 
 
 
SANTA PÁSCOA PARA TODOS
Poemas de amor e dor conteúdo da página

08.04.09

 

 

 

 

 

 
Beija-Flor
Rogério Martins Simões
 
Era um leve beija-flor
quando a tua flor descobri.
Levava o vento
quando o teu ventre percorri.
Perdi a flor!
Passou o tempo!
Sou um velho colibri…
28-02-2008 23:53
 
 
 
 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

04.04.09

 

 

 

Regresso
Rogério Martins Simões
 
A luz regressou meu amor!
A luz veio de ti! Está em ti!
Para quê lembrar versos de dor
Que na dor, grafando, morri.
 
A luz regressou meu amor!
Ressuscitei quando te vi.
É livre, o meu lindo açor,
A boa-nova que me sorri.
 
E se lívido fui no desamor
No teu amor corei e colori
A luz regressou, sou condor,
Voemos, agora, os dois aqui!
 
Lisboa, 04-04-2009 00:10
 

 

 

 

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    Rogério Simões
     
    Meia selha de lágrimas.
    Meio copo de água
    Meia tigela de sal
    Meio homem de mágoa.
    Meio coração destroçado
    Meia dor a sofrer.
    Meio ser enganado
    Num homem inteiro a morrer.
    11/4/1975

    Todos os poemas deste blog, assinados com pseudónimo de ROMASI ou Rogério Martins Simões, estão devidamente protegidos pelos direitos de autor e registados na Inspecção-Geral das Actividades Culturais IGAC - Palácio Foz- Praça dos Restauradores em Lisboa. (Processo 2079/2009). Se apreciou algum destes poemas e deseje colocar em blog para fins não comerciais deverá colocar o poema completo, indicando a fonte. Obrigado

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