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POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda




Rogério Martins Simões

Cria o teu cartão de visita Poemas de amor e dor conteúdo da página

30.07.09

 

 

(Autoria: Direcção-Geral das Alfândegas)

 

 

 

 

Voltei a escrever e já não queria
Rogério Martins Simões
 
Voltei a escrever e já não queria.
Pensava ter esquecido este meu versejar.
Ser poeta é criar e sofrer todo o dia,
Passar ao papel o que a alma encontrar.
 
Este estado de alma que já não ousaria,
Que nos faz sofrer, para me encontrar,
Deixa o meu corpo quando escrevo poesia,
Nos poemas que ela cria, para me libertar.
 
A ti que mais amo e sem querer,
Se fico triste e te faço sofrer,
Rosa eu te quero, rosas eu te dou.
 
E se tu me vires distraído ou disperso,
Uma única coisa eu imploro e peço,
Espera! A minha alma não regressou.
 
Lisboa, 16 de Abril de 2004
(Registado no Ministério da Cultura
- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –
Processo n.º 2079/09)

 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

29.07.09

 

 

 

 

 
Vieram de longe
Rogério Martins Simões
 
Vieram de longe de onde se avista a pinha!
De olhos esperançados e o rosto enrugado,
Com rugas do cansaço de trabalho na mina.
Sempre por perto porque longe fica ao lado…
 
Vieram para Lisboa para perto da linha:
Que os viu chegar no comboio apinhado.
Estrangeiros na sua terra; que estranha sina,
À procura de trabalho mais remunerado.
 
Trabalhavam, sol a sol, qual terra prometida,
Visitavam a aldeia já cansados da vida,
Onde colhiam os cachos e faziam o vinho…
 
Esventraram montes e derrubaram as colinas…
Construíram as pontes, cruzaram as esquinas!
E regressaram às aldeias no final do caminho…
 
2004-04-23
(Aos meus pais)
(Registado no Ministério da Cultura
- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –
Processo n.º 2079/09)

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

26.07.09

 

(MESTRE REAL BORDALO)

 

 

 

 

faluas do meu coração
Rogério Martins Simões
 
Pior que as pedradas…
São as palavras calcadas…
Mais duras que as pedras:
Lisas ou encalhadas,
Nas silvas ou nas frestas;
Soltas ou entalhadas,
Nas sílabas ou nas festas…
 
 
Deram-me um saco de ruas,
Que ao abrir soltou as suas…
Deram-me o saco com pedras!
Para que não cegassem as luas,
Estendi sobre a fronte a mão,
Procurando entre as faluas,
A que me levasse o coração.
 
 
E era tão linda a caravela.
Que logo saltei para ela
Sem encalhar nas pedras…
E nesta nossa terna viagem
Deixámos reacender as luas:
Dispensámos a marinhagem
Unindo as minhas mãos às suas.
 
Lisboa, 28-05-2009 23:36:05
 
(Registado no Ministério da Cultura
- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –
Processo n.º 2079/09)

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

23.07.09

 

(Parte de uma tela da A.L. autor desconhecido)

 

 

 

VEM! PORQUE ESPERAS
Rogério Martins Simões
 
Ode, porque esperas?
Se a espera muito pesa.
Pesa a incerteza,
Desilusões, quimeras…
Porque esperas?!
 
Regressaram os cercos
Cercados de utopia.
Volta!
Se não vens
Desgarra o pensamento
Algemas no olhar?
Viaja livre no momento
Eis de novo a divagar:
 
Relvei estas palavras
Flori na tapada
Meu nome é poema
Filho do verso
E no reverso
Quem diria?
Pervertes tudo!
Nada…
 
É só poesia…
 
Lisboa, 3 de Outubro de 2005

 

 

(Registado no Ministério da Cultura
- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –
Processo n.º 2079/09)

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

19.07.09



 

VÍDEO
MISTERIOSA DO BRASIL
MÚSICA
SUONI DELLA – NATURA UCCELLINI

(Para desligar basta carregar em|| no vídeo)

 

 

 

 

UMA ETERNIDADE NOS ESPERA…
Rogério Martins Simões
 
Quando tu e eu saltávamos em andamento,
Numa corrida estreita, para a existência,
Havia um brilho, intenso, que cegava a escuridão externa.
 
Falávamos em língua redonda,
Imperceptível,
Que nos deixava latejar à distância do universo das palavras.
Éramos nada!
Éramos tudo!
Frequentávamos os mesmos colégios ricos,
Onde a riqueza se media pelo contágio,
Em resultado das vidas passadas.
 
Fazíamos parte de um grupo,
Sem forma,
Grande aos sentidos,
E sabíamos que iríamos viajar em busca da luz.
Éramos uma luz ténue…
E procurávamos um brilho permanente.
 
Entrámos por uma porta estreita
Onde formas sem luz
Reproduziam uma língua quadrada,
Sem nexo, herança de uma Torre de Babel,
Que tivemos de aprender.
 
Estamos a ficar cansados!
Não importa…
Tomámos o caminho recto e certo
E partiremos na luz…
 
Falta pouco meu amor.
Uma eternidade nos espera…
 
Lisboa, 30 de Abril de 2009
(Registado no Ministério da Cultura
- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –
Processo n.º 2079/09)

 

 

 

 



 

 
 
 
VOLTEI!
 
(Rogério Martins Simões)
 
Venho dos limites do tempo
De uma galáxia qualquer
Já fui mar, já fui vento
Agora sou pensamento
Aparado em dado momento
No ventre de uma Mulher!
 
Meu corpo é magistral!
Brutal! Perfeito! Soberbo!
De início não era verbo
Agora sou o verbo ser
 
Tenho comigo segredos
Segredos do universo
Transporto no corpo recados
Escrevo em forma de verso.
Venho dos limites do tempo
Não sei o que fui e sou:
Deserto? Nascente?
Já fui Norte, já fui Sul
Pó astral, mar azul!
Luar, estrela cadente.
 
Eu me vou!
Partirei num cometa qualquer
E serei novamente pôr-do-sol.
Cor-de-rosa, aloendro, malmequer!
 
Voltei...Já cá estou…
Agora sou pensamento
Nascido em dado momento
Do ventre de uma Mulher!
 
23-09-2004 18:39
Aldeia do Meco
 
(Este poema foi gravado em MP3 pelo Luís Gaspar nos Estúdios Raposo –“Lugar aos novos” – e pode ser copiado seguindo o link no lado direito
(Registado no Ministério da Cultura
- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –
Processo n.º 2079/09)
 

 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

18.07.09

 

 

 

 

 

Traição
Romasi
Rogério Martins Simões
 
Romance não escrevi!
Orgulho que não tive!
Tristeza então senti!
Meu coração já não vive!
 
1975
(Registado no Ministério da Cultura
- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –
Processo n.º 2079/09)
 
Poemas de amor e dor conteúdo da página

17.07.09

 

Van Gogh

 

 

 

MENTIA SE TE DISSESSE QUE MINTO
Rogério Martins Simões
 
Mentias se me dissesses… que pinto…
Não me esforço, peço ajuda e tu vais
Ajeitas-me o nó da gravata… e o cinto.
Teus passos para mim são sempre mais…
 
Mentia era se eu dissesse que minto,
Que do meu corpo já não saem vendavais!
Que os pés já me pesam e não os sinto!
E que os meus passos para ti são demais.
 
E se te peso ao de leve e não quero.
Tu bem sabes a razão do desespero.
Não seja tamanha a razão do repeso!
 
Pois se quis voar na ode de um poema,
Irás encontrar em meus versos alfazema.
Antes fosse manha a razão do meu peso.
 
10-08-2005 23:31
(Registado no Ministério da Cultura
- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –
Processo n.º 2079/09)
Poemas de amor e dor conteúdo da página

16.07.09

 

MODIGLIANE

 

 

Versei-te o coração
Rogério Martins Simões
 
Em poemas que te cantava,
naqueles tempos de então,
não via teu rosto e sonhava
eras a minha invenção.
O nosso tempo esvoaçava
em provocação…
e assim por aí andava
de mão em mão…
 
Depois, eu vi teu rosto
- Luar de Agosto,
num novo poema;
numa nova canção.
E numa noite diadema:
acendemos a fogueira;
atiçámos a chama;
apagámos a cegueira
de mão na mão…
 
E foi o poema que te encontrou…
quando para sempre jurou
que a partir desse dia
 não eras mais fantasia
ou simples imaginação!
E num rasgo de poesia,
ousada, perdida ou vadia
versei-te o coração.
 
Numa noite diadema
neste novo poema
nesta nova canção!
Acendemos a fogueira
Apagámos a cegueira
De mão na mão…
 
19-05-2008 23:48:43
(Registado no Ministério da Cultura
- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –
Processo n.º 2079/09)
 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

15.07.09

 

 

 

 

PARABÉNS
EFIGÉNIA COUTINHO
 
HOJE É O SEU ANIVERSÁRIO.
 
Tudo de bom são os desejos deste seu sempre amigo
Rogério Simões

 



 

 

 

RELENDO
Efigênia Coutinho

Quando te releio nos cenários animados
Por teu Génio, com poesias e magias,
Cheios de vida, realça por todos os lados
O alvo nas pupilas dos meus olhos...!

Vejo o céu, mar, luar, vejo searas
Douradas, o sol que o véu das neblinas
Rompe, dourando as campinas;
E iluminando o horizonte, vales e rios!

Percebo um rumor silencioso da charrua;
São os colibris, que, ao carvalho sobranceiro,
Modulam sons elevados cheios de ternura...

E eu, consternada, volto a face, e tremo,
Vendo teu vulto que aparece, no extremo
Onde faz a curva que o sonho enternece!

2007
Balneário Camboriú
 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

13.07.09

 

 

 

 

CAEM LÁGRIMAS
(Rogério Martins Simões)
 
Rolam-me na face
Caem no chão
Secam com o vento
As lágrimas tristes
Do meu coração!
 
Continuo escrevendo,
Versando tua beleza,
Apenas interrompido
Por longos suspiros
Da grande tristeza
De meu coração!
 
E, se depois penso
Que jamais serás minha:
Rolam-me lágrimas
Pelo rosto molhado
Caem no chão!
Secam com o vento!
As lágrimas tristes
Do meu coração.
 
Escola Secundária Patrício Prazeres
Lisboa, Abril de 1968
(Registado no Ministério da Cultura
- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –
Processo n.º 2079/09)
 

 


 

De Patrício Prazeres



 

De Patrício Prazeres



 

De Patrício Prazeres

 

 

 

O ESPELHO FALANTE

 

Quando se deixa partir o tempo, e os amigos, restam os registos nas memórias e as fotos que nos fazem recuar…
E temos na lembrança os rostos luzidios de criança, de adolescentes, de adultos, que permanecem sempre, ou quase sempre, iguais.
O tempo passa tão depressa, e, por mais que se envelheça, não nos passa pela cabeça que a idade pesa.
Revejo-me ao espelho e não aconselho que o façam, pois, se o fizerem, irão encontrar nos traços, nas rugas, ou nas marcas, aquilo que todos vêm e não querem aceitar.
Gosto de recordar os meus amigos, como dantes, e nunca lhes recordaria que todos envelhecemos por igual.
Por vezes reencontro um amigo, um antigo colega de escola, de trabalho e fico tão feliz por revê-lo que nem me importa que ele seja o meu espelho falante:
- Rogério está velho!
Rogério Martins Simões
“Diálogos da alma com o poeta”
Aldeia do Meco, 13-07-2009 18:26:36
 
 

 



 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

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    MEIO HOMEM INTEIRO
    Rogério Simões
     
    Meia selha de lágrimas.
    Meio copo de água
    Meia tigela de sal
    Meio homem de mágoa.
    Meio coração destroçado
    Meia dor a sofrer.
    Meio ser enganado
    Num homem inteiro a morrer.
    11/4/1975

    Todos os poemas deste blog, assinados com pseudónimo de ROMASI ou Rogério Martins Simões, estão devidamente protegidos pelos direitos de autor e registados na Inspecção-Geral das Actividades Culturais IGAC - Palácio Foz- Praça dos Restauradores em Lisboa. (Processo 2079/2009). Se apreciou algum destes poemas e deseje colocar em blog para fins não comerciais deverá colocar o poema completo, indicando a fonte. Obrigado

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