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POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda




Rogério Martins Simões

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30.09.09

 

(MODIGLIANI)


 

 

SORTE...
Rogério Martins Simões
 
Queria-te nua; estavas vestida.
Ficaste estátua; estavas varada.
No brilho dos meus olhos despida,
Deste por mim, estavas cansada…
 
Regresso à viagem suspendida,
Lanço sinais; danço na estrada...
Prossigo a viagem interrompida;
Deste por mim sem dar por nada…
 
Noites agitadas, sonora agitação...
Lastro molhado no passar da mão.
Olhos pesados de tanto te querer…
 
E se o silêncio dói, só de te olhar.
Nada nesta vida te poderá mudar…
De tanto te desejar e não te ter…
Meco, 30-09-2009 19:49:00
“O direito de autor é reconhecido independentemente de registo, depósito ou qualquer outra formalidade, artigo 12.º do CIDAC, aprovado pela Lei 16/08 de 1 de Abril”
 
 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

29.09.09

 

 

 

 

DE BRANCO
Rogério Martins Simões
 
Levanto-me cedo
Cercado de nevoeiro.
Os pinheiros sobem aos céus:
Não posso ver o sol;
Não posso viver sem luz.
 
Virei de branco!
O sol regressa amanhã!
Meco 29-09-2009 7:05:53

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

28.09.09

 

CEZANNE

 

 

 

 

SEI LÁ
Rogério Martins Simões
Romasi
 
Sei lá como esquecer-te?!
Poderá alguém esquecer
Quando não se vive…
 
Sei lá como perder-te?!
Se não sei perder
O que não tive…
 
Sei lá? Como saberei
Se não sei ao que vim.
Será que eu tive, ou terei,
Alguém que goste de mim?
 
Lisboa, 1989
(Registado no Ministério da Cultura
Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C.
Processo n.º 2079/09)
  
Poemas de amor e dor conteúdo da página

25.09.09

 

 

 

SOU COMO O REGATO
Rogério Martins Simões
 
Sou como o regato,
Que brota,
Que jorra,
Que vai por aí
Onde a minha alma
me entrega;
Onde a minha alma
me encontre.
 
A paixão confunde!
Desespera!
Cega!
É triste ver partir
quem se ama.
Mais triste
é viver sem amor.
 
Um raio de sol
deitou-se no meu leito.
Todavia é livre.
- É o mais belo amante das estrelas.
 
28-03-2005
(Registado no Ministério da Cultura
Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C.
Processo n.º 2079/09)
 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

22.09.09

 

 

 
Outono
Rogério Martins Simões
 
Os nossos dedos esfriaram
E depressa nos cercou de cores
Com que se transvestiu na nudez
O Outono! Mais uma vez!
 
As folhas despedidas caíram
Tapando as raízes às flores
E transmutou com tanta beleza
Fazendo descansar a natureza
O Outono! Mais uma vez!
 
 Apanhei no chão uma clareira
E com vinho maduro das luas
Acendi nos teus seios a fogueira.
Chegando minhas mãos às tuas
No Outono! Mais esta vez!
 
E não nos quedámos na espera…
Misturámos os aromas no mosto,
Ao teu gosto
Ao meu gosto
No teu ventre Primavera
 
 E lá foi o Outono outra vez…
 
Lisboa, 17-04-2008 0:52:21
(Poema escrito para a Ciranda das Letras, Brasil,
e dedicado à poetisa brasileira Anne Müller)
(Registado no Ministério da Cultura
- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –
Processo n.º 2079/09)
 
 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

21.09.09

 

 

 

 

DORAVANTE
Rogério Martins Simões
 
Doravante, porque o destino encurta a distância do fim, tentarei negociar as noites trocadas de incerteza e os dias negros pela luz.
Doravante, quando as palavras anunciadas forem sorte, serei riso.
Doravante quando a ausência quebrar o silêncio, na espera, não te importes - tudo mudou.
Doravante não chamarei por ti, tu estarás presente.
Doravante, se continuares deitada num muro do invisível, querubins alados, visíveis aos olhos cegos, alisarão os meus cabelos.
Doravante nada mais serás que a parte visível da minha nudez…
Doravante viverás em mim e serás o destino imediato dos meus pensamentos.
Doravante estarás atenta às palavras desprezíveis que me incendiaram negativamente o coração.
Doravante dar-me-ás o puro mel da sabedoria para que na glória imortalize a tua essência.
Volta poesia! Dor sempre presente que quando ausente ainda dói mais.
20-09-2009 23:40:52
O direito de autor é reconhecido independentemente de registo, depósito ou qualquer outra formalidade (ver artigo 12.º). A titularidade está consagrada no artigo 11.º do CDADC Lei 16/08 de 1/4
(A registar no Ministério da Cultura
- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –
Processo n.º 2079/09)
Poemas de amor e dor conteúdo da página

18.09.09

 

 

SAIO CANTANDO
Rogério Martins Simões
 
E de repente
Deixei de estar doente
E disse ao céu:
- Podes esperar...
 
Que importa?
A quem importa?
Se a minha esperança
Compromete.
Que importa a sorte:
Se a minha sorte não sai
Derrotada.
Aliso os meus cabelos
E passo a mão sobre a testa
- Que festa...
 
Quisera ser colibri.
Voar pela fresta,
Estreita,
Que espreita
Enquanto o meu peito
Não se compadece:
E tremo!
E temo!
Meu corpo balança
Entre a derrota e a
Esperança:
Que resta?
Que festa...
 
Sim, aprendi a esperar.
Espera!
Que me espere
enquanto eu luto.
 
Ardo neste cavalo de fogo.
Que arda…
Arrepia-me a maré
Que me sobe ao
Tornozelo.
Meu zelo é sobreviver,
Lutando,
Enquanto escuto o meu canto.
 
Esta batalha não acabou.
Estão longe de mim
os pregos...
Estão longe e tão perto
As flores:
Amanso as dores
E saio cantando.
 
26/01/2005
(Registado no Ministério da Cultura)
 Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C.
Processo n.º 2079/09)
 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

15.09.09

 

(Foto da World Press Photo Contest 2004)

 

 

 

 

DESMANDO
Rogério Martins Simões
 
Por onde ando, se não ando.
Para onde vou, se não vou.
Se até em mim não mando.
Quem manda no que eu sou?
 
Por meu mando, eu desando.
Desando quando não estou.
Muda quem estiver errando,
Sabendo que sempre errou?
 
Dei comigo, assim, a pensar,
Quando hesitava em votar:
Que desmando é prometer…
 
E se fortuna têm ao partir…
Outra virá para quem seguir…
Meu desmando terá de ser…
 
Lisboa, 18-06-2009 13:07:31
(Poema dedicado a Fernando Pessoa)
(Registado no Ministério da Cultura
- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –
Processo n.º 2079/09 - aditamento)

 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

14.09.09

 

DEGAS

 

 

Todo o dia choveu
(Rogério Martins Simões)
 
Hoje, fiquei triste
Por triste ser
E se mais triste estou
Entristeci ao amanhecer...
Hoje, todo o dia chorei!
 
Quisera ser copo de água
Para afogar a minha mágoa.
E se mágoa tenho
Para deitar tanta lágrima
Entristeci por perder
E ao perder eu perdi,
Perdi até mais não ver,
(Se mais ver eu consiga)
Consiga alguém sofrer?!
 
Hoje, todo o dia choveu.
Toda a noite foi de chuva
Estava escuro como breu.
 
Já goteja na goteira
Está molhada a lareira
Há quanto tempo não sofria
Há quanto tempo não chovia
E logo tudo num dia
Como esta chuva que vai,
Pendurada no meu pranto,
Na torrente agita e cai:
Rega o prado verdejante
Evapora e enfrenta
O deserto escaldante
E volta, ao mar, na tormenta…
23-04-2004
(Registado no Ministério da Cultura
- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –
Processo n.º 2079/09)
 
 

 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página

11.09.09

 

 

Portas do Sol

 

Lisboa

 

 

 

O poeta cantante…
(Romasi)
Rogério Martins Simões
 
Ele era apenas isso
Um achadiço,
Magriço,
Deitado na via
Em letargia,
Adormecia
E sonhava!
 
Talvez por isso,
O sonho, oiro maciço,
Quebrava o enguiço.
E se na alquimia,
Por pura magia,
Sonhava de dia
Reinava…
 
E se em sonhos pedia
O que não podia…
Era um alvoriço…
Bolso fiado!
Sorriso esfarrapado!
Glorificante!
Cantando dizia:
 
- Eu sou apenas isso…
Um poeta cantante.
29/01/1974
 
(Registado no Ministério da Cultura
 Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C.
Processo n.º 2079/09)

 

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    MEIO HOMEM INTEIRO
    Rogério Simões
     
    Meia selha de lágrimas.
    Meio copo de água
    Meia tigela de sal
    Meio homem de mágoa.
    Meio coração destroçado
    Meia dor a sofrer.
    Meio ser enganado
    Num homem inteiro a morrer.
    11/4/1975

    Todos os poemas deste blog, assinados com pseudónimo de ROMASI ou Rogério Martins Simões, estão devidamente protegidos pelos direitos de autor e registados na Inspecção-Geral das Actividades Culturais IGAC - Palácio Foz- Praça dos Restauradores em Lisboa. (Processo 2079/2009). Se apreciou algum destes poemas e deseje colocar em blog para fins não comerciais deverá colocar o poema completo, indicando a fonte. Obrigado

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