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POEMAS DE AMOR E DOR

Livro de poesia GOLPE DE ASA NO SEQUEIRO Editado pela CHIADO EDITORA Poeta: Rogério Martins Simões Blog no Sapo desde 6 de Março de 2004 Livro de poesia POEMAS DE AMOR E DOR (Chiado books) já à venda




Rogério Martins Simões

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30.10.09

 

 

 

 

DEPOIS DA CHUVA
Rogério Martins Simões
 
Não tapes a blusa!
Deixa secar as gotas…
dos matos secos,
banhados,
espalhados,
na tua pele rosada,
em tua blusa molhada,
transparente,
despertando,
suavemente,
o meu gosto pela chuva…
 
Depois da chuva…
Depois de mim…
 
Meco, 29-10-2009 23:22:30
“O direito de autor é reconhecido independentemente de registo, depósito ou qualquer outra formalidade, artigo 12.º do CIDAC, aprovado pela Lei 16/08 de 1 de Abril”
 
Poemas de amor e dor conteúdo da página

26.10.09

 

 

 

Na encruzilhada do bote
(Rogério Martins Simões)
 
Encaracola
A arte na Ribeira
Na encruzilhada do bote.
 
- É Zé da Ribeira
Carcomido
Ao vento tempestade:
Bota para cá a sardinha
Alma do diabo.
 
- Diabos as levem
Ondas fortes do Inverno
Que fazem a vida do pescador
Num inferno.
 
Encaracola
A arte na Ribeira
Na encruzilhada do bote.
 
- É Zé da Ribeira
Moço de descarga da sardinha
A vazar
Agora sal!?
Raios te lixem, homem.
 
Encaracola
A arte na Ribeira
Na encruzilhada do bote.
 
- É Zé da Ribeira
Que engoles num trago
A tua vida fiada…
Vão dois copos de tinto?
Diabos te levem
Por mais que esfregues os calos
A tua dor continua…
 
Encaracola
A arte na Ribeira
Na encruzilhada do bote.
 
- É Zé da Ribeira
Figura típica do mar
Faz com tua faca do peixe
Barcaças pequenas
Para a pequenada brincar.
 
.
Participação
 
Zé da Ribeira
Conhecido armador de Lisboa
De barcos para a pequenada
E para o turista morreu!
 
Acontecimento
 
Zé da Ribeira acordou
E numa manhã fria
Olhou o mar
Olhou o cais
E, com a sua mão
Trémula da revolta,
Cravou uma faca no bote…
 
Encaracola
A arte na Ribeira
Na encruzilhada do bote
 
24/1/1977
Terminado em 4/8/1977
 
(Registado no Ministério da Cultura
- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –
Processo n.º 2079/09)
 
 
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23.10.09

 

 

REAL BORDALO

 

 

 

 

 
ODORES…
Rogério Martins Simões
 
Um perfume forte sobe ao meu olfacto.
Há cheiros que se confundem e fundem neste barco.
O barco quebra as ondas, dispersando, misturando outros odores.
O que escondem, e por onde andam, tantos pensamentos que distintamente viajam neste barco?
Todos diferentes.
Lenitivas abstracções, olhares distantes, escapam-se pela escotilha deste nosso barco…
Um aroma se renova enquanto o meu pensamento esfria nas águas que espumam.
Cheira, agora, a maresia…
 
(Diálogos da alma e do poeta: entre Lisboa e o Seixal)
Tejo 2009
 
 

 

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21.10.09

 

 

(MECO

OUTUBRO 2009)

 

 

 

 

Se…
Rogério Martins Simões
 
 
Se nada acontece
tudo se esquece.
Se nada resiste
tudo desaba.
 
E eu que sou triste,
não sendo nada…
Nada mais entristece
(triste risada)
Se se desvanece;
Se nada persiste;
Se tudo acaba…
Lisboa, 21-10-2009 00:48:33
 
“O direito de autor é reconhecido independentemente de registo, depósito ou qualquer outra formalidade, artigo 12.º do CIDAC, aprovado pela Lei 16/08 de 1 de Abril”
 
 
 
 
 



Poemas de amor e dor conteúdo da página

18.10.09

 

 

 

O meu coração não é de pedra
Rogério Martins Simões
 
Quero esquecer o que não esqueci.
Quero acolher sensações novas
Mesmo que tardias
Quero exorcizar noites escuras,
Frias, mal dormidas.
Tenho sono!
 
As luzes sombrias percorrem os cantos
Escuros e frios.
Dói-me o peito.
O meu coração não é de pedra.
 
Meco, 22 de Agosto de 2009 16:09:33
 

 

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16.10.09

 

 

ROMASI

 

2009

 

 

O ESPELHO FALANTE
Rogério Martins Simões
 
Quando se deixa partir o tempo, e os amigos, restam os registos nas memórias e as fotos que nos fazem recuar…
E temos na lembrança os rostos luzidios de criança, de adolescentes, de adultos, que permanecem sempre, ou quase sempre, iguais.
O tempo passa tão depressa, e, por mais que se envelheça, não nos passa pela cabeça que a idade pesa.
Revejo-me ao espelho e não aconselho que o façam, pois, se o fizerem, irão encontrar nos traços, nas rugas, ou nas marcas, aquilo que todos vêm e não querem aceitar.
Gosto de recordar os meus amigos, como dantes, e nunca lhes recordaria que todos envelhecemos por igual.
Por vezes reencontro um amigo, um antigo colega de escola, de trabalho e fico tão feliz por revê-lo que nem me importa que ele seja o meu espelho falante:
- Rogério está velho!
 
 “Diálogos da alma com o poeta”
Aldeia do Meco, 13-07-2009 18:26:36
 
 
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14.10.09

 

 

(Vicent Van Gogh)

 

 

 

CACIDA DAS POMBAS OBSCURAS
 
Federico García Lorca
 
Pelos ramos do loureiro
vão duas pombas obscuras.
Uma delas era o sol
e a outra era a lua.
«Vizinhas, sabeis aonde
está a minha sepultura?»
«Nesta cauda», diz o sol.
«Nesta garganta», diz a lua.
E eu que estava caminhando
com terra pela cintura,
vi duas águias de neve
e uma moça desnuda.
Uma delas era outra
e a moça era nenhuma.
«Águias, sabeis aonde
está a minha sepultura?»
«Nesta cauda», diz o sol.
«Nesta garganta», diz a lua.
Pelos ramos do loureiro
andam duas pombas nuas.
Uma delas era a outra,
As duas eram nenhuma.
 
(tradução: Eugénio de Andrade)
 

 

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12.10.09

 

 

(CEZANNE)

 

 

TREM AZUL
Rogério Martins Simões
 
Continuadamente desço…
Continuadamente subo…
Andas? Que sabes de ti?
Ordena às estrelas que me
Tragam o céu
Talvez apareça por aí…
 
Escuta, não és tu, sou eu…
Que sabes de mim
Se de mim eu esqueço
E majestosamente me
Transformei
Num ponto de luz
 
Olá! Quem és tu?
Não te conheço…!?
Ontem parti alquebrado
E por certo diria,
se permanecesse ali,
Que me esforcei!
Espera. Eu sou!
 
Estou de novo ao leme
Resta-me pouco.
Não resta nada…
Irei pendurado num trem
Azul…
Queria escrever um soneto
Estou exausto,
Fica para depois….
08-07-2005
(Registado no Ministério da Cultura
- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –
Processo n.º 2079/09)
 

 

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10.10.09

 

(Óleo sobre tela

Mestre

REAL BORDALO)

 

 

 

Poemas Inconjuntos
Alberto Caeiro
Se eu morrer novo,
Sem poder publicar livro nenhum,
Sem ver a cara que têm os meus versos em letra impressa
Peço que, se se quiserem ralar por minha causa,
Que não se ralem.
Se assim aconteceu, assim está certo.
Mesmo que os meus versos nunca sejam impressos,
Eles lá terão a sua beleza, se forem belos.
Mas eles não podem ser belos e ficar por imprimir,
Porque as raízes podem estar debaixo da terra
Mas as flores florescem ao ar livre e à vista.
Tem que ser assim por força. Nada o pode impedir.
Se eu morrer muito novo, oiçam isto:
Nunca fui senão uma criança que brincava.
Fui gentio como o sol e a água,
De uma religião universal que só os homens não têm.
Fui feliz porque não pedi cousa nenhuma,
Nem procurei achar nada,
Nem achei que houvesse mais explicação
Que a palavra explicação não ter sentido nenhum.
Não desejei senão estar ao sol ou à chuva –
Ao sol quando havia sol
E à chuva quando estava chovendo
(E nunca a outra cousa),
Sentir calor e frio e vento,
E não ir mais longe.
Uma vez amei, julguei que me amariam,
Mas não fui amado.
Não fui amado pela única grande razão –
Porque não tinha que ser.
Consolei-me voltando ao sol e à chuva,
E sentando-me outra vez à porta de casa.
Os campos, afinal, não são tão verdes para os que são amados
Como para os que o não são.
Sentir é estar distraído.
7-11-1915
 
Quando vier a Primavera, 
Se eu já estiver morto,
As flores florirão da mesma maneira
E as árvores não serão menos verdes que na Primavera passada. 
A realidade não precisa de mim.
Sinto uma alegria enorme
Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma.
Se soubesse que amanhã morria
E a Primavera era depois de amanhã,
Morreria contente, porque ela era depois de amanhã.
Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo?
Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo;
E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse. 
Por isso, se morrer agora, morro contente,
Porque tudo é real e tudo está certo.
Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem. 
Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele.
Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências. 
O que for, quando for, é que será o que é.
7-11-1915
 
Se, depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia, 
Não há nada mais simples.
Tem só duas datas – a da minha nascença e a da minha morte.
Entre uma e outra cousa todos os dias são meus.
Sou fácil de definir.
Vi como um danado.
Amei as cousas sem sentimentalidade nenhuma.
Nunca tive um desejo que não pudesse realizar, porque nunca ceguei.
Mesmo ouvir nunca foi para mim senão urn acompanhamento de ver.
Compreendi que as cousas são reais e todas diferentes umas das outras;
Compreendi isto com os olhos, nunca com o pensamento.
Compreender isto com o pensamento seria achá-las todas iguais.
Um dia deu-me o sono como a qualquer criança.
Fechei os olhos e dormi.
Além disso, fui o único poeta da Natureza.
 
(Salvemos O Martinho da Arcada)
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09.10.09

 

 

 

DOU A VOLTA AO SORRISO…
Rogério Martins Simões
 
Meu amor ajuda-me a viver!
Massaja-me esta dor no peito!
Que triste é sentir-me sem jeito,
Sem asas para na sorte erguer…
 
Asas ou esperança quero ter,
Planando num adejo perfeito:
Meu amor ajuda-me a vencer,
O caminho que à luz espreito.
 
Ah! Se pudesse rir como ria.
Pudesse ser ainda mais forte.
Lançava os dados e tentaria,
Passar as fronteiras da sorte…
 
Com teu amor sorte não preciso!
Darei a volta ao meu sorriso.
 
Lisboa, 07-04-2008 22:09:14
(Registado no Ministério da Cultura
- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –
Processo n.º 2079/09)
 

 

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    MEIO HOMEM INTEIRO
    Rogério Simões
     
    Meia selha de lágrimas.
    Meio copo de água
    Meia tigela de sal
    Meio homem de mágoa.
    Meio coração destroçado
    Meia dor a sofrer.
    Meio ser enganado
    Num homem inteiro a morrer.
    11/4/1975

    Todos os poemas deste blog, assinados com pseudónimo de ROMASI ou Rogério Martins Simões, estão devidamente protegidos pelos direitos de autor e registados na Inspecção-Geral das Actividades Culturais IGAC - Palácio Foz- Praça dos Restauradores em Lisboa. (Processo 2079/2009). Se apreciou algum destes poemas e deseje colocar em blog para fins não comerciais deverá colocar o poema completo, indicando a fonte. Obrigado

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